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Centenário da Implantação da República

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(1910-2010) Numária – O Papel-moeda 1910 – 2010 Por: Luís Manuel Tudella MIL ESCUDOS Dom Dinis A figura do nosso rei trovador D. Dinis (1261-1325) foi a escolhida para embelezar a parte da frente desta nota, recaindo no verso uma reprodução dos painéis, que representam a fundação da Universidade de Lisboa. As maquetas iniciais foram […]
Centenário da Implantação da República

(1910-2010) Numária – O Papel-moeda 1910 – 2010 Por: Luís Manuel Tudella MIL ESCUDOS Dom Dinis A figura do nosso rei trovador D. Dinis (1261-1325) foi a escolhida para embelezar a parte da frente desta nota, recaindo no verso uma reprodução dos painéis, que representam a fundação da Universidade de Lisboa. As maquetas iniciais foram elaboradas pelo arquitecto João de Sousa Araújo, recaindo o fabrico aos gravadores e estampadores holandeses Joh, Enschedé en Zonen, Grafische Inrichting N. V., de Haarlem. Foi incorporada uma técnica de estampagem a talhe – doce a três cores, tanto na frente como no verso da nota. Fugindo um pouco ao habitual esta nota reúne um equilíbrio estético e de alta qualidade. A frente da nota tem uma estampagem calcográfica do busto do Rei Lavrador, D. Dinis, pormenor retirado de uma estátua da autoria de Francisco Franco, legendas e coluna ornamental e diversas fachas de guilhoché. O fundo foi impresso em “off-set”, contém aplicações de duplex e três bandas de cores em íris com a cruz de Cristo. O verso da nota apresenta também uma estampagem tricolor, semelhante à da frente, onde estão patentes os painéis da autoria do pintor Manuel Lapa, que representam a fundação da Universidade de Lisboa e sua posterior transferência para Coimbra, sob protecção de D. Dinis, representado ao lado, sentado no trono com o ceptro. O fundo apresenta um homem lavrando a terra com arado e animais. O papel é de fabrico de Portals Limited, Laverstoke Mills, Whitchurch, Hampshire, e apresenta como marca de água quando visto à transparência sobe o lado esquerdo a cabeça de D. Dinis, tendo incorporado um filete de segurança de traço descontínuo. Dimensões da nota163 x 82 mm. Foram emitidas 3 180 000 notas com a data de 2 de Abril de 1965. A primeira emissão, 14 de Dezembro de 1965, e a última emissão, 22 de Maio de 1967. Estas notas estiveram envolvidos no caso do assalto ao Banco de Portugal, na agência da Figueira da Foz, pelo grupo armado L.U.A.R., no dia 17 de Maio de 1967, o que resultou, na retirada antecipada de circulação e consequentemente no encurtamento da sua existência. Foram roubadas 18 500 notas com as numerações DS 14 501 a 20 000, F 11 001 a 14 000 e HB 1 a 10 000, as quais não foram postas em circulação, segundo informação do Banco de Portugal de 30 de Junho de 1967, que mais informou de que estas notas não possuíam curso legal e poder liberatório, pelo que não era possível o seu reembolso ou troca. Foram retiradas de circulação em 31 de Agosto de 1967. D. Dinis, cognominado de “O Lavrador”, “O Rei Agricultor”ou “O Rei Trovador”, nasceu no ano de 1261, filho de D. Afonso III e de sua mulher Dona Beatriz de Castela, neto materno do grande Afonso X de Castela, cognominado de “O Sábio”. Recebeu uma educação muito selectiva, por parte dos seus progenitores, que o rodearam dos grandes mestres de então, que existiam na corte do seu avô Afonso X. Passou temporadas na corte deste, onde aí recebeu contacto com grandes trovadores e poetas que o encaminharam na aprendizagem de línguas e na arte trovadoresca. A corte do avô era frequentada naquela época pelos expoentes máximos da cultura não só de Castela e Leão como também de alguns condados europeus, o que de certo modo o influenciou no desenvolvimento e na apetência pelas letras e literatura. D. Dinis desde muito cedo foi-se envolvendo na governação, pois era o herdeiro da coroa. Subiu ao trono no ano de 1279, altura em que o país se encontrava em litígio com a Igreja: procurando normalizar a situação, assinou um tratado com o papa Nicolau III, onde foi feito juramento para a protecção dos bens de Roma salvando a Ordem dos Templários através da criação da Ordem de Cristo que veio a herdar bens dos Templários em Portugal depois da sua extinção, apoiando também os cavaleiros da Ordem de Santiago Templários. No ano de 1295 envolveu-se em guerra com Castela, acabando por desistir da sua continuação em troca das vilas de Serpa e Moura. Foi assinado o Tratado de Alcanices no ano de 1297, onde ficaram definidas as actuais fronteiras dos dois países. Sendo um rei administrador, a sua prioridade governativa centrou-se essencialmente na organização do reino, dando continuidade à vertente legisladora de seu pai. A profusa legislação está contida no “Livro das Leis e Posturas” e nas “Ordenações Afonsinas”. Das muitas acções que produziram um desenvolvimento económico e financeiro no seu reinado, foi o relacionado com a agricultura, destacando-se, a plantação do pinhal de Leiria, que assim protegia as terras de cultivo da invasão das areias transportadas pelos ventos; a secagem dos pântanos de Salvaterra de Magos e da Várzea de Leiria, que se alongava até aos terrenos de Monte Real; a correcção das margens de rios, etc… . Alguns anos mais tarde, as embarcações que serviram para as expedições, foram construídas em grande parte com as madeiras originárias do referido pinhal. D. Dinis ordenou a exploração do subsolo com a exploração de minas de cobre, prata, ferro e estanho. Foi um dinamizador na troca de produtos com outros reinos, assinando o primeiro tratado comercial no ano de 1308 com a Inglaterra; Foi o criador do almirantado, atribuído como privilégio ao genovês Manuel Pessanha, dando origem às bases de uma verdadeira marinha portuguesa. D. Dinis, além de proteger e promover a agricultura fundou várias comunidades rurais, mercados, feiras francas e concedeu privilégios e isenções a diversas povoações. A cultura estava no seu cerne, pois desde jovem tinha adquirido uma apetência pela literatura, tornando-se num dos poetas mais profícuos e um fecundo trovador do seu tempo. Escreveu 137 cantigas distribuídas do seguinte modo: (73 cantigas de amor, 51 cantigas de amigo e 10 cantigas de escárnio e maldizer). A cidade de Lisboa durante o seu reinado foi um dos centros europeus da cultura. Fundou através do seu documento “A Magna Carta Priveligionum” a Universidade de Coimbra, onde se leccionava o Direito Civil, o Direito Canónico, as Artes e a Medicina. Mandou traduzir importantes obras clássicas, algumas das quais foram implementadas no ensino. Os últimos anos do seu reinado foram marcados por conflitos internos, relacionados com uma relação tempestuosa com o seu filho futuro rei D. Afonso IV, que pensava que o pai estava a favorecer um seu filho bastardo, D. Afonso Sanches que o espoliava do trono. Teve uma larga geração (nove filhos) não só de sua mulher como fruto de diversas relações, devido ao seu carácter impulsivo e amoroso, que não ocultava. D. Dinis faleceu na cidade de Santarém no ano de 1325, sendo sepultado no Mosteiro de São Dinis em Odivelas. Bibliografia: “O papel-moeda em Portugal”. Banco de Portugal. Wikipedia.org/ D. Dinis Ide Portugal. História de Portugal de Manuel Pinheiro Chagas. Óbidos – Outubro de 2010.

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