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Julgamento do “Rei Ghob” começa a 9 de janeiro

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O julgamento de Francisco José Cruz Leitão, o sucateiro de Carqueja, Lourinhã, também conhecido por “Rei Ghob”, acusado do homicídio de quatro pessoas, deverá começar no Tribunal de Torres Vedras a 9 de janeiro, às 9h30. A sua estratégia deverá continuar a ser aquela que tem seguido desde que foi detido pela Polícia Judiciária há […]
Julgamento do “Rei Ghob” começa a 9 de janeiro

O julgamento de Francisco José Cruz Leitão, o sucateiro de Carqueja, Lourinhã, também conhecido por “Rei Ghob”, acusado do homicídio de quatro pessoas, deverá começar no Tribunal de Torres Vedras a 9 de janeiro, às 9h30. A sua estratégia deverá continuar a ser aquela que tem seguido desde que foi detido pela Polícia Judiciária há ano e meio – remeter-se ao silêncio. O arguido não deverá prestar declarações e a primeira sessão do julgamento será preenchida com a leitura da acusação. Aquando da seleção de jurados, em novembro, a juíza presidente do coletivo, Maria Domingas, marcou logo a data alternativa de 16 de janeiro para o caso de não ser possível, por algum motivo, realizar-se a primeira sessão no dia 9, data em que se completa um ano e meio da sua detenção e se atinge o prazo máximo para começar o julgamento, como prevê o Código do Processo Penal. Vai ser um julgamento com quatro jurados, sorteados entre os munícipes recenseados em Torres Vedras. Nesta comarca não se realizava um julgamento com jurados há pelo menos dez anos. Numa primeira fase foram pré-selecionados cem cidadãos, notificados para responder a um inquérito, para depois serem selecionados 18 e, finalmente, se reduzir o número para o grupo de jurados que irá ouvir Francisco Leitão, sobre quem recaem suspeitas de quatro crimes de homicídio e de ocultação de cadáver, um crime de falsificação de documentos e outro de detenção de arma proibida. A acusação ficou concluída em julho do ano passado. Aos crimes de que terão sido vítimas três jovens desaparecidos em 2008 e 2010, o Ministério Público de Torres Vedras juntou ainda um quarto caso, o do desaparecimento de um idoso, seu vizinho, em 1995, António Fernando Lourenço D’Albuquerque, conhecido na zona como “Pisa Lagartos”. No triângulo geográfico constituído por Lourinhã, Peniche e Torres Vedras apareceram, ao longo dos anos, diversas pessoas mortas em condições misteriosas e outras que não mais foram vistas. A polícia continua a investigar. O principal suspeito é o sucateiro. Preso desde 20 de julho de 2010, Francisco Leitão negou sempre ter morto os jovens (uma rapariga de 16 anos, outra de 27 e um rapaz de 22), mas já não teve argumentação quando a PJ encontrou em sua posse telemóveis e cartões telefónicos que pertenciam às vítimas. Também nunca explicou o teor das conversas que teve com os jovens, nomeadamente quando convidou, no dia do desaparecimento, uma das raparigas e lhe enviou dezenas de mensagens. Tânia Lígia da Costa Félix Ramos, de 27 anos, e Ivo Manuel Moreira Delgado, de 22, iam ser pais de gémeos antes de morrerem. A notícia da gravidez foi revelada pela jovem a duas amigas. As autoridades acreditam que o ‘rei dos gnomos’ soube da notícia e que os ciúmes o levaram a planear de imediato terminar com a felicidade do casal. A 5 de junho de 2008 matou Tânia. Vinte dias depois, Ivo, sobre quem Francisco Leitão tinha total obsessão, mas que terá sido morto à pancada no Vau, Óbidos, após o “Rei Ghob” perceber que mesmo após a morte da namorada não pretendia ter qualquer envolvimento amoroso com ele. O ‘Rei Ghob’ terá levado o corpo para a Foz do Arelho, onde o terá enterrado. Escondeu o carro, com vestígios de sangue, num armazém, mas as buscas para encontrar o corpo revelaram-se até agora infrutíferas, o que aconteceu com as restantes vítimas, a última das quais Joana Filipa da Silva Correia, de 16 anos, desaparecida em março de 2010. Era namorada de um jovem com quem alegadamente Francisco Leitão queria ter um caso amoroso. A quarta morte é a de um idoso, conhecido por “Pisa Lagartos”, dado como morto em 1995 após o arquivamento de um inquérito por alegado homicídio, no qual Francisco Leitão chegou a ser ouvido. O detido auto-intitulava-se “Rei Ghob, futuro governante na nova era” e publicava vídeos na Internet que anunciavam o fim do mundo. No ano passado, o “Rei Ghob” foi condenado pelo Tribunal de Peniche ao pagamento de 500 euros por ter simulado o roubo de uma máquina utilizada na construção civil que vendeu e cujo dinheiro não recebeu. O Tribunal da Lourinhã condenou-o ao pagamento de 2.880 euros de multa por detenção de arma ilegal, ao dar como provado que tinha uma arma de caça com a qual disparou dois tiros em 2006, aquando de um incêndio em sua casa. Francisco Gomes (texto) Carlos Barroso (foto)

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