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“Porque semear é preciso…”

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Era uma vez uma professora que tinha, desde criança, o bichinho da solidariedade e o gosto da ajuda aos outros. Um dia, ao ler um Jornal, teve conhecimento do notável trabalho que, em terras de Moçambique, as Irmãs de S. João Batista e Maria Rainha, ali levavam a cabo, há já alguns anos, com muito […]
Porque semear é preciso…

Era uma vez uma professora que tinha, desde criança, o bichinho da solidariedade e o gosto da ajuda aos outros. Um dia, ao ler um Jornal, teve conhecimento do notável trabalho que, em terras de Moçambique, as Irmãs de S. João Batista e Maria Rainha, ali levavam a cabo, há já alguns anos, com muito esforço, empenho e dedicação. Foi então que lhe ocorreu iniciar uma colaboração de ajuda entre a Escola onde lecionava e a “Missão em Moçambique”- apadrinhando crianças. Foram muitos, algumas dezenas, que logo no inicio se conseguiram, todos lindos, todos necessitados todos dependentes das Irmãs que, incansavelmente, não podiam fazer-lhes mais, por falta de recursos. Turmas inteiras apadrinharam crianças e nos placards das suas salas de aula, orgulhosamente, colocavam a foto do seu afilhado. Professores, familiares, encarregados de educação e funcionários aderiram à iniciativa com muito alegria e entusiasmo. O tempo passa e nós passamos pelo tempo, a professora partiu, outras paisagens, outras aragens esperavam por ela, mas o bem deixa sempre raízes de mais bem, as sementes lançadas na terra dão fruto a seu tempo, nomeadamente, quando a terra é fértil e boa… Neste ano letivo, graças ao trabalho voluntário de outros professores e alunos, mais algumas crianças foram apadrinhadas e mais uma vez foi realizado um peditório que reverte para ofertas de presentes no Dia da Criança, a oferecer pelas Irmãs na Missão. Com a noção de missão cumprida estarão os responsáveis por esta atividade que não abdicaram da vertente da Solidariedade, como forma de Cidadania ativa e participada. De parabéns está quem cumpriu o seu dever de informar formando, dando a conhecer de forma positiva, mostrando os bons exemplos dos que partiram para fazer o bem em terras mais precisadas e desta forma estimulam e impelem à solidariedade, à interajuda e à partilha. Fomentar esta sensibilidade é sempre uma mais-valia na formação da juventude e é também um reforço na malha social que hoje, como em todos os tempos, acusa sérias e graves fragilidades. Madre Teresa de Calcutá dizia que, na hora da morte só levamos o que demos. Esta frase dá que pensar, sobretudo na era do consumo, na crise que o mundo atravessa. S. Agostinho não se cansava de recordar que todos devemos fazer o bem que pudermos e pedir ajuda aos outros quando não pudermos fazê-lo sozinhos. A Solidariedade é um cordão que se entrelaça, se cruza na vida das pessoas e as descruza da efémera passagem terrena. Que os muitos e bons exemplos proliferem, que as boas vontades desabrochem e ajudem a minorar os desníveis sociais e se passe a apostar num mundo melhor, mais fraterno e humano, a única via ainda possível e por explorar. E hoje a professora, no longe presente do seu existir, recorda aquela frase marcante ouvida há muitos anos, no esplendor da sua serena e alegre juventude: “ Tenho a partida marcada; o dia certo não sei, de bagagem nada levo; a não ser tudo o que dei”. Porque dar, fomentar e impelir ao bem, são sementes que a seu tempo irão dar muito fruto, mas é preciso preparar a terra, regá-la e, pacientemente, esperar com amor e tranquilidade. Educar é isto também, na certeza de que em cada jovem há um coração de ouro que espera o momento do seu plantio, para desabrochar no amor ao outro e aos outros. Maria Susana Mexia

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