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UGT preparou nas Caldas formas de luta contra as medidas do Governo

Carlos Barroso

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A UGT – União Geral de Trabalhadores realizou um plenário distrital no auditório do Cencal, nas Caldas da Rainha, onde analisou a situação económica e social e aprovou documentos de trabalho para uma mobilização contra a crise.
Evento decorreu no Cencal/foto Carlos Barroso

“Temos de desenvolver lutas para que não sejam sempre os trabalhadores a pagar a crise. É fundamental que não se esgote a esperança. É fundamental combater o desemprego e a UGT não aceita que sejam os trabalhadores a serem os sacrificados e os únicos sacrificados. A UGT está empenhada em que os trabalhadores do distrito de Leiria, sejam considerados como pessoas e não como cobaias de experiências políticas que são desastrosas e que têm levado a uma situação cada vez mais difícil”, disse Amílcar Coelho, presidente da UGT Leiria. A primeira forma de luta é um pré-aviso de greve para as 21 horas do dia 4 de outubro, às horas extraordinárias e trabalho aos feriados no setor do vidro e da embalagem. “Um trabalhador de uma empresa do vidro e da embalagem, ganharia num feriado entre 90 a 100 euros, nesse dia de trabalho. Com o acordo que entrou em vigor no dia 1 de agosto, passa a ganhar cerca de 20 e poucos euros por dia. Isto é um diferencial muito grande e as pessoas não estão sujeitas a perder este direito que tinham”, explicou Amândio Fernandes, do sindicato do vidro e das embalagens afeto à UGT. Para Amílcar Coelho, a greve geral “é uma bomba atómica”, porque está relacionada com “a política desastrosa do governo, que vai sobrecarregar os trabalhadores com mais sacrifícios, mais austeridade”. Devido a este clima, a UGT em Leiria tem um polo de atendimento a trabalhadores em dificuldades. Apesar de não ter um número certo de pessoas que recorrem a este apoio, o presidente da UGT de Leiria refere que existem milhares de pessoas, sobretudo jovens, a recorrer a esta ajuda. “Na UGT temos um polo de atendimento, onde falamos com trabalhadores em geral, porque vemos situações dramáticas, com custos emocionais. São situações difíceis de pessoas desempregadas, com situações de extremos, de limite, à beira do abismo. Leiria era um distrito com qualidade de vida, mas hoje as situações com as quais nos confrontamos e que passam pelo nosso polo de atendimento, são de alguns casos de miséria, de degradação da vida, de situações que arrastam a desagregação da família. Somos confrontados todos os dias com estas situações que não podem continuar”, disse. “A UGT precisa de ser solidária e de encontrar soluções de defesa dos trabalhadores e dos trabalhadores mais vulneráveis. Não podemos aceitar que estes sacrifícios recaiam sobre toda a gente. As pessoas que sofrem, são trabalhadores que estão no desemprego”, acrescentou. “São milhares de pessoas e sobretudo jovens do distrito de Leiria que estão em situações muito difíceis e em situações muito complicadas. Esta situação está a atingir todos os setores da atividade. São os municípios do interior do distrito os mais afetados com esta crise. Já tinham problemas da interioridade e agora com a crise são os mais penalizados”, declarou. Segundo Amílcar Coelho, os professores inundaram os centros de emprego e estão a passar uma situação muito difícil. “Ou são contratados e jovens, mas também aqueles que estavam há dezenas de anos a lecionar e que foram despedidos. Aqueles que estiveram a trabalhar 10 a 15 anos, o que vão fazer agora? Desde professores, à construção civil e cerâmica, e de empresas a funcionar que não pagam salários há dez meses. São famílias inteiras que trabalham nessas empresas. De que é que vivem as pessoas?”, questionou. Perante este “cenário crítico”, o presidente da UGT de Leiria, apelou “à mobilização, na necessidade de dialogar com o Governo e fazer acordos, mas se o Governo não cumprir, estamos aqui para mostrar que esta política não pode continuar”.

Carlos Barroso

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