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Toiros Y Toiradas

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Noite histórica para os forcados caldenses Assim sim. Cumpriu-se a profecia dos cartazes que anunciavam emoção e uma noite para a história. Mas vamos por partes. 30 de Julho, corrida de toiros nocturna nas Caldas da Rainha a abrir a sua temporada. Noite fresca deste mais ameno Verão, mas com uma belíssima casa, com a […]
Toiros Y Toiradas

Noite histórica para os forcados caldenses Assim sim. Cumpriu-se a profecia dos cartazes que anunciavam emoção e uma noite para a história. Mas vamos por partes. 30 de Julho, corrida de toiros nocturna nas Caldas da Rainha a abrir a sua temporada. Noite fresca deste mais ameno Verão, mas com uma belíssima casa, com a praça praticamente cheia. Dos cavaleiros profissionais actuaram por ordem de antiguidade das respectivas alternativas, primeiro Rui Salvador, que passou pouco mais que despercebido no toiro que abriu a praça, aquele que seria o pior toiro da noite. Parecia inicialmente ter dificuldades de visão, mas não. Queria era ver o cavalo tal era sua mansidão. Já no toiro que viria a lidar na segunda parte, Rui Salvador teve uma actuação mais elevada e consentânea com a classe deste toureiro. Para Vitor Ribeiro saiu o segundo da ordem, um toiro mais encastrado, com codícia, repetitivo nas investidas e nas perseguições, provocando até a dada altura da lide a retirada apavorada de um peão de brega até às tábuas de trincheira. Vitor Ribeiro aproveitou a melhor qualidade deste toiro para cravar bons ferros em sortes sempre de frente e em algumas delas a citar e partir de bem largo. No quinto toiro saído dos curros, Vitor Ribeiro não teve neste oponente a mesma qualidade, tendo passado a lide a atacar o toiro e não o toiro a atacar o cavalo. Assim, a custo, lá foi deixando os ferros, alguns deles com o toiro quase parado. O cavaleiro não deixou de ser aplaudido, porque uma coisa é certa, ao toureiro não faltou esforço e vontade, faltou foi toiro. Por fim, Tiago Carreiras, a quem chamei na minha última crónica a nova coqueluche do toureio a cavalo. Mais uma vez mostrou argumentos para que possa ser uma delas, nas verdade foi o melhor dos cavaleiros em praça, sendo certo que lidou o terceiro toiro, o melhor da noite e o último também muito bom. Tiago Carreiras foi dos cavaleiros o que mais entusiasmou o público com ferros em sortes de grande emoção, muito aplaudido durante as lides e no final das mesmas com aficion, sempre a pedir mais um ferro em sinal de divertida e satisfação total. Os toiros Os toiros, com boa apresentação, bem tratados, grandes cornamentas, embora morfologicamente baixotes, tiveram pesos entre os 430 e 515 quilos e comportamentos desiguais. Esta ganadaria do Vale do Sorraia, que saindo brava tão boa conta deu de si numa corrida televisionada em directo ainda há bem pouco tempo, não deu aqui nesta corrida nas Caldas a mesma imagem. Manso, manso, foi o primeiro, pouco melhor o quinto, deixando-se lidar com agrado o segundo e o quarto, sendo o terceiro e o sexto dois bons toiros. Manuel Ribeiro Telles, representante da ganadaria, deu no último toiro volta à arena com cavaleiro e forcado, mas injustificadamente, pois o mérito para tal não de avalia por um toiro, mas sim pela globalidade do curro. Os forcados Foi uma noite em cheio, uma noite de enormes pegas, uma noite para a história do Grupo de Forcados Amadores das Caldas da Rainha. Foi o único grupo em praça, pouco comum por não ser nada fácil colocar-se aos rapazes das Caldas o transcendente desafio de sozinhos pegarem os seis toiros da corrida. Tudo correu na perfeição, até os toiros colaboraram com os forcados, pois partiam de pronto e às vezes até de surpresa logo que citados, sempre com mangadas de longe e muito fortes mas com lealdade e sem grandes derrotes. Óscar Carvalho, depois de citar, gritando “É toiro preto!”, agarrou-se à córnea com ganas, numa pega sensacional ao segundo intento, que merecia dar duas voltas à arena. Injustificadamente acabou por não dar nenhuma, visto o cavaleiro ter optado, e bem, por não o fazer. No segundo toiro foi a vez de António Cunha citar bem e à barbela fazer uma pega rijíssima. No terceiro da ordem, José Sousa Dias aguentou a surpresa e rápida investida do toiro de praça a praça, sendo levado com grande espectáculo até às tábuas. Francisco Rebelo de Andrade, forcado experiente, brindou Vasco Morgado, aquele que foi o primeiro cabo deste grupo, para depois fazer uma grande pega ao segundo intento, aí sim, suportando fortes derrotes. Mário Carreira pegou o quinto da noite e foi mais uma pega à barbela de grande classe e Francisco Mascarenhas, que não quis ficar atrás, encerrou a corrida com nova pega espectacular. É obra, seis pegas, quatro na primeira e duas na segunda tentativa. Mais palavras para quê? O melhor que se viu do espectáculo foram as pegas. Parabéns aos forcados das Caldas, que foram, sem favor ou sombra de dúvida, os grandes triunfadores da corrida. Luciano Silva

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