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Bonecos que parecem bebés de verdade

Francisco Gomes

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Bonecos que parecem bebés de verdade e são tratados como se fossem reais, é a possibilidade criada pela arte Reborn, que está a dar os primeiros passos em Portugal.
Maria Luísa Luzio e um dos bebés (foto Carlos Barroso)

Difundida na Europa nos anos 40 do século passado, no período pós-guerra mundial, numa época de dificuldades, em que as mães que queriam presentear suas filhas acabavam por reformar velhas bonecas para que ficassem com aspeto de novas, usando os materiais que dispunham, a técnica foi batizada com o termo “Reborn”, que em português significa “renascer”.

Há quem os trate como se fossem reais, há quem os adote (termo utilizado pela comunidade Reborn) porque lhe morreu algum bebé e quer colmatar a falta e há quem goste pura e simplesmente de colecionar bonecos. Amada por uns, criticada por outros, a arte Reborn foi trazida para o nosso país por Maria Luísa Luzio, de 56 anos, a primeira portuguesa a fazer e a vender estes bonecos, que podem custar, em média, 250 euros.

“São bonecos em vinil, que depois de submetidos à arte Reborn, ficam como reais. A “pele” do bebé é feita com a aplicação de várias camadas de tinta e textura até que se consiga a tonalidade e aparência desejada. O corpinho é em algodão, articulado para o bebé se poder movimentar. O cabelo é implantado fio a fio”, descreve a artista, que ensina a arte em workshops.

Não são bebés para crianças e há uma preocupação do dia a dia quase como se fossem verdadeiros. “Transmite alguma sensação de bem-estar e despoleta algumas emoções que podem estar eventualmente adormecidas e quando pegamos num destes bebés sentimos uma tendência para o criar como se fossem reais”, relata Maria Luísa Luzio.

A parecença com um verdadeiro bebé torna a arte algo polémica e pode até criar algumas confusões. “Eu ia entregar um bebé que estava num “ovo” no carro. Só que aproveitei para ir aos Correios e quando voltei tinha gente à volta com um polícia. Tinham ficado surpreendidos por estar um bebé dentro de um carro fechado. Tive de tirá-lo e mostrar para toda a gente se certificar que era um bebé Reborn. Ainda acabei por fazer amizade com uma senhora que lá estava e que ficou fascinada com os bebés. É um episódio que se repete com alguma regularidade”, conta. “Houve alguém foi para as Finanças com um bebé Reborn para passar para a frente da fila”, adianta.

Maria Luísa Luzio já criou duas centenas e meia de bebés. “Faço muitos por fotografia, alguns são réplicas de bebés reais”, indica.

Não há dúvidas de que passa por um bebé a sério e para que nada falte, as roupas nas lojas de bebés também servem. “Há muita procura de roupa para estes bebés”, indicou Ana Amaral, da loja Neck & Neck, na Rua Heróis da Grande Guerra, nas Caldas da Rainha, que recebeu a artista e tem exposto um bebé Reborn na montra.

Francisco Gomes

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