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Valência de oftalmologia do Hospital das Caldas retomou consultas externas

Marlene Sousa

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Depois de uma interrupção de dois anos, a valência de oftalmologia do Hospital das Caldas da Rainha retomou a 4 de novembro as consultas externas da especialidade. Até o final do ano, o serviço está a dar resposta aos cerca de mil doentes em lista de espera desde que o serviço foi encerrado.
Manuela Paula, da Liga dos Amigos do CHO, a médica oftalmologista Sara Silva e o presidente do CHO, Carlos Sá

Suspensa na sequência da reforma do único clínico que ali prestava serviço, a especialidade de oftalmologia foi retomada com uma nova valência e com novos equipamentos que custaram cerca de 40 mil euros. A Liga dos Amigos do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) comparticipou em 20 mil euros a compra de equipamentos de diagnóstico, tratamento e cirurgia laser. O CHO, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, também investiu vinte mil euros, o que possibilitou mais equipamento e a remodelação de um novo espaço para o serviço.

Numa visita ao remodelado serviço de oftalmologia do Hospital das Caldas da Rainha, que decorreu na passada quarta-feira, Carlos Sá, presidente do concelho de administração do CHO, revelou que o objetivo é que o Hospital das Caldas da Rainha concentre toda a cirurgia de ambulatório de oftalmologia do CHO a partir de janeiro. Para isso pretende reforçar a equipa clínica com mais dois médicos. Neste momento, a oftalmologista Sara Silva é a única médica no quadro a consultar os doentes e conta com a colaboração de um médico que faz prestação de serviços. Segundo Carlos Sá, “foi aberto concurso para dois médicos e pensamos no início do ano já ter três médicos no quadro”, o que possibilitará “abrir as consultas aos utentes referenciados pelos médicos de família [centros de saúde] e concentrar aqui [na unidade das Caldas da Rainha] toda a cirurgia de ambulatório em oftalmologia”.

O administrador do CHO adiantou ainda que “para já não está nos planos abrir a valência de oftalmologia aos doentes de urgência, que continuarão a ser encaminhados para Lisboa”. “Até o final do ano, o principal objetivo é recuperar a lista de espera de todos os pacientes que foram enviados para Santa Maria e reiniciar o tratamento caso seja necessário. A partir de janeiro, com mais um ou dois médicos, começaremos a reorganizar o serviço de modo a aumentar a atividade cirúrgica (ambulatório na área de oftalmologia), e eventualmente o apoio à urgência, deixando os doentes de terem que se deslocar”, explicou o responsável.

Sara Silva entrou para os quadros do CHO em julho, e segundo a oftalmologista, “de julho a setembro foi quase só tratar de assuntos burocráticos de planeamento e instalações de equipamento para voltar a abrir a valência”. Dez doentes por dia são a média das consultas diárias, que contam agora com dois projetores óticos, lâmpada de fenda, e vários instrumentos e aparelhos novos. “Estamos a fazer uma consulta generalista a doentes diabéticos e também a outros utentes com o objetivo de diagnosticar problemas que possam ter e orientá-los para fazerem outros exames complementares que são necessários para podermos orientar o tratamento”, explicou a médica. Para esta profissional de oftalmologia a retomada do serviço com mais qualidade vem dar resposta “a uma necessidade há muito tempo sentida pela população da região, nomeadamente a mais idosa, que tem mais dificuldade em deslocar-se ao Hospital de Santa Maria em Lisboa”.

De acordo com Joaquim Urbano, presidente da direção da Liga de Amigos do CHO, “a nossa colaboração pretendeu contribuir para a abertura da valência que ficou temporariamente sem médico e o novo equipamento vai certamente melhorar o serviço prestado”. Dada a conjuntura económica e os cortes sucessivos na saúde, a Liga respondeu a uma solicitação do CHO.

Joaquim Urbano disse que os fundos da Liga provêm das atividades que desenvolvem anualmente e pretendem antes do Natal adquirir uma maca adequada para o serviço de urgência pediátrica no valor de 4 mil euros. “As macas existentes nos serviços são para as crianças até aos 12 anos, mas como o serviço de urgência de pediatria responde agora aos utentes até aos 18 anos, é necessário algum material, e respondendo a algumas necessidades, decidimos apoiar com a compra da maca”, explicou Joaquim Urbano.

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