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Secretário de Estado anuncia intervenção de emergência na Lagoa de Óbidos

Carlos Barroso

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A Associação Portuguesa do Ambiente (APA) vai avançar no dia 2 de janeiro com uma intervenção de emergência para reabrir o canal que liga a lagoa de Óbidos ao mar, anunciou o secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos.
O secretário de Estado do Ambiente esteve na Foz

“Vão ser feitos convites a dois empreiteiros locais e a APA vai fazer um ajuste direto de modo a termos as máquinas a trabalhar ainda esta semana”, afirmou o elemento do Governo, residente nas Caldas da Rainha.

“A câmara de Óbidos vai igualmente fornecer uma máquina e um dumper para ajudar na intervenção da aberta. A retirada da areia deve começar dia 2 de janeiro e o canal deverá estar reaberto no dia 4 ou 5 deste mês”, assegurou.

O fecho do canal de ligação ao mar (aberta) deveu-se a correntes marítimas, embora essa questão tenha sido alertada por Paulo Lemos, que também confirmou que a APA está a monitorizar a lagoa.

“Já tinha chamado a atenção que isto poderia acontecer. Mas é um benefício que a lagoa tenha fechado para se poder abrir um canal como deve ser. Se tivéssemos feito isso artificialmente, não ia ter a força que vai ter agora. Sabíamos que havia este risco, mas o facto de ter fechado não tem consequências de maior para o ecossistema da lagoa”, referiu.

Devido ao corpo de água que a Lagoa possui atualmente, os responsáveis consideram que esta intervenção “vai permitir que o canal se aguente durante bastante tempo”.

Serão retirados nesta intervenção cerca de quatro mil metros cúbicos, repostos no cordão dunar das praias da Foz do Arelho e do Bom Sucesso.

O secretário de estado garantiu também que apesar da Lagoa não ter ligação com o mar, não houve consequências para a fauna e flora do ecossistema.

“A última vez esteve fechada dois meses e as ETARs municipais funcionavam bem pior do que agora. O IPIMAR tem-nos dado informação sobre a qualidade da água e até à data não há problema. Não há problemas para a fauna e flora da lagoa, pelos dados que nos chegam”, afirmou.

Mais preocupante são as inundações que se estão a fazer sentir em Óbidos. “São uma preocupação para nós, mas precisávamos que a lagoa ganhasse corpo para poder rebentar e abrir-se um canal profundo. Está na altura de fazer isso”, sublinhou o elemento do governo.

Quanto aos restantes trabalhos, nomeadamente na solução de um dique para a aberta, vai ser feita nova reunião de trabalho para ser discutida essa solução ou outras.

“Vamos fazer uma sessão de trabalho com as autarquias e com o LNEC e do INAG para percebermos que soluções alternativas há”, indicou.

Apesar destas incertezas, Paulo Lemos quer que a obra seja para este ano, uma vez que existem verbas cabimentadas para a obra.

“Queremos lançar a obra da primeira fase em 2014 e a segunda fase em 2015, numa segunda candidatura ao próximo quadro comunitário”, declarou.

A obra com muro guia estima-se em cinco milhões de euros, mas sem o muro será muito menos verba, rondando cerca de 735 mil metros cúbicos de areia, na primeira fase.

Humberto Marques, presidente da câmara municipal de Óbidos, considera que esta visita e agenda de trabalhos “são um entendimento profícuo entre as autarquias”. “Hoje percebeu-se que o presidente da câmara das Caldas, apesar de não ter meios mecânicos, estava com vontade de fazer um ajuste direto para participar nos trabalhos. Noutras matérias, como na deposição temporária de dragados, há entendimento, e isso são sinais evidentes de que a câmara das Caldas assumiu a divisão equitativa de dragados, bem como a aquisição da draga para fazer uma dragagem permanente na lagoa”, disse.

Já sobre o risco de cheias em Óbidos o autarca explicou que atualmente já existem terrenos agrícolas alagados e zonas em perigo.

“Temos toda a zona do sapal que já está cheio de água e temos receio que haja cheias como assistimos em 2006/7, porque a própria barragem não comporta mais água. Depois temos muitas propriedades agrícolas junto à Barosa, que estão submersas por força do aumento do corpo da Lagoa, na sequência do fecho da aberta”, revelou.

Tinta Ferreira, presidente da câmara das Caldas, mostrou-se satisfeito com a solução apresentada, indicando que existe um trabalho próximo entre Caldas e Óbidos, assim como como a secretaria de estado do ambiente.

“Esta solução terá um reflexo positivo na Lagoa. Estamos satisfeitos como as coisas estão a ser tratadas. Estamos em permanente articulação no sentido de contribuir para que a Lagoa mantenha a sua função e estamos disponíveis em colaborar nas intervenções necessárias”, frisou.

Uma dessas articulações é na comparticipação da aquisição de uma draga, facto que o autarca confirma, mas só a avaliza depois de serem feitas as grandes dragagens.

“Estamos disponíveis em conjunto com Óbidos para adquirir uma draga para estar em permanente intervenção. Essas intervenções serão orientadas pelo ministério do ambiente, numa solução que dificilmente origina gastos tão avultados como os que estão a ser feitos agora. Primeiro é necessário serem feitas as duas fases de dragagens, sendo previsível que estejamos em 2016 ou 2017”, apontou.

Carlos Barroso

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