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Nostrum escreve carta a pedir inclusão da Mata na classificação de património nacional

Francisco Gomes

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A Nostrum - Associação de Defesa do Património Ambiental enviou uma carta ao diretor regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo a reclamar pela não inclusão da Mata Rainha Dª Leonor no procedimento de classificação a Património Nacional juntamente com o Hospital Termal e Parque D. Carlos I de Caldas da Rainha. Carta semelhante foi entregue na Câmara Municipal.
“A grande área da Mata constitui um notável complemento ao Parque”, sustenta a Nostrum

“A grande área da Mata constitui um notável complemento ao Parque. A existência de numerosos carvalhos mais do que centenários e do maior platanal existente em Portugal são, apenas, duas das muitas atrações naturais que tal espaço verde contém. Outras árvores de grande porte se encontram na Mata Rainha Dª. Leonor, entre pinheiros mansos e sobreiros, Cedros do Buçaco, o maior loureiral atual de Portugal, entre outros elementos da nossa flora mediterrânica”, descreve a Nostrum.

Para além disso, aponta, outro “fator de grande interesse relaciona-se com a presença de um notável número de espécies de aves que nele nidificam, vivem e se alimentam. Do ponto de vista do conhecimento da Biodiversidade, muitos são, certamente, os tesouros escondidos que este bonito espaço tem para nos oferecer. Cite-se, como exemplo, os futuros inventários liquenológico, briológico, micológico, aracnológico e entomológico, que – assim é de prever – quando forem realizados, trarão à luz um grande número de dados do maior interesse”.

Associada ao coberto vegetal encontram-se várias espécies faunísticas, desde insetos, répteis e anfíbios, a aves e mamíferos.

Além do interesse biológico e ecológico, é ainda nesta mata que estão importantes elementos patrimoniais construídos e associados à reedificação do Hospital Termal realizada por D. João V: os antigos depósitos, junto ao Jardim da Rainha, quer de água salgada, transportada do mar da Foz do Arelho a fim de neutralizar a acidez da água termal, quer pluvial ou de nascente não termal, para rega e acompanhamento das refeições dos pacientes que se encontravam no Hospital, respetivamente; diversos chafarizes na zona do chamado parque das merendas, ladeando a designada Rua dos Loureiros, construídos entre 1748 e 1751, e que eram utilizados para aproveitamento da água e abastecimento da então vila; grande parte de antigo aqueduto que estava ligado ao chamado Chafariz das Cinco Bicas, ainda existente na cidade; as cavalariças reais, na orla oposta à do antigo palácio real, atualmente Museu do Hospital e das Caldas e contíguo à antiga lavandaria do Hospital, estão situadas junto ao Largo do Espírito Santo onde se encontra a Capela do mesmo nome do início do século XIII, onde se iniciou toda a história do termalismo caldense e da própria cidade de Caldas da Rainha; o miradouro designado Pinheiro da Rainha, perto do atual Centro Hospitalar de Caldas da Rainha, local de onde se pode, ainda hoje, admirar uma bela paisagem da cidade onde se inclui o centro histórico.

É junto a uma outra das orlas da Mata, perto do atual Centro Hospitalar de Caldas da Rainha, que se encontra o conjunto escultórico de Ferreira da Silva, obra de arte moderna iniciada nos fins do século passado e alusivo às águas.

A Nostrum indica que a Mata “tem também inegável valor hidrogeológico uma vez que é nela que estão localizados praticamente todos os furos de captação de água termal entre os quais o que atualmente alimenta o próprio Hospital Termal. Com efeito, esta área florestal encontra-se à superfície de um aquífero livre que alimenta o coberto vegetal e sobre o aquífero cativo de águas termais, mais profundo, que são a base do termalismo caldense. Está por isso atravessada, aqui e além, por minas de água, galerias e encanamentos, muitos deles com ligação ao Hospital”.

“Esta zona verde é ainda hoje, tal como o Parque D. Carlos I, uma área de descanso e convívio de forma sadia no coração da cidade do século XXI. Antigamente, por exemplo, na rua da Balaustrada, sobranceira ao Jardim da Rainha, os elementos da corte, no tempo da Rainha Dª Amélia, além dos frequentadores das termas e do povo em geral, podiam passear após os tratamentos termais. Hoje, esse e outros percursos no interior da mata são ainda possíveis, muitos até de manutenção da saúde física e mental”, refere, acrescentando que “existe uma continuidade espacial da Mata e dos espaços verdes que lhe são contíguos, o Parque D. Carlos I e a importante mancha expectante, de espaços agrícolas e florestais como que a serem asfixiados pela malha urbana”.

“Pelos fundamentos expostos, é de lamentar que esta importante zona verde tenha sido excluída da candidatura a património nacional. A Associação Nostrum, sem fins lucrativos, defendendo o património ambiental da região, vem em nome de muitos cidadãos, solicitar que a Mata Rainha Dª Leonor, também ela um importante espaço verde termal, seja justamente incluída nessa classificação em conjunto com o Hospital Termal e o Parque D. Carlos I”, manifesta a Nostrum.

Francisco Gomes

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