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Incêndio destrói sete bares na Foz do Arelho

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Passavam quinze minutos das cinco da manhã da última segunda-feira quando a sirene dos bombeiros das Caldas da Rainha tocou no quartel e fez-se ouvir largos minutos pela cidade. A população estava longe de imaginar que se tratava de um incêndio que destruiria todos os sete bares das “mini-docas” da praia da Foz do Arelho, […]
Incêndio destrói sete bares na Foz do Arelho

Passavam quinze minutos das cinco da manhã da última segunda-feira quando a sirene dos bombeiros das Caldas da Rainha tocou no quartel e fez-se ouvir largos minutos pela cidade. A população estava longe de imaginar que se tratava de um incêndio que destruiria todos os sete bares das “mini-docas” da praia da Foz do Arelho, um local de atracção turística junto existente há uma dezena de anos junto à Lagoa de Óbidos. Os prejuízos ascenderão a um milhão de euros. Foi um pescador quem relatou que os bares estavam a arder. Quinze minutos depois chegavam ao local os primeiros bombeiros, mas “já estava tudo tomado pelo fogo”, revelou o comandante da corporação das Caldas da Rainha, José António. “A progressão das chamas foi rápida, porque era tudo feito em madeira”, explicou, adiantando que “assim que arde o primeiro frigorífico houve logo gás libertado e houve várias explosões de extintores de incêndios”. Trinta bombeiros das corporações das Caldas da Rainha, Óbidos e São Martinho do Porto, apoiados por dez viaturas, combateram as chamas. No local estiveram ainda o coordenador distrital de operações de socorro, o comandante da Protecção Civil local, o comandante da Capitania do Porto de Peniche e agentes da Polícia Marítima e da GNR. O presidente da Câmara das Caldas também se deslocou para se inteirar da situação. Apesar do fogo ter sido dado com extinto uma hora depois de ter começado a ser combatido, o rescaldo só aconteceu por volta das onze da manhã, uma vez que os soldados da paz tiveram de aguardar a chegada dos elementos da Polícia Judiciária sem remover objectos entre os escombros. Cerca do meio-dia verificou-se um reacendimento e os bombeiros das Caldas da Rainha ainda chegaram a usar a mangueira. A brigada de investigação de incêndios da Polícia Judiciária de Leiria recolheu os depoimentos dos proprietários dos bares e não revelou quaisquer conclusões. A existência de um curto-circuito ou fogo posto, são duas possibilidades em aberto para o incêndio, que foi dado como extinto pelas seis e meia da manhã. Questionado sobre a imposição de construção dos bares em madeira, José António comentou que “é discutível”, admitindo que “assim arde mais rapidamente do que o zinco”. Contudo, salvaguardou, “se os bares têm licença de habitabilidade, passado após parecer da Autoridade Nacional para a Protecção Civil, é porque tinham condições de segurança”. Os bombeiros impediram que o fogo se propagasse para os quiosques de venda de produtos de praia situados na mesma zona, sob jurisdição da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo. Donos e empregados Apesar dos bares possuírem seguro, os proprietários receiam o futuro e fazem contas à vida. Do negócio viviam os donos e seus familiares, que ali trabalhavam, para além de uma dezena de empregados. “Já não posso chorar mais. Chorei tudo o que tinha a chorar. Tenho 67 anos. Era o meu sustento e do meu marido. Tinha duas pessoas que nos ajudavam. Quem é que nos vai dar alguma coisa para reconstruir isto?”, lamentou Ilda Ferreira, dona do “Bar da Ilda”, “Funcionários não temos. Era o meu sustento e também do meu filho e nora e de uma irmã que tinha ficado desempregada. É mais uma família para a miséria”, declarou Germana Pires, do “Mar Azul”. “Explorava o café e trabalhava aqui com a minha mulher. Para já não há cabeça para pensar em reconstrução”, disse Paulo Santos, concessionário do “Cais Café”. “Tenho seguro de edifício, de recheio e de equipamento industrial. Quero ver o que vai dar”, manifestou, receosa, Vitória Machado, dona do bar “Sereia”. Alertas em vão “Investimos mais de cem mil euros. Não houve comparticipações e ainda impuseram-nos um projecto, que tínhamos de seguir à risca. Obrigaram-nos a fazer tudo pegado e em madeira. Chamámos sempre a atenção de que não podia ficar encostado porque há produtos inflamáveis. Há uns anos a chaminé aqueceu e houve um pequeno incêndio. Mas ninguém nos ligou”, contou Germana Pires, proprietária do “Mar Azul”. Os primeiros bares no local eram desmontáveis e em platex. Depois em zinco. Até que a versão definitiva, sob um estrado sintético, implicava a construção em madeira. “Houve uma inspecção da ASAE no ano passado. E continuaram todos abertos. Por isso as condições mínimas, à partida, estavam garantidas”, sustentou Patrocínio Tomás, comandante da Capitania do Porto de Peniche, entidade que efectua a fiscalização do licenciamento dos bares. A ARH do Tejo, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a Junta de Freguesia da Foz do Arelho tinham previsto um projecto de requalificação que incluía aquela zona, cujo início agora se pretende acelerar, para “realizar algumas melhorias nas condições de funcionamento dos bares a reconstruir”, anunciou Fernando Horta, autarca da Foz. “O cenário é muito triste e é o prejuízo para as famílias. E ainda por cima nesta altura do ano, em que teriam mais proveitos. Gostaríamos que fosse reconstruído quanto antes, porque era uma atracção turística para a Foz do Arelho”, declarou Fernando Costa, presidente da Câmara. A remoção dos escombros ia ser autorizada pela Administração Regional Hidrográfica do Tejo após o fecho desta edição. “Por questões de segurança e saúde pública têm de ser removidos rapidamente”, sublinhou o comandante dos bombeiros, José António, que mandou “reforçar as fitas de interdição do espaço”, já que as paredes traseiras dos sete bares “encontram-se instáveis”. Uma das proprietárias ainda conseguiu retirar sacos com moedas. Francisco Gomes

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