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Que futuro para as Caldas? Que candidaturas para as Caldas?

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As bactérias do Hospital Termal podem ter traçado o início de um novo paradigma para o termalismo nas Caldas da Rainha. Agora, não chega resolver o problema do Hospital Termal (caso seja possível nele intervir), mas essencialmente desenhar o futuro à luz desta mudança e, consequentemente, de uma visão ambiciosa e um adequado modelo de gestão. E para tal são necessários contributos positivos de todos e indispensável a participação ativa de quem tem feito desta atividade o seu campo de estudo ou exercício profissional. O debate que, em boa-hora, a cidadania caldense organizou no passado dia 10 do corrente confirmou potencialidades, mas também preconceitos, sendo que foi revelador o estado de alguma falta de informação por parte de responsáveis. O esclarecimento não foi plenamente conseguido, pelo próprio decurso do debate, que não atingiu todos os temas previstos, designadamente, “que cidade termal?”, no qual se poderia discorrer mais facilmente sobre o futuro. Dos putativos candidatos à câmara municipal, de uns não se vislumbrou presença, de outros um ténue ou ausente contributo, factos que justificam as palavras finais deste artigo. Caldas da Rainha tem condições naturais e físicas na área do termalismo clássico para associar uma oferta competitiva de programas de saúde e bem-estar e de produtos turísticos compósitos, numa desejável inserção urbana e regional e potenciando provavelmente fluxos de pessoas às escalas nacional e internacional. Basta que, para tal, se estruture um projeto integrado, de saúde e turismo, que deve proporcionar uma oferta com diversos fatores de diferenciação e elevada qualidade, para o qual as entidades e os cidadãos locais têm um papel importante no consenso necessário para a prossecução dos objetivos, mas devem estar abertos a quem, caldenses ou não, já trilharam muitos caminhos do conhecimento sobre a matéria.
Debate promovido pelos promotores do abaixo-assinado contra a privatização das Termas

O futuro do termalismo nas Caldas da Rainha passa por uma visão alargada à cidade e região, na sua primeira escala de influência. E, quando se pede para as Caldas: mais Saúde, mais Ambiente, mais Praça da Fruta, mais Cultura Urbana, mais Emprego, mas também mais Democracia e mais Autarquia, o que terão estes eixos a ver com termalismo? Creio que tudo, já que Caldas precisa de um impulso económico e cultural, através daquilo que distingue a cidade, irradiando para outros setores, numa visão sistémica do território:

*Mais Saúde: defender a criação de um Parque Saúde no Centro Urbano, potenciando edifícios públicos e serviços de saúde instalados, criando redes de cuidados diversos e especializando-se em áreas de ligação com o termalismo e convocando para este modelo o investimento privado e todo o potencial turístico local e regional;

*Mais Ambiente: dar grande atenção às condições ambientais do concelho e do seu potencial endógeno para o desenvolvimento sustentável, nomeadamente na atenção prioritária aos ecossistemas únicos da Mata Rainha D. Leonor e do Parque D. Carlos I, em ligação direta com a valorização do Conjunto Termal, bem como da Lagoa de Óbidos e da Baía de São Martinho do Porto, nestes casos numa articulação com os concelhos vizinhos;

*Mais Praça da Fruta: melhorar as condições de funcionamento, modelo de gestão e marketing deste ex-líbris das Caldas e converter o seu potencial simbólico em Marca de afirmação local. Esta especificidade caldense integra as condições do desenvolvimento integrado do concelho e da região, fazendo a ligação da cidade ao seu território envolvente, num município em que a sua atividade económica ainda tem uma importante ligação ao mundo rural;

*Mais Cultura Urbana: concluir o longo período de elaboração dos diferentes instrumentos de planeamento, propondo a sua homologação e operacionalizando-os com base em níveis superiores de exigência, bem como criando manifestações culturais de impacte regional e nacional (em torno dos equipamentos culturais existentes em todo o concelho e das parcerias internas e externas), recuperando iniciativas perdidas (Prémio Municipal de Arquitetura, por exemplo) ou potenciando as já existentes (Caldas Late Night, por exemplo), sob uma ambição que admita diversidade de públicos e gerações e políticas produtivas, experimentalistas e provocatórias;

*Mais Emprego: saber como atrair empresas e fixar jovens, através de uma relação eficaz com o tecido económico global mais inovador e com o ensino politécnico instalado e o superior público ou privado que possa investir em centros de inovação, já que os recursos públicos não são infinitos e, antes pelo contrário, vão decrescer, no contexto da crise. A modernização dos parques industriais e das atividades tradicionais, por exemplo, é uma tarefa a que a autarquia não se pode alhear, sem perder de vista o quadro de complementaridades e as redes para si importantes, à escala regional, nacional e internacional.

*Mais Democracia: aplicar o conceito de “município inclusivo”, reforçar o elo de ligação entre a democracia representativa e a democracia participativa e valorizar o Orçamento Participativo, como estratégia concelhia, e não reativa, dando a possibilidade de uma colaboração ativa, qualificada e exigente de mais cidadãos na vida pública, para apoiar e validar as mudanças necessárias;

*Mais Autarquia: defender um novo serviço público autárquico de excelência, com base no melhoramento do atendimento ao munícipe, no aumento da eficiência operacional, na potenciação de soluções tecnológicas, no trabalho colaborativo e serviços partilhados, na efetiva delegação de competências e respetivo orçamento para vereadores e juntas de freguesia e na criação de brigadas de trabalhos diversos de requalificação e limpeza dos espaços públicos das freguesias urbanas, periurbanas e rurais.

Na minha opinião, são estas as linhas gerais que fazem falta à cidade e ao concelho. Aquele debate em que participei como convidado da organização permite-me (re)pensar: urge uma candidatura que faça deste tema o eixo central do seu programa. Esclarecidamente! Uma candidatura consistente e não imponderada, para que no final se possa dizer, como Pasteur, “fiz o que pude”!

Jorge Mangorrinha

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