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EDITORIAL

Um dia a “casa” vem abaixo…

Clara Bernardino

EXCLUSIVO

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A saída de Vítor Gaspar, ministro das Finanças, trouxe um sorriso à maior parte dos portugueses. Sem questionar a competência do homem por trás do cargo, a verdade é que, enquanto ministro de uma pasta tão importante como é a das finanças, os seus erros de cálculo lhe custaram a credibilidade.

Até um português que sofra de “partidarite” (doença muito contagiosa entre pessoas que se julgam de ideias convictas sobre clubes e partidos políticos) há de convir que a ilustre figura que agora se retira do palco desgovernamental criou à sua volta uma aura de antipatia, contenção, tensão, depressão e comiseração. Esse mesmo português, que não vê à frente mais do que o clube de futebol e o clube do partido, reconhece, agora, que o seu bolso foi ficando tão magrinho que até se lhe vê o fundo.

Será que se pode dizer “ministro fora, dia santo na loja”? Parece que não! Afinal, quem o vai substituir também já conheceu dias melhores. Caiu o ministro, caiu o seu ministério. A casa parece estar a ruir pelas fundações.

O PS, que anda sedento da água de uma fonte que já secou, pede eleições antecipadas. Não parece ser necessário. Parece que a casa há de vir abaixo sozinha, sem empurrões. Se ainda não caiu é porque a implosão ainda não foi tão rápida como era de esperar. Afinal, por que motivo sai de cena Vítor Gaspar? Será que também é por falta de força anímica como Miguel Relvas?

Talvez António José Seguro deva mandar fazer uma limpeza profunda aos ares de S. Bento antes de se mudar para lá de armas e bagagens, pois os ares parecem estar de tal modo infestados que os ministros vão perdendo as forças, a credibilidade e sabe-se lá que mais.

Se essa medida não chegar, o melhor é regressar à Nazaré, onde esteve recentemente, e aconselhar-se com o “mestre astrólogo, curandeiro” que anda a tratar da “saúde” de alguns políticos que estão tão aflitos, que não saem de lá com medo que a casa venha abaixo… Dizem as más línguas que o dito senhor é entendido nessas coisas das “malas-artes” e vai dizendo a quem o consulta que o futuro presidente da Câmara será A, B, C ou D, conforme suspeite da simpatia do cliente por um dos candidatos.

Se Relvas e Gaspar tivessem conhecido o referido senhor, que cura sete males antes de eles aparecerem, quem sabe se ainda estariam com forças para levar o seu mandato até ao fim e descobrissem a fórmula mágica para salvar o país…

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