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Sem emprego há anos dorme numa carrinha

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Um homem com 63 anos procura emprego há oito anos e espera há cinco anos que a Segurança Social lhe resolva a sua situação que se tornou decadente, porque está actualmente a viver numa carrinha. Carlos Manuel Chaves da Silva está a dormir na carrinha há meses, depois de ter sido despejado da casa onde […]
Sem emprego há anos dorme numa carrinha

Um homem com 63 anos procura emprego há oito anos e espera há cinco anos que a Segurança Social lhe resolva a sua situação que se tornou decadente, porque está actualmente a viver numa carrinha. Carlos Manuel Chaves da Silva está a dormir na carrinha há meses, depois de ter sido despejado da casa onde habitava na Foz do Arelho e de não ter mais ajuda de vizinhos e amigos que o sustentaram durante estes últimos anos. “Estive a viver na Foz do Arelho onde uma pessoa me ajudava a pagar a renda. Comia num restaurante que me fiava a comida. Mas agora não tenho mais ajuda. Tenho vergonha desta situação. Há cinco anos que espero por um subsídio e não me dão”, desabafa, envergonhado. Este antigo combatente no Ultramar, empregado de balcão e electricista, considera-se ainda útil para trabalhar, mas ninguém lhe quer dar emprego. “Preciso de arranjar trabalho, porque ainda me sinto válido, mas não consigo arranjar, porque quando digo a minha idade ninguém me aceita”, disse, acrescentando que esteve inscrito no Centro de Emprego durante oito anos e “nunca me chamaram para uma entrevista e recentemente pediram para andar à procura de emprego com o papel dos carimbos, mas as pessoas ficaram fartas e eu perdi esse direito”. Já quanto à Segurança Social, Carlos Silva pretende que a instituição lhe atribua uma casa para poder viver com dignidade e lhe atribua um subsídio de sobrevivência ou a reforma, mas todas as tentativas nos últimos cinco anos têm sido em vão. “Recorro à Segurança Social para me ser atribuído o rendimento mínimo social, mas só me sabem pedir papéis e mais papéis. Estou esgotado, porque ando nisto há cinco anos. Recentemente vi na televisão traficantes que tinham todos? ?esse subsídios e eu ando aqui e não me dão nada”, lamentou. No início do ano chegou a ir a pé até Leiria para comparecer no Centro da Segurança Social e uma técnica ter-lhe-á dito que “não precisava da ajuda porque ainda não cheirava mal”. Esta declaração da técnica caiu-lhe mal e acabou por se exaltar e recorrer ao Governo Civil de Leiria para fazer queixa, local onde um adjunto lhe deu vinte euros para regressar às Caldas. Mais tarde, Carlos Silva escreveu à então Ministra da Solidariedade Social e à Procuradoria da República. Foi por causa deste episódio que lhe atribuíram um subsídio de 183 euros por mês, quantia que confessa não chegar para comer e para pagar a quem deve. Em carta enviada a 3 de Maio deste ano a Segurança Social refere que os anteriores processos “foram indeferidos por apresentar rendimentos próprios ou do conjunto do agregado familiar”, situação que Carlos Silva não concorda uma vez que as ajudas eram de amigos, aos quais terá de pagar. A situação complicou-se ainda mais recentemente porque Carlos Silva ficou a saber que é diabético e que sofre de uma tendinite depois de ser agredido quando se encontrava à procura de trabalho. Carlos Barroso

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