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Passeio à beira-mar fatal para dois turistas franceses

Francisco Gomes

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O que era para ser uma tranquila e refrescante ida à praia acabou mal para um homem de 64 anos e uma mulher de 71 anos, ambos de nacionalidade francesa, que morreram afogados na Nazaré, na passada segunda-feira, depois de terem sido apanhados pelas ondas quando se encontravam à beira-mar.
Apesar da rápida resposta do socorro, os turistas morreram afogados/foto Carlos Barroso

O casal passava férias em Leiria, na casa de um amigo que está em França e que lhes disponibilizou a residência, e estava a banhos na Nazaré, aproveitando a tarde de sol, quando, por volta das 17h35, aconteceu a tragédia, na zona do areal entre a barca tradicional e o estandarte do peixe, numa área que nunca é vigiada, independentemente da altura do ano.

“Encontravam-se com mais três amigos na praia, mas não estavam a tomar banho. Chegaram-se mais à borda de água e o remoinho puxou-os”, relatou João Estrelinha, comandante dos bombeiros da Nazaré.

De acordo com Lourenço Gorricha, capitão do porto da Nazaré, a mulher terá sido a primeira a ser arrastada “quando se estava a passear à beira-mar” e o marido foi em seu socorro, “também não conseguindo voltar a terra”. Poucos minutos após ter sido dado o alerta, já os bombeiros, agentes da Polícia Marítima e elementos do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) se encontravam na praia, mas depararam-se com “dois corpos a boiar”.

Os cadáveres seriam removidos para o porto de pesca pela lancha salva-vidas da estação local do ISN, onde uma equipa médica de reanimação confirmou o óbito. Os corpos foram transportados para o Instituto de Medicina Legal de Leiria para serem autopsiados.

Quando o comandante da capitania da Nazaré recebeu o alerta estava num ponto alto da vila e “peguei nos binóculos e à distância vi já as duas vítimas a boiar, e pensei logo que pouco mais havia a fazer senão resgatar os corpos”, contou.

A maré estava a encher e zona onde ocorreu o acidente “ilude muito”, admitiu o comandante Lourenço Gorricha.

Os bombeiros também compareceram em peso, com dez elementos, três ambulâncias e uma motoquatro, mas logo se aperceberam que o pouco tempo que o casal esteve enrolado pela ondulação de três metros foi implacável, tornando qualquer socorro ineficaz.

As vítimas são Pierre Tribouilloy, de 64 anos, e Josiane Rivat, de 71 anos. Não são casados, mas viviam em união de facto. Os amigos das vítimas assistiram, horrorizados, a tudo.

A área tem placas em várias línguas que avisam que a praia não é vigiada e que “aproximar-se do mar pode ser perigoso”.

No verão, as placas vão ser substituídas por outras, indicando que mesmo na época balnear aquela zona não tem vigilância e que só é possível encontrar nadadores-salvadores nos extremos da praia e numa zona central, ao longo de 600 metros.

A época balnear na Nazaré arranca a 1 de junho e prolonga-se até 15 de setembro. Nesse período estima-se que existam 13 nadadores-salvadores em três concessões, sendo a maior com a extensão de 400 metros, que irão trabalhar todos os dias, das 10h às 20h.

Haverá zonas não concessionadas e, por isso, sem vigilância direta, mas segundo Daniel Meco, presidente da Associação de Nadadores Salvadores da Nazaré, “estamos sempre com um olho nessas áreas e também vamos passando com a motoquatro”.

Nessas áreas não vigiadas, tal como na zona onde aconteceu o acidente, estarão placas em português, inglês e francês, a indicarem a perigosidade do mar e que não existe vigilância.

Há três semanas, em concertação de esforços da associação de nadadores salvadores, capitania e câmara municipal, foram instaladas nove placas com esses alertas, “por se verificar que muitas pessoas fora da época balnear se aproximam da água para molhar os pés e depois correm riscos”. No início do próximo mês, as placas colocadas nas áreas concessionadas serão retiradas e colocadas em zonas não vigiadas.

O último caso de aflição no mar da Nazaré tinha ocorrido a 19 de fevereiro deste ano, quando a embarcação “Cristiano Raquel”, de Caxinas, Vila do Conde, encalhou num baixio junto à foz do rio Alcoa, tendo os sete pescadores que iam a bordo sido resgatados por Armindo Boarqueiro, um pescador da Nazaré que ia para o mar e acabou por ser o herói salvador. Apanharam um grande susto mas apenas um deles sofreu ferimentos ligeiros.

Francisco Gomes

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