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Caldas da Rainha

Tiro com arco de alto nível no Chão da Parada

Carlos Barroso

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O clube do Chão da Parada possui uma vice campeã nacional de juniores, uma campeã nacional de cadetes, um campeão nacional de veteranos e um recordista nacional de tiro com arco.
Joana Ribeiro é vice campeã nacional/foto Carlos Barroso

Joana Ribeiro, com apenas 17 anos, residente na aldeia vizinha do Reguengo da Parada, é detentora de um titulo de campeã nacional de cadetes conquistado em julho de 2012 e este ano, no dia 10 de janeiro, ficou em segundo lugar na categoria de juniores. Atualmente a atleta prepara-se para defender o título nacional no Jamor, onde vai encontrar oito atletas.

A jovem foi cativada há três anos para a modalidade por duas amigas e familiares, Cristiana Camacho e Daniela Ribeiro, que entretanto deixaram de ser companheiras de equipa da atleta do Paradense. Pratica há dois anos tiro com arco ao mais alto nível e reclama por mais visibilidade e apoio para a modalidade.

“A associação disponibiliza transporte e os pais ajudam bastante, mas de resto dá-se sempre muito destaque ao futebol quando se joga a nível distrital. Existem atletas no concelho, noutras modalidades que disputam provas a nível nacional e internacional e não são reconhecidos. Há outros desportos que contribuem mais para a mente sã e para uma vida desportiva de alto nível”, desabafa a jovem.

Uma das ambições de Joana Ribeiro é chegar aos jogos olímpicos e elevar a bandeira do Paradense, das Caldas e de Portugal.

“Gostava de ir aos jogos olímpicos, mas não há grandes apoios. A federação não tem dinheiro e temos poucos atletas”, lamentou.

Até lá, a atleta precisa de atingir os mínimos, o que poderá conseguir na categoria de tiro com arco em sala, mas mais difícil de atingir ao ar livre.

“Treino três vezes por dia, mas os treinos intensificam-se quando há mais provas. As provas acontecem de duas em duas semanas. Atualmente estamos em intervalo das provas de sala para provas de campo”, explica.

Nas provas de sala os alvos são pequenos e estão a 18 metros e nas provas de campo os alvos são maiores e são postos a 30, 50, 70 metros. No interior há dificuldades devido ao tipo de iluminação e na rua o fator climatérico influência a prestação.

Joana Ribeiro é treinada por José Manuel, que é recordista nacional de seniores e campeão nacional de veteranos.

“Ser treinada por um campão é bom, porque ele dá algumas dicas. Para ser boa atiradora temos de ter bastante concentração. Mas desde a forma como agarramos o arco e largamos a flecha, tudo isso conta para o resultado final. Basta um gesto diferente do que é normal para estragar uma eliminatória”, disse.

Já José Manuel considera que “esta menina se quiser trabalhar até pode ir aos jogos olímpicos. Se quiser fazer tiro com arco a sério, tem capacidades para ser selecionada”.

Este recordista nacional desde 1998 trabalha no Chão da Parada, onde fundou a modalidade, tal como havia feito com o Arco Clube das Caldas.

“Estamos a trabalhar no Chão da Parada para termos mais campeões, mas para já só temos ela, que está destacada dos outros. Atualmente são seis atletas e eu prefiro poucos e bons, do que muitos e que não prestam”, relata.

Das prestações dos atletas do Chão da Parada, Diogo ficou em quarto lugar, Paulo Antunes em quinto, João Vinagre em décimo quarto e Henrique Ventura em terceiro lugar, o que valoriza o trabalho desenvolvido.

“Temos dos melhores campos de tiro com arco do país, mas temos dificuldades no campo de sala coberta para treinarmos”, revela.

O gosto pela modalidade leva-o a continuar este trabalho, fazendo de treinador, homem que arranja o campo, conserta os alvos e faz tudo um pouco, porque “prefiro estar aqui do que ir jogar cartas para o café e discutir a vida dos outros. Faço tiro com arco com muito prazer e gosto de ensinar. Sou treinador, preparador e também faço manutenção dos alvos. Aqui faz-se tudo”, conta.

José Manuel concorda com as palavras da sua atleta quando diz que não há grande reconhecimento no país e na região. “O que falta ao tiro com arco para ser reconhecida modalidade em Portugal e nas Caldas é o número de praticantes. Somos muito poucos em Portugal. Em França um clube pequeno tem mil e poucos praticantes, em Portugal há 150 atletas federados. As pessoas que querem fazer tiro com arco é só por lazer. Não há vontade de serem desportistas nesta modalidade”, frisa.

Carlos Barroso

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