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Novo modelo de exploração assegura continuidade da Linha do Oeste

Nuno Henriques/Diário de Leiria

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A linha ferroviária do Oeste não vai encerrar e um novo modelo de exploração vai vigorar a partir de julho. A garantia foi dada pelo presidente CP (Comboios de Portugal), Manuel Queiró, e por representantes das várias entidades que integram a 'Plataforma na Defesa da Sustentabilidade da Linha do Oeste', na semana passada, em Leiria. "Vamos tudo fazer para que este novo modelo entre em funcionamento em meados do mês de julho", sublinhou Manuel Queiró aos jornalistas, no final de uma reunião na Nerlei - Associação empresarial da Região de Leiria, onde foi apresentado o 'Novo modelo de oferta' da Linha do Oeste, na qual participaram, entre outros, presidentes de câmara e deputados da Assembleia da República eleitos pelo distrito de Leiria. "Criou-se, finalmente, um consenso em volta de uma solução à alternativa ao encerramento da linha", que "vai funcionar e tentar transportar mais passageiros com menos custos. É isso que se deve exigir: um serviço mais eficiente, mais próximo das populações, e, ao mesmo tempo, que tudo isto seja feito em colaboração com as autarquias e os protagonistas locais”, afirmou o presidente da CP.
Transporte ferroviário 'Novo modelo de oferta' da Linha do Oeste foi apresentado em Leiria

Para Manuel Queiró, o “novo modelo” vai permitir a circulação de “comboios mais rápidos” e “mais baratos”, “nos percursos que podem ser concorrentes com o rodoviário, para que os passageiros tenham uma alternativa e possam escolher o comboio mais adequado e adaptado às suas possibilidades financeiras”.

Entre as novidades estão três ligações diretas entre as Caldas da Rainha e Coimbra (com tempo de viagem previsto de 1h55, a um preço de 11,3 euros), o aumento de soluções de mobilidade entre a cidade caldense e Leiria (tempo: 00h55; preço: 5,6 euros), com paragem em todas as estações e apeadeiros, exceto Cela (Alcobaça) e Fanhais (Nazaré), uma vez que têm “uma procura muito residual” (aponta o novo modelo), assim como mais serviços de proximidade entre Lisboa e Caldas Rainha. Está também previsto criar um ‘passe’ único para enlace à oferta urbana rodoviária. No que se refere à zona Sul da linha, entre Lisboa e Caldas da Rainha, haverá um reforço de comboios.

“Este novo modelo modifica tudo: horários, paragens, rapidez, e essa nova habituação a este novo modelo implica um grande esforço de marketing e de divulgação, no qual as autarquias vão colaborar intensamente com a CP, assim como implica uma ligação mais fácil às estações, e nisso as autarquias são chamadas a ter um papel fundamental”, reforçou Manuel Queiró.

“Esperamos demonstrar muito rapidamente, ainda este ano, que este modelo é viável e que permite a continuação da linha do Oeste, mas, atenção, os efeitos vão surtir a prazo”, alertou o presidente da CP. Ou seja, “vai ser com a habituação, com a viabilidade e a manutenção dos horários que as pessoas vão lentamente regressar ao ferroviário, que é, de facto, segundo todas as opiniões, o modelo sustentável de futuro que temos de privilegiar, em detrimento de uma excessiva utilização do rodoviário e do automóvel”, realçou o responsável.

Eletrificação da linha é uma aspiração

A eletrificação daquela linha ferroviária é uma aspiração e desejo das entidades que integram a plataforma que defende a sustentabilidade da linha do Oeste. Assim fez saber o porta-voz do ‘movimento’ e autarca das Caldas da Rainha Fernando Costa. “Há melhorias ainda a introduzir” e “entendemos que é importante a eletrificação da linha do Oeste. Em vez de TGV’s [comboios de alta velocidade], a eletrificação é necessária logo que possível”, apelou o responsável.

Na resposta, o presidente da CP frisou tratar-se de “uma aspiração que nasceu desta concertação” e de “uma medida” que terá de ser colocada “à tutela política”, a fim de que possa fazer parte de futuros planos de investimento da Refer.

Já sobre a possibilidade de fechar apeadeiros, Manuel Queiró esclareceu que só acontecerá “quando se verifique que, praticamente, já não têm passageiros. Quando tiverem um passageiro por dia, nessa altura daremos prioridade à rapidez, para que o comboio possa ser competitivo”, esclareceu, sublinhando ainda que o novo modelo da linha do Oeste “vai implicar uma poupança”, uma vez que terá “menos custos de exploração”.

No início da reunião, o responsável fez saber que a “falta de passageiros” tem provocado um “défice de exploração da linha de cinco milhões de euros por ano”.

Câmaras comprometem-se a ajudar a viabilizar novo serviço

Fernando Costa esclareceu aos jornalistas que a linha do Oeste “pode ser sustentada e os municípios vão colaborar na publicitação e na criação de melhores transportes urbanos até às estações”, e “também colaborar, em alguns casos, em fazer parques de estacionamento perto das estações”.

O responsável sublinhou que “valeu a pena que as populações viessem para a rua defender a linha que tanta falta faz”, e agradeceu também ao Governo, porque “teve, neste caso, bom senso”, ao não avançar com o encerramento da linha do Oeste, como estava prevista no anterior Plano Estratégico dos Transportes (PET).

Nuno Henriques/Diário de Leiria

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