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XIV edição do Simpetra – Simpósio Internacional de Escultura em Pedra das Caldas da Rainha

A diretora Regional de Cultura do Centro promete empenhar-se para que o Museu da Cerâmica seja alargado

Marlene Sousa

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“A única promessa que posso fazer é que me empenharei junto da entidade Regional para que o Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha seja alargado”, disse a responsável da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), Celeste Amaro, que falava à margem da sessão de encerramento da XIV edição do Simppetra – Simpósio Internacional de Escultura em Pedra das Caldas da Rainha.
Quanto ao novo Museu da Cerâmica, o Presidente da Câmara, Fernando Costa gostou das palavras da diretora do DRCC referindo que já recebeu luzes verdes para avançar com o projeto

Entres os artistas, autarcas e convidados presentes nesta cerimónia que decorreu na passada quinta-feira no Centro de Artes, esteve a diretora do DRCC que desde há algumas semanas tutela o Museu José Malhoa e o Museu da Cerâmica e outros da rede nacional como o Museu Dr. Joaquim Manso da Nazaré que deixaram de estar sob dependência da nova Direção Geral do Património Cultural. Numa sessão onde se destacou a importância do simpósio internacional das Caldas também se traçou o futuro do Museu da Cerâmica. Depois do presidente da Autarquia local ter dito que o grande projeto das Caldas passa pelo alargamento daquele Museu porque não tem espaço para expor muitas peças importantes de cerâmica, como obras da Fábrica Bordalo Pinheiro e da Secla, Celeste Amaro respondeu que “é uma grande desafio tanto para ela como para o presidente da Câmara”. “Não sabemos ainda se neste quadro comunitário ou se no próximo que começa já em 2014, mas farei os possíveis e impossíveis para que a obra seja feita”, sublinhou a responsável.

Quanto à edição 2012 do Simppetra, Celeste Amaro elogiou a iniciativa sublinhando que é dos poucos internacionais e só por isso “devia ser registado e comunicado aos portugueses”. “O encerramento deste décimo quatro simpósio em qualquer país incluindo, Espanha, seria abertura de um telejornal pela importância que tem este espaço e este trabalho”, afirmou, esta responsável lamentando que “em Portugal seja muito mais simples na televisão dizer-se que a cultura está morta porque não há dinheiro”. Para a diretora do DRCC o simpósio tem obras fantásticas e este evento é uma prova que esta cidade “está viva” e não deve nada à Capital que “está aqui tão perto e não faz nem metade do que se faz nas Caldas da Rainha”.

Celeste Amaro referiu que já foi diretora Regional da Cultura entre 2002 e 2005 alegando que tem “sempre a terrível tarefa de assumir este cargo quando não há dinheiro mas posso dizer que é quando se tem feito mais coisas”. Segundo esta responsável as Autarquias têm um papel preponderante na cultura e na sua divulgação porque “são o poder político de proximidade”.

Fernando Costa agradeceu aos cinco escultores estrangeiros e ao escultor português que estiveram a trabalhar durante um mês nas suas obras que ficarão a pertencer ao Município das Caldas. “Com o seu suor e inspiração fizeram estas esculturas que ficam nas Caldas”, disse, o autarca, revelando que no âmbito dos catorze simpósios o Município tem hoje “mais de 130 peças”. “Estamos num processo de vir a administrar o Parque D. Carlos I e a Mata onde penso que com a ajuda de alguns escultores como Antonino Mendes e dos arquitetos paisagísticas podemos criar nas Caldas um grande parque de esculturas ao ar livre com estas obras”, revelou, Fernando Costa.

Quanto ao novo Museu da Cerâmica o autarca mostrou-se satisfeito com a palavras da diretora do DRCC referindo que já recebeu “luzes verdes para avançar com o projeto”. “Espero que ainda haja fundos comunitários para irmos a tempo de fazer aquilo que os responsáveis antes de si não tiveram força para executar”, disse, Fernando Costa a Celeste Amaro.

O diretor do Centro de Artes, José Antunes, foi o primeiro a usar da palavra na sessão de encerramento da 14ª edição do Simppetra referindo que este ano participaram seis escultores, dos quais dois foram convidados no âmbito de acordos de parceria com outros dois simpósios internacionais. “Tratou-se de Pauls Jaunzems da Letónia que colabora com o museu de escultura ao ar livre de Pedvala, e o brasileiro Francisco Maia Pinto, que foi indicado pela prefeitura de Coronel Xavier Chaves, no Estado de Minas Gerais. Em ambos os casos existe um protocolo de colaboração com as Caldas da Rainha”, explicou, este responsável.

Esta edição do Simpósio Internacional de Escultura em Pedra registou 152 candidaturas, tendo sido selecionados Francesca Bernardini (Itália), Majid Haghighi (Irão), Nando Alvarez (Espanha) e Thierry Ferreira, de Portugal.

Os artistas estiveram até o dia 26 de Julho no Centro de Artes a partir e a esculpir 36,5 toneladas de pedra.

Para dar apoio ao Simppetra estiveram dois alunos da Escola de Belas Artes do Porto.

O Simppetra foi criado em 1986 com o intuito de promover escultura em pedra, envolver a comunidade local e artistas com as mais diversas proveniências e enriquecer o património artístico das comunidades onde se insere. Desde os finais dos anos 80, já foram produzidas 100 obras de grandes dimensões por escultores de mais de 30 países.

O encerramento do simpósio ficou marcado com a Inauguração da Exposição “Feminino – Coleção do Atelier-Museu António Duarte”, integrada nas comemorações do centenário do nascimento daquele escultor. Segundo José Antunes trata-se de uma mostra de “escultura mas também de desenho, das diferentes de abordar a mulher”.

Foram também apresentadas as obras produzidas no workshop coordenado por Vítor Reis.

Escultores apresentaram as suas obras

Na sessão de encerramento da XIV edição do Simpetra – Simpósio Internacional de Escultura em Pedra das Caldas os seis artistas apresentaram as suas esculturas que juntaram-se ao espólio da Câmara Municipal. Todos destacaram a qualidade do evento, o profissionalismo da organização e a simpatia dos portugueses.

Pauls Jaunzems da Letónia

“Metáfora da Primavera” é como se designa a sua escultura. Depois de ter visitado Caldas da Rainha e perceber que existe uma dimensão termal associada à fundação da cidade quis utilizar as duas esculturas como metáforas daquilo que entende ser aspetos sobre a água. Agradeceu a todos e disse que adorou a experiência e que fez muitos amigos.

Thierry Ferreira de Portugal

A sua peça tem como tema “a Casa”. Está relacionada com a temática da casa como corpo relacional que dá continuidade a outros trabalhos que eu tenho feito.

Francisco Maia Pinto do Brasil

Este evento é muito importante para o mundo e estou muito agradecido pelo convite que sugeriu de uma parceria que as Caldas possui com a cidade de Coronel Xavier Chaves. Realizei uma imagem da Nossa Senhora da Conceição.

Nando Alvarez (Galego -Espanha)

A minha peça é abstrata, fui buscar o contraste do que é a pedra que é um material rijo que não tem movimento com as formas de expressam. Gosto que cada pessoa faça a sua interpretação da minha peça. Para mim tem a ver com a água, movimento e com as sombras.

Tivemos um simpósio muito agradável como um bom ambiente de trabalho.

Majid Haghighi do Irão

Foi uma experiência fabulosa e este simpósio tem ótimas condições. A minha escultura representa a forma de um símbolo do Irão que normalmente colocamos em locais sagrados.

Francesca Bernardini da Itália

Foi uma belíssima experiência e uma ótima organização. Dei corpo a uma peça em calcário sobre a metamorfose interior do ser humano.

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