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Negligência com crianças não é detetada

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Um estudo das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da região Oeste, apresentado na última quarta-feira em Peniche, revela que grande parte dos casos de negligência não é detetada pela comunidade numa fase precoce. Clara Abrantes, presidente da CPCJ de Peniche, disse à agência Lusa que um inquérito realizado às CPCJ da região permitiu concluir que, em 62,5% das situações de negligência, "existem insuficiências na deteção precoce por parte da comunidade". Contudo, as CPCJ defendem que as suas formas de comunicação e cooperação com a comunidade são eficazes.

O estudo, cujos resultados foram divulgados no VIII Encontro das CPCJ do Oeste, revela ainda que a negligência é a principal problemática da região, seguida do abandono escolar devido ao alargamento da escolaridade obrigatória.

Segundo o estudo, em 2012 contabilizaram-se 1.625 processos, dos quais 305 por negligência, ou seja, 18,7% do total, quando a média nacional situa esses casos em 25% dos processos existentes em todo o país.

O estudo conclui que os casos de negligência são detetados pelas entidades de saúde (43,3%) e, depois, pelas escolas (30,4%).

Em 56% dos casos, os respetivos pais foram também negligenciados, o que permite às CPCJ concluir que a negligência se “reproduz geracionalmente” e depende dos hábitos criados na família.

“Os pais não conseguem categorizar certos comportamentos como negligentes”, explicou Clara Abrantes.

O estudo revela ainda que a maioria dos processos é reaberta ao longo da vida das vítimas e que a negligência lhes causa problemas emocionais e cognitivos.

Trinta e nove por cento das vítimas necessitam de respostas especializadas, sobretudo por parte de psicólogos, educação especial, pedopsiquiatras ou na intervenção precoce.

Na região, as medidas de promoção e proteção das crianças passaram na sua maioria pelo acompanhamento das famílias, sem retirada dos menores (57%), seguida da entrega a outros familiares (29%) e, em 14% dos casos, foram afastados das famílias e entregues a família de acolhimento.

Durante essa intervenção, foram diagnosticadas algumas dificuldades, como a falta de famílias de acolhimento, a ausência de equipas de apoio psicossocial a trabalhar a tempo inteiro com as famílias e a resposta adequada aos casos de abandono escolar.

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