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Papel das mulheres na implantação da República exaltado no Cadaval

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“Republicanas quase Desconhecidas”, de Fina d’Armada, é o título do livro apresentado, a 17 de Dezembro, na Biblioteca Municipal do Cadaval. A sessão incluiu a simbólica plantação de um carvalho, em homenagem à cadavalense Sofia Quintino – médica, republicana e defensora dos direitos das mulheres no início do séc. XX. O livro recém-lançado, disponível nos […]
Papel das mulheres na implantação da República exaltado no Cadaval

“Republicanas quase Desconhecidas”, de Fina d’Armada, é o título do livro apresentado, a 17 de Dezembro, na Biblioteca Municipal do Cadaval. A sessão incluiu a simbólica plantação de um carvalho, em homenagem à cadavalense Sofia Quintino – médica, republicana e defensora dos direitos das mulheres no início do séc. XX. O livro recém-lançado, disponível nos habituais pontos de venda, reúne “retalhos de uma História Desconhecida em que se prova que a República foi um pouco obra das mulheres espalhadas pelo País”, tal como descreve a sinopse da publicação, editada pela “Temas e Debates”, chancela do Circulo de Leitores. A obra divulga, assim, o trabalho ignorado de mulheres republicanas de 33 concelhos do país, onde se inclui a biografia de Sofia Quintino. A anteceder a apresentação do livro, teve lugar a plantação de um carvalho nas imediações da Biblioteca Municipal, em honra da republicana. Segundo Fina d’Armada, “o carvalho era a árvore sagrada dos nossos antepassados celtas e também dos gregos. Na altura da revolução francesa, plantaram-se em França 60 mil árvores e a primeira foi um carvalho. Ficou a ser a árvore da República e da liberdade, sem perder o lado da imortalidade”. Segundo acrescenta, “foram os republicanos que divulgaram o Dia da Árvore pelas escolas”. A intervir na sessão de apresentação, para além da autora, estiveram Eugénia Correia, vice-presidente da Câmara e vereadora da Cultura, Guilhermina Gomes, directora editorial do Círculo de Editores/Temas e Debates, e Tânia Camilo, responsável da Biblioteca Municipal do Cadaval. De referir, entre a assistência, a especial presença de dois dos descendentes de Sofia Quintino, Maria Esmeralda Quintino e Pedro Ribeiro e Silva, respectivamente sobrinha e sobrinho-neto da homenageada republicana. De acordo com Fina d’Armada, há que contar a história de outra forma, defendendo não terem sido apenas os homens a ter um papel relevante na implantação da República. “É preciso escrever a história das mulheres, para ela depois ser transmitida às novas gerações”, explica, revelando que a implantação da República fez-se mediante a colocação da bandeira, a qual foi executada pelas mulheres de norte a sul do país. Sofia da Conceição Quintino nasceu em 1878 em Lamas (Cadaval) e morreu em 1964, em Carnaxide. Segundo Pedro Silva, seu sobrinho-neto, tratou-se de uma pessoa “dedicada a causas, uma republicana fanática, uma mulher perfeitamente inovadora ao se formar em 1905, ainda na época da monarquia, tendo sido mesmo uma das primeiras mulheres a ser médica”. Pedro Silva considerou ainda a sua tia-avó enquanto “uma mulher perfeitamente votada à sua profissão, não tendo casado e tendo sido ela a trazer a fisioterapia para Portugal”. Segundo revela, foi também, durante 30 anos, directora dos serviços de fisioterapia dos hospitais civis de Lisboa. “Uma mulher dedicada à causa republicana e à causa da medicina”, conclui Pedro Silva.

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