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Termalismo nas Caldas e em Óbidos debatido em “Pontos de Vista”

Francisco Gomes

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Enquanto não há novidades sobre o termalismo nas Caldas da Rainha, em Óbidos, a autarquia anunciou que vai aprofundar negociações com um grupo de capital russo que manifestou interesse em ficar com a subconcessão das águas minerais naquele concelho.

A descoberta de um aquífero de água termal nas Gaeiras – com características similares às águas do hospital termal das Caldas da Rainha mas bacteriologicamente mais puras – foi anunciada pela Câmara de Óbidos em setembro do ano passado, altura em que a autarquia manifestou interesse em ficar com a concessão.

A autarquia admitiu que as termas das Gaeiras podem vir a ser exploradas por um investidor russo, aguardando a publicação do despacho de concessão das águas para avançar com o negócio.

Que implicações trazem este negócio para Caldas da Rainha? Deve haver concertação de estratégias entre os dois concelhos? Estará a autarquia caldense a par deste assunto?

Este foi um assunto comentado em “Pontos de Vista”, uma parceria entre o Jornal das Caldas e a Mais Oeste Rádio, na passada quarta-feira, às 19h, em 94.2 FM.

Para Francisco Matos, do BE, os espaços “podem ser complementares, um para as elites, com spa e medicinas alternativas, em Óbidos, e o outro para toda a gente, com preços mais acessíveis e no Serviço Nacional de Saúde, nas Caldas”.

O bloquista acha que a autarquia caldense tem de estar a par das negociações e “tem de estar preocupada, porque corre o risco de ficar na sombra de Óbidos, mais uma vez, pois neste momento estamos numa prova de sprint”.

Admitindo que para já tudo não passa de “especulação”, Francisco Matos defendeu que o negócio com as termas tem de ser diferente nos dois concelhos. “Se queremos privatizar os dois, vamos excluir a grande maioria da população de poder frequentar”, sustentou.

Rui Gonçalves, do CDS-PP, afirmou que “Óbidos não costuma brincar com este tipo de coisas e isto não é especulação. Está a tratar da concessão das águas e procura investidor”, fazendo notar que “não é possível coexistirem águas com as mesmas características a quatro quilómetros, por isso, quem primeiro alça, primeiro calça”.

“Não concordo que nas Caldas se crie um elefante branco para a Câmara depois andar a meter dinheiro todos os meses. Nós defendemos que nos pavilhões do Parque e antiga Casa da Cultura seja feito um hotel de quatro estrelas, com termas”, anunciou.

Contudo, mostra-se preocupado porque “vejo a passividade da Câmara das Caldas a tratar deste assunto e já devia ter enviado uma proposta ao Ministério da Saúde”.

José Carlos Abegão, do PS, disse não acreditar no anúncio do interesse do investidor russo. “Óbidos gosta muito de publicidade. Acho que não passa só de uma intenção de Óbidos, porque se fosse assim tão fácil arranjar um investidor, então Caldas seria até mais atrativa por ser as termas mais antigas do mundo”, apontou.

Para o socialista, o futuro do termalismo nas Caldas não pode passar só para cumprir o legado da Rainha. “Os países da esfera soviética, todos eles têm uma parte privada”, sublinhou.

“Podemos pensar que é um bluff ou que estão a ser dados passos para uma coisa concretizável. O que me preocupa são os jogos de bastidores e tentativas de marketing. Significa que este processo não é transparente”, manifestou Edgar Ximenes, do MVC.

Também tendo dúvidas sobre “o que levaria um grande investidor a construir em Óbidos e não nas Caldas”, Edgar Ximenes apontou igualmente não acreditar que possa haver mercado “para ter dois negócios idênticos tão perto um do outro”. “Têm de ser diferentes, mas não têm de ser antagónicos. Recuso completamente a ideia de Caldas da Rainha ser uma cidade low-cost. Quero que o termalismo nas Caldas seja o motor económico para tudo o mais, não quero uma visão miserabilista”, vincou.

“As posições do PS, do CDS, do PSD e do MVC não são assim tão distantes. Todos nós estamos de acordo que claramente o termalismo caldense deve ter, por um lado, uma perspetiva de hospital termal como tem hoje, mas deve ter ao mesmo tempo uma perspetiva de estância termal, de concessão a outra entidade que terá necessariamente de ser privada e que visa o lucro, porque só assim será possível investir para rentabilizar o património”, declarou António Cipriano, do PSD.

“Queremos nas Caldas um termalismo que vai procurar pessoas com alto poder aquisitivo, porque o que queremos é pessoas que tenham dinheiro e possam gastá-lo no nosso comércio. Quanto a Óbidos, estamos a vê-lo como um papão, mas este anúncio do investidor russo é mais uma questão de marketing”, referiu, para concluir: “Eu ainda me lembro que Óbidos dizia que ia ter um dos maiores centros comerciais do distrito. Onde é que ele está?”.

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