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Marcha pelo Hospital Termal com largada de balões negros no 15 de maio

Francisco Gomes

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A Comissão de Utentes “Juntos pelo Nosso Hospital” anunciou que está a preparar a promoção de uma grande Manifestação intitulada "SOS Termal", convidando toda a população caldense a participar ativamente, no dia 15 de maio.
Câmara vai financiar obras de 400 mil euros nas Termas

A concentração será pelas 16h, na antiga Praça do Peixe, para se rumar depois em marcha organizada, pela rua Heróis da Grande Guerra até à Rainha e depois pela Rua de Camões até ao Largo da Copa (frente ao Hospital Termal), onde será feita uma largada de balões negros.

Os manifestantes são convidados a empunhar cartazes defendendo a continuidade de funcionamento do Hospital Termal, a procura rápida de soluções para o Hospital e para o relançamento do Termalismo, assim como a preservação do património histórico da Cidade, do Parque e da Mata. O uso de roupa preta é opcional.

“Consideramos que o Dia da Cidade das Caldas da Rainha deverá constituir um momento de forte mobilização da sua população”, sustenta a Comissão de Utentes, que declara a sua “indignação e revolta” com o “encerramento indefinido do Hospital Termal, a diminuição da qualidade dos serviços hospitalares post-operatórios, por manifesta falta de espaços disponíveis, originando o recurso a transporte em ambulância de doentes, imediatamente após operações, para camas de recobro e o seu transporte ulterior de ida e volta para a realização de exames complementares de diagnóstico (entre o Hospital distrital e o Hospital Termal), e encaminhamento de doentes que podem ser tratados/operados em Caldas da Rainha para Torres Vedras, criando distorções nos valores da avaliação do desempenho de cada um dos pólos do Centro Hospitalar do Oeste, o que não favorece a sua integração e coesão global e faz aumentar as despesas de deslocação de utentes e seus familiares”.

“A Comissão de Utentes tem-se manifestado durante o último ano, sob diversos formas, por um lado, contra uma reorganização desajustada dos Cuidados de Saúde hospitalares no Oeste que faça diminuir a qualidade do serviço prestado e por outro contra o encerramento do Hospital Termal de Caldas da Rainha, pugnando pelo relançamento do Termalismo. Neste contexto, não poderá agora deixar passar em claro esta situação de impasse a que se chegou. É absolutamente inaceitável que os responsáveis pela gestão danosa do Hospital Termal nos últimos quatro anos sejam agora aqueles que exercem uma chantagem inadmissível sobre a cidade de Caldas da Rainha para que aceite os termos da sua cedência precária por um prazo de 25 anos”, refere.

No seu entender, “o futuro do Hospital Termal deve passar por uma solução aberta, participada e sustentada nas responsabilidades partilhadas pelas autoridades democraticamente eleitas, tendo como objetivo a sua valorização e requalificação, assim como de todo o seu património”.

Câmara assegura obras para reabrir termas

Na sequência da reunião realizada no passado dia 2 no Ministério da Saúde entre o secretário de Estado da Saúde, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e o Centro Hospitalar do Oeste, foi consensualizado o compromisso de, no mais curto espaço de tempo possível, se proceder à avaliação de todas as medidas necessárias à reabertura da atividade termal no Hospital Rainha D. Leonor, salvaguardadas que estejam as questões de saúde pública.

“Para atingir esse objetivo serão lançadas as obras necessárias, a definir no âmbito de rigoroso levantamento prévio que terá de ser efetuado, sob orientação das duas entidades, sendo as mesmas financiadas pela Câmara Municipal”, refere uma nota de imprensa conjunta da autarquia e do centro hospitalar.

O presidente da Câmara, Fernando Costa, revelou que na reunião participaram também o presidente da assembleia municipal e os deputados na Assembleia da República Maria da Conceição e Manuel Isaac, o presidente da administração regional de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e o delegado de saúde regional.

“Foi decidido que de imediato a Câmara vai pôr 400 mil euros para que as obras fundamentais sejam feitas, para acabar com este fecha-não fecha por causa da bactéria”, indicou.

Fernando Costa anunciou que “mais tarde ou mais cedo o Hospital Termal vai passar para a Câmara, que deve chamar parceiros e antigos administradores”.

Presidente do CHO nega presença em debate

O presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Carlos Sá, nega ter “em momento algum confirmado a presença e participação” no debate promovido pelos promotores do “Abaixo-Assinado Contra a Privatização do Hospital Termal”, no dia 10 de maio, na Escola Técnica e Empresarial do Oeste, nas Caldas da Rainha.

“Em diversas mensagens trocadas com a organização do evento, esse aspeto foi sempre inequivocamente mencionado, pelo que se estranha que a organização do evento divulgue a participação do referido responsável hospitalar”, refere um comunicado do CA.

“O presidente do CA não irá participar no debate, nem nunca deu essa indicação, pelo que a colocação do seu nome nos cartazes de divulgação do evento é abusiva e lamentável. Foi já por diversas vezes solicitado à organização do debate que a sua identificação fosse retificada, o que não aconteceu até ao momento”, sublinha.

De acordo com a nota de imprensa, Carlos Sá manifestou igualmente à organização o seu “desagrado” pelo sucedido, pois “a divulgação do nome dos participantes só deveria ocorrer após a aceitação formal do convite por parte dos mesmos, o que manifestamente não sucedeu no caso em questão”. “É igualmente incorreto, por não corresponder à verdade, que no momento da realização do evento seja anunciada a ausência do presidente do CA do CHO (informação dada pela organização em mensagens trocadas), dado que o mesmo nunca confirmou a sua participação”, faz notar.

O CA informa ainda que Conceição Camacho, responsável pelo Serviço de Hidrologia do Hospital Termal, foi convidada a participar no debate e, nessa altura, “declinou o convite, por estar ausente neste dia por motivos de assistência de saúde a um familiar. Caso, por alguma razão, fosse alterada a data da intervenção médica ao seu familiar, estaria disponível para participar no referido debate. No entanto, o mesmo não aconteceu”.

“Assim sendo, e uma vez que o convite foi desde logo declinado, na informação à população, bem como aos meios de comunicação social, o nome da dra. Conceição Camacho integrou o grupo de participantes sem que tenha sido aceite formalmente o convite por parte da mesma”, refere o CA.

TAC no hospital

O Serviço de Imagiologia da unidade das Caldas da Rainha do CHO já dispõe do novo equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC), Ecografia e Mamografia.

Este serviço permitirá dar resposta a uma necessidade há muito sentida, possibilitando a obtenção de ganhos em saúde para os doentes que diariamente ocorrem ao CHO, consubstanciada numa maior rapidez na realização dos exames solicitados e na redução do tempo de espera para a obtenção do diagnóstico, contribuindo ainda para um maior conforto dos utentes, na medida em que deixará de ser necessário a sua transferência para outras entidades.

Francisco Gomes

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