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Voluntários limpam Parque

Carlos Barroso

EXCLUSIVO

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Cerca de três dezenas de pessoas arregaçaram as mangas e munidas de luvas, vassouras e forquilhas limparam as folhas espalhadas no parque D. Carlos I, no passado domingo.
Várias pessoas associaram-se à limpeza do parque D. Carlos I/foto Carlos Barroso

A iniciativa da comissão de utentes “Juntos pelo nosso hospital” reuniu diversas pessoas que quiseram com esta iniciativa chamar a atenção aos responsáveis locais para a necessidade de preservar o espaço e apelar ao poder central e da atual administração do centro hospitalar do Oeste, que decida rapidamente quanto ao futuro da saúde e do seu património. Recorde-se que a manutenção do parque D. Carlos I é da responsabilidade do centro hospitalar, cujo presidente já veio dizer não ter mais verba orçamentada para a sua manutenção, situação que acontece também com a mata Rainha D. Leonor. Nesta iniciativa estiveram presentes diversas personalidades que vincaram estar ali a título individual, apesar de em alguns casos ter sido impossível dissociar-se das suas responsabilidades na comunidade. Porém, as declarações mais vincadas foram de dois jovens, um com sete anos e outra de catorze, que apelaram a uma definição rápida para a gestão do parque, mata e termal, e para que mais população se una nesta luta. “Vim limpar o parque e a ajudar o meu pai. Acho bem que se limpe o parque. Estava muito sujo”, disse Francisco Magalhães, que sabe do estado em que parque está por conversas em casa. “Quando aqui cheguei vi logo que íamos ter muito trabalho. Os adultos deveriam preocupar-se mais com o parque”, acrescentou o jovem, de balde na mão. “Acho bem que haja estas iniciativas. É mau ter o parque neste estado, mas nós estamos aqui para ajudar. Não gosto quando se fala da falta de limpeza do parque e do hospital termal estar encerrado. Estes espaços têm uma imagem a preservar e não deveriam degradar-se”, disse Ana Catarina. Esta estudante disse que convidou amigos para estarem presentes na iniciativa, mas foram poucos os que aderiram, e por isso mesmo apelou a “uma mobilização maior por parte dos jovens”. Presente nesta iniciativa estava João Frade, da comissão de utentes e também presidente da mesa da assembleia de freguesia de nossa senhora do Pópulo, que exige definição rápida na gestão do património do centro hospitalar. “A limpeza do parque impunha-se. É um ex-líbris da cidade que está a passar por dificuldades na sua limpeza e manutenção. O objetivo da comissão de utentes foi de limpar o parque e ajudar a mantê-lo”, disse. Por também ser presidente da associação comercial, lembrou que “o parque D. Carlos I é um espaço que ajuda a atrair turistas à cidade. Há que o manter limpo”. Sobre a indefinição na gestão, João Frade considera que “é importante arranjar uma solução rapidamente para este património. Não devemos deixar o património decair e morrer aos poucos”. Paulo Freitas, da comissão de utentes e militante do Bloco de esquerda, considera que esta ação servirá para que “a comissão administrativa do centro hospitalar perceba que os caldenses, se quiserem, conseguem fazer coisas”. Quanto à gestão e à indefinição, Paulo Freitas mostra-se contra uma gestão privada ou em parceria, sabendo porém que a solução virá da ARS de Lisboa. Catarina Paramos, presidente da concelhia do PS e também a comissão de utentes, viu com bons olhos a adesão da população a esta iniciativa, mas criticou a presença de funcionários e meios da autarquia. “Acho inaceitável que a câmara faça uma apropriação deste tipo de iniciativas, como fez também no abraço ao hospital, e que a partir do momento em que se apercebeu que um grupo de cidadãos e o movimento viria fazer este tipo de iniciativa, disponibilizou cantoneiros para andarem a limpar. Não o fazem há meses. Foi preciso termos vindo todos participar nesta iniciativa para aparecerem, quando já o deveriam ter feito e poderiam ter impedido que esta iniciativa não fosse necessária”. Quanto ao futuro da gestão do parque, do termal e do hospital, Catarina Paramos vê “com cautela” qualquer solução, apesar de ser “urgente”. Maria Júlia, presidente do conselho da cidade e elemento da comissão de utentes, considerou que é necessário que o parque esteja em condições. “Queremos que o parque tenha a assistência que deve ter para que todos possam usufruir deste espaço. O parque é maravilhoso, é da cidade e não temos outro igual”, afirmou. Quanto aos problemas que estão relacionados com a gestão hospitalar, Maria Júlia defendeu que “deveria estar definitivamente entregue a quem cuidasse do parque, da mata e do termal, e quanto mais tempo se arrastar esta indefinição pior será para a sua manutenção”. Tinta Ferreira, vice presidente da câmara das Caldas, que assumiu não estar presente como autarca, mas antes como cidadão, disse apareceu por ser uma boa iniciativa. “Falei com três ou quatro pessoas amigas e estamos aqui, porque a iniciativa é importante para dar melhores condições de passeio ao parque”, declarou. Já questionado nas funções que exerce, Tinta Ferreira disse que a câmara aguarda uma proposta sobre a gestão do parque, da mata e do hospital termal. “Já dissemos que estamos disponíveis e em que condições nos associávamos à manutenção do parque e da mata e aguardamos que o ministério da saúde nos faça uma proposta”, revelou. Segundo Tinta Ferreira, desde que sejam dadas garantias que possibilitem à câmara ter fundos comunitários para requalificar o hospital termal, os pavilhões, as canalizações e os muros envolventes, “estamos disponíveis para assumir responsabilidades”. O vice presidente lembrou que “não é a primeira vez que contribuímos para o hospital”. Este ano a autarquia disponibilizou 125 mil euros. Sabe o JORNAL das CALDAS que a elaboração de um protocolo já foi pedido pelo ministro da saúde a Carlos Sá antes de ter sido reconduzido, mas até agora, ainda não foi elaborado. Segundo conseguimos apurar, junto de uma fonte que esteve presente nas reuniões entre a câmara e o ministro da saúde, esta intenção foi demonstrada pelo presidente da Câmara, Fernando Costa, numa das conversas com Paulo Macedo, com o ministro a incumbir ao atual presidente do centro hospitalar do Oeste a elaboração do documento. Acontece que o mesmo não foi feito e numa segunda reunião, Paulo Macedo não terá gostado deste atraso e terá veemente demonstrado esse desagrado, mas como se pode constatar, Carlos Sá foi reconduzido, ficando-se sem perceber o que terá acontecido, facto que causou perplexidade não só a Fernando Costa como a toda a oposição. Tinta Ferreira agora espera que o ministério elabore e estude “estas nossas ideias que nós gostaríamos de ver respondidas o mais breve possível”. “No plano e orçamento, já temos uma verba para despesas de manutenção, que poderá ser ou não reforçada”, disse.

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