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Câmara de Óbidos defende decisão técnica de veterinário de abater seis cães

Francisco Gomes

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A Câmara de Óbidos abriu um processo de averiguações para determinar se a conduta do veterinário do canil municipal foi adequada, quando decidiu abater seis cães infetados com parvovirose. O vereador responsável pelo gabinete de veterinária rejeita a acusação de um grupo de defensores dos animais, que aponta que o veterinário terá agido em retaliação por não ter sido aceite o pedido de colocação de um funcionário especializado para o apoiar.
Segundo a Câmara, houve deturpação da informação que circulou nas redes sociais/foto Carlos Barroso

“Não acredito na questão da retaliação e está a ser feito um julgamento a um profissional que tem tido uma postura irrepreensível e mostra-se sempre prestável”, disse ao JORNAL DAS CALDAS o vereador Humberto Marques, indicando que “apesar de não haver condições para ter um funcionário especializado, há funcionários da Câmara que, rotativamente, vão ajudando no canil”.

Foi um desses funcionários que encontrou “os animais prostrados, com diarreias de sangue e com vómitos frequentes” e comunicou ao veterinário, que diagnosticou a parvovirose, uma doença “altamente contagiosa e que degrada, de forma violenta, a vida dos animais infetados, impossibilitando que outros sejam colocados no canil”. Dado o estado avançado da doença, o veterinário decidiu “aliviar o sofrimento dos animais através da eutanásia, de acordo com as normas sugeridas pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária”.

Contudo, na Internet circulou uma petição de protesto, que recolheu mais de sete mil assinaturas, onde se podia ler que “seres indefesos foram abatidos sem aparente razão válida, sem terem hipóteses de serem salvos, já que as associações/particulares que iam ao canil cuidar destes animais e os divulgavam para famílias de acolhimento temporário ou adoções não foram avisadas do eminente abate coletivo”.

“Houve deturpação da informação que circulou nas redes sociais, tal como foi divulgada uma fotografia de cães mortos que nada tinha a ver com o canil de Óbidos”, sustentou Humberto Marques.

O autarca manifestou que da parte do veterinário “o seu único erro foi não me ter informado, porque sou eu que tenho de tomar a decisão, apesar de ser uma condição técnica sobre a qual não tenho capacidade para ajuizar”. Daí que a autarquia tenha divulgado que a decisão “foi eminentemente técnica, não tendo havido por parte dos membros do executivo municipal qualquer intervenção, cabendo exclusivamente ao veterinário a adoção deste procedimento”.

Por isso, o veterinário “foi logo chamado à atenção”, já que o vereador tomou primeiro conhecimento da situação através da comunicação social. Mas para esclarecer as dúvidas das vozes críticas, foi aberto um processo de averiguações ao veterinário, que continua a trabalhar e que receia que a contestação gerada nas redes sociais venha a prejudicá-lo.

Francisco Gomes

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