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Evocação histórica da fuga de Álvaro Cunhal do Forte de Peniche

Francisco Gomes

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A exposição “Forte de Peniche, local de repressão, resistência e luta”, inaugurada no dia 3 de janeiro, seguida de uma recriação histórica, serviu para comemorar e evocar a fuga da cadeia do Forte de Peniche de 1960.
Jaime Serra foi um dos homens que há 54 anos fugiu da fortaleza-prisão com Álvaro Cunhal (foto João Carlos)

A mostra integra imagens da época, documentos e um painel com os nomes de 2487 presos, uns mais conhecidos, outros anónimos, que foram enclausurados pela Pide, polícia política.

Há 54 anos, a famosa fuga de Peniche foi uma das mais espetaculares da história do fascismo português, por se tratar de uma das prisões de mais alta segurança do Estado Novo. No dia 3 de janeiro de 1960 evadiram-se do forte de Peniche Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Miguel, Francisco Martins Rodrigues (este mais tarde afastado do Partido), Guilherme Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho.

Junto às muralhas, foi realizada a evocação histórica da fuga, com a participação de um grupo de teatro dirigido por Fernanda Lapa, leitura de um poema de João Monge pela atriz Maria João Luís, a descida da muralha por elementos da Associação Espeleológica de Óbidos e, por fim, fogo de artifício.

Esta celebração coincidiu com o fim das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal e o começo das celebrações do 40º aniversário do 25 de Abril.

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, que assistiu ao evento, realizou no dia seguinte, na Fortaleza, um comício, onde manifestou que se pretendeu destacar “uma figura central de Portugal contemporâneo e uma referência maior na luta pela liberdade, a democracia e o socialismo”.

Segundo apontou, o legado deixado por Álvaro Cunhal “mantém-se como um contributo irrecusável para todos aqueles que procuram uma resposta aos problemas do nosso tempo, mas igualmente para a luta que hoje continuamos a travar em defesa dos trabalhadores, do nosso povo, do nosso país e contra todas as formas de exploração e opressão”.

As comemorações ao longo de 2013 deram a conhecer a intensa ação e intervenção política como militante e dirigente comunista, estadista, intelectual, ensaísta, criador literário e artista plástico, num percurso de setenta anos de ininterrupto combate pela concretização do ideal e projeto comunista.

“A Fortaleza de Peniche é o testemunho e o símbolo de uma situação que o nosso país viveu, durante dezenas de anos e que o nosso povo não quer viver nunca mais. Por aqui passou a imensa maioria dos presos condenados a longas penas de prisão pelo regime fascista que explorou, oprimiu e reprimiu Portugal e os portugueses. Neste Forte de Peniche, nesses anos terríveis do fascismo, milhares de militantes comunistas e outros democratas sofreram as consequências de um regime brutal e desumano”, sublinhou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP aproveitou para falar do estado atual do país: “É patente um total confronto com o que abril representou de conquista, transformação, realização e avanço, protagonizado pelas forças da política de direita que têm governado o país nos últimos anos e que promoveram com a sua política e a sua ação uma verdadeira contrarrevolução que conduziu o país para a grave e profunda crise em que vive. Crise inexoravelmente agravada por essa intervenção externa que é a consequência de um Pacto de Agressão ao país e ao povo, um verdadeiro ato de abdicação negociado e subscrito por PS, PSD e CDS”.

Exortou, por isso, que as comemorações do 25 de abril este ano “devem ser um momento de afirmar nas ruas e no país a indignação e recusa pelo que estão a fazer ao nosso povo e a Portugal, à sua história e ao seu futuro”.

O dirigente comunista chamou ainda a atenção para as eleições para o Parlamento Europeu, a 25 de maio, em que o PCP concorre no âmbito da CDU. “Uma batalha eleitoral que vamos travar no quadro de uma União Europeia marcada também ela por uma profunda crise económica e social, pelo aprofundamento do pilar neoliberal, federalista e militarista, imposto pelo grande capital para servir os seus interesses, e pelo diretório das grandes potências comandado pela Alemanha”, referiu.

Francisco Gomes

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