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Protestos contra encerramento parcial da Linha do Oeste

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“A decisão do Governo de encerrar, a curto prazo, a exploração de passageiros no troço da Linha do Oeste entre as Caldas da Rainha e o Louriçal representa um duríssimo revés no processo de requalificação deste eixo ferroviário, põe em causa o desenvolvimento económico e social da região e é a porta aberta para um […]
Protestos contra encerramento parcial da Linha do Oeste

“A decisão do Governo de encerrar, a curto prazo, a exploração de passageiros no troço da Linha do Oeste entre as Caldas da Rainha e o Louriçal representa um duríssimo revés no processo de requalificação deste eixo ferroviário, põe em causa o desenvolvimento económico e social da região e é a porta aberta para um futuro abandono da mesma, em toda a sua extensão”, sustenta a Comissão para a Defesa da Linha do Oeste. O Governo vai desactivar até ao final do ano o serviço de passageiros, decisão que consta do documento que define as linhas orientadoras para os transportes entre 2011 e 2015 e que prevê que a linha seja apenas utilizada para o transporte de mercadorias, sendo assegurado transporte rodoviário alternativo. Para a comissão, com esta decisão, o Governo “contribui para uma ainda maior retracção económica da Região Oeste e para um crescente isolamento das populações. Fomenta, por outro lado, o uso dos transportes rodoviários, com as implicações económicas e ambientais negativas”. Segundo a comissão, a redução no número de passageiros a que se foi assistindo ao longo dos anos “só resultou de uma premeditada política de desincentivo do uso do transporte ferroviário de passageiros, com a ausência de modernização da ferrovia, do material circulante e das infra-estruturas, a inadaptação dos horários e tempos de percurso às necessidades dos utentes”. No seu entender, o processo de encerramento deste eixo ferroviário, agora levado a cabo pela metade, “só será travado com a sua requalificação”. Para isso, “é preciso exigir do Governo uma política diferente para o transporte ferroviário, passando este a ser considerado como um meio de transporte estratégico no nosso país”. É feito um apelo à população da região Oeste, aos autarcas e agentes económicos, para que sob as mais variadas formas se manifestem contra a decisão de encerrar a exploração de passageiros entre as Caldas da Rainha e o Louriçal. Em breve serão anunciadas iniciativas a levar a cabo a curto prazo de oposição àquele objectivo. Deputados do PSD contra supressão do serviço de passageiros Os deputados do PSD eleitos por Leiria estão contra a supressão do serviço de passageiros na Linha do Oeste, disse à Lusa o parlamentar Paulo Batista, falando em nome dos seus colegas de bancada. A “solução não é aquela que sempre defendemos e que sempre entendemos como a mais adequada do ponto de vista da ferrovia para a região centro, para o distrito de Leiria ou para o país”, lembrou Paulo Batista. O deputado sublinhou que “a Linha do Oeste é viável desde que sejam feitos os investimentos necessários e que foram sucessivamente adiados”, defendendo que estes podiam ser feitos de forma faseada, “sem penalizar excessivamente o Orçamento”. Os eleitos por Leiria “estão preocupados” e querem “sensibilizar o Governo” para a importância “de ponderar a possibilidade de retomar rapidamente o serviço de passageiros, mesmo com menos horários”. Para Paulo Batista, é a substituição da rodovia pela ferrovia que faz sentido “do ponto de vista ambiental e dos circuitos turísticos da região”, lembrando que para além do impacto negativo sobre concelhos como Pombal, Leiria e Marinha Grande, esta medida pode ter consequências nefastas ao nível turístico em municípios como Nazaré e Alcobaça. No trajecto Caldas da Rainha-Figueira da Foz, os dados da CP referem 186.580 passageiros anuais e uma média de 53 por comboio. Município da Nazaré aprova moção A Câmara Municipal da Nazaré manifestou, no dia 17 de Outubro, a sua “apreensão e discordância” relativamente à desactivação do serviço de transporte de passageiros e recordou que “o Plano Estratégico dos Transportes considera o transporte ferroviário estratégico e que se trata de um meio ambientalmente sustentável e a privilegiar”. Para a Câmara da Nazaré, “a linha a norte de Caldas da Rainha é viável, desde que feito investimento de modernização, acompanhado de novos horários compatíveis com as necessidades das populações e empresas de hoje”. “A Câmara Municipal da Nazaré, não pode deixar de estranhar a medida e manifestar a necessidade de manter o funcionamento da Linha do Oeste, o que espera venha acontecer”, lê-se numa moção aprovada por unanimidade e a ser transmitida ao Ministério da Economia e do Emprego, aos grupos Parlamentares da Assembleia da República e à Comunidade Intermunicipal do Oeste. Entretanto, o presidente da Turismo do Oeste, António Carneiro, defendeu que pelo menos seja mantida a ligação das Caldas a São Martinho do Porto “pelo facto desta estância balnear dispor da sua estação dentro do próprio espaço urbano”. Francisco Gomes

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