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Obras do Centro de Promoção e Divulgação dos Produtos Regionais estão paradas

Carlos Barroso

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As obras de construção do edifício para o Centro de Promoção e Divulgação dos Produtos Regionais encontram-se paradas e a câmara das Caldas ainda não sabe como o mesmo será concluído, porque a empresa que venceu o concurso está em processo de insolvência.
A obra de construção do centro de produtos regionais está parada e não se sabe quando volta a arrancar/Foto Vânia Lara

A demolição do edifício que dará lugar a um novo prédio aconteceu em abril deste ano e previa-se que a obra terminasse no próximo ano. O acesso à praça do peixe através da rua capitão Filipe de Sousa encontra-se quase com caráter definitivo devido a esta situação e as cargas e descargas naquela via, que eram provisoriamente feitas na rua Leonel Sotto Mayor, parece terem também caráter definitivo devido a este constrangimento. Esta situação mereceu uma chamada de atenção por parte do deputado do Bloco de Esquerda, Lino Romão, que quis saber quais são as obras adjudicadas à empresa J. Coutinho, além de pedir um caderno de encargos de todos os restantes trabalhos executados e por executar. “Gostava de saber qual é o plano de obras apresentada a essa empresa e qual é a perspetiva de evolução dessas obras no plano geral. Como é que se vai concretizar, estando a empresa em estado de insolvência”, questionou. Tinta Ferreira, vice presidente, explicou que há obras em curso, mas há outras que tiveram algum abrandamento por causa do período de natal. “Decidimos não as começar já para não prejudicar este período de natal. Não há atrasos muito significativos. Há, contudo, duas obras, uma que começou e está neste momento parada, que é o edifício dos produtos regionais, e há outra que precisa de ser decidida e que é o parque de estacionamento”. O autarca explicou que as obras foram adjudicadas à empresa J. Coutinho, que se encontra em dificuldades e está a tentar negociar uma solução de trespasse desses trabalhos, num processo que terá de ser apreciado pela câmara, que pode ou não aceitar essa possibilidade. “Ainda não tomámos nenhuma decisão em definitivo sobre esta matéria, porque ainda não nos foi confrontada formalmente uma proposta”, disse. A construção do Centro de Promoção e Divulgação de Produtos regionais está incluída na regeneração urbana, no seguimento de um projeto de estratégico de uma candidatura a Caldas, comércio & cidade, promotor da qualificação de produtos regionais. A ideia é promover a integração daquilo que é tradição e inovação, promovendo a qualidade de oferta inerente à região que se distingue pela tipicidade da qualidade dos produtos que se cultiva, produz e realiza. O edifício situado num espaço da intervenção da praça da república, mercado do peixe e espaço turismo, também servirá de sede de associações ligadas à produção. Previa um piso térreo de entrada do centro, acesso ao mercado do peixe e inclusão do espaço Caldas, que tem como finalidade o apoio às atividades estruturantes deste núcleo assim como a promoção dos projetos inovadores ligados à identidade local e regional e que procurem potenciar quer o artesanato, o design, a cultura, os serviços, o património, o comércio e o turismo. No piso um está prevista a inclusão da sede da Qualifica, uma entidade parceira do município na qualificação de produtos regionais. Ainda neste piso será albergada a associação de produtores e duas salas de atendimento e para reuniões. O piso dois está afeto o gabinete de regeneração urbana da câmara, constituído por uma equipa multidisciplinar que dará apoio aos projetos físicos a realizar dentro da área de intervenção, assim como a coordenação articulada as diversas estruturas técnicas que ocupam o centro, promovendo e acompanhando os projetos de reabilitação urbana. A construção do edifício está orçada em cerca de 590 mil euros. O processo de regeneração urbana está orçado em 10.467.158,82 euros, com comparticipação do FEDER de 7.647.583,98 euros, segundo os documentos disponíveis na página da câmara municipal das Caldas da Rainha.

Carlos Barroso

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