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Autarca de Santa Catarina pede obras

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Numa Assembleia Municipal realizada em Santa Catarina, o presidente da Junta, Rui Miguel, aproveitou a ocasião para pedir algumas obras, uma das quais uma nova via de ligação à sede do Município e ainda um Museu da cutelaria. “A actividade industrial de cutelarias em Santa Catarina emprega directamente cerca de 350 pessoas, entre seis empresas […]
Autarca de Santa Catarina pede obras

Numa Assembleia Municipal realizada em Santa Catarina, o presidente da Junta, Rui Miguel, aproveitou a ocasião para pedir algumas obras, uma das quais uma nova via de ligação à sede do Município e ainda um Museu da cutelaria. “A actividade industrial de cutelarias em Santa Catarina emprega directamente cerca de 350 pessoas, entre seis empresas e vários artesãos. Os produtos de Santa Catarina são exportados para cerca de 80 países. É importante que a Câmara e a Assembleia Municipal se preocupem com esta causa, é importante classificar a denominação de origem da cutelaria e a construção do museu de cutelaria em Santa Catarina, que é promessa eleitoral há 20 anos. Se não formos céleres, outra freguesia, nomeadamente a Benedita, poderá antecipar-se”, disse. Outra das urgências é a zona industrial, “uma promessa de todos os partidos políticos e há mais de 15 anos nada acontece. Com esta indecisão as empresas não se fixam em Santa Catarina. É preciso contrariar a perda de população, apostar e incentivar na indústria para haver mais emprego, melhorar a nossa rede viária interna e a ligação a Caldas”, afirmou o autarca. “É necessário pensar o quanto antes o que queremos para Santa Catarina, fazer um plano estratégico e dizer queremos evoluir, dinamizar, ou queremos ficar como subúrbios de Caldas ou da Benedita”, vincou. Santa Catarina é das freguesias a nível nacional com mais e melhores infraestruturas quer sociais, quer desportivas. Contudo, continua a faltar, segundo o presidente da Junta, uma nova ligação rodoviária. “Há necessidades que se vão arrastando ao longo dos anos e que são um entrave ao desenvolvimento quer da própria freguesia quer do próprio concelho. Quem vem das Caldas, a ligação Caldas/Santa Catarina/Benedita é muito demorada, o que torna um entrave ao desenvolvimento e fixação de empresas e leva a que o nosso grande pólo dinamizador seja a Benedita, quer pela sua proximidade quer por ter um grande leque de serviços, o que leva a que seja o maior empregador da população da freguesia e onde naturalmente estes façam compras”, descreveu. Rui Miguel referiu-se também ao Centro de Saúde, que “apesar de muito esforço quer da Junta quer da Câmara, quer da própria ACES Oeste Norte, está muito longe de ter um funcionamento muito perfeito. Continuamos a ter médico todos os dias, mas é insuficiente e não nos dá garantias do futuro. Temos neste momento cerca de 2800 utentes”. Outro pedido que ficou foi a constituição da urbanização jovem, que “de ano para ano, de mandato em mandato não se fez, nem evolui nada. Neste momento, temos centenas de casais jovens a trocarem o concelho de Caldas da Rainha pelo de Alcobaça, fixando-se em Turquel e na Benedita. Nos resultados preliminares dos censos 2011, Santa Catarina não só perdeu população nos últimos 10 anos com tem uma acentuada perda de jovens”. Fernando Costa, presidente da Câmara, disse que “Santa Catarina não é das freguesias mais populosas, mas é das mais importantes no contexto económico e social do Município”. Quanto aos pedidos, começou por dizer que não sabe “se haverá dinheiro para aguentar tudo o que existe. A crise está ai. Fazer a obras é fácil, mas sustentá-las é bem mais difícil”. Quanto à cutelaria, afirmou que está “em conversações para que se faça um Museu da Cutelaria. O problema é o dinheiro, mas não vamos desanimar. A melhor coisa para se começar a fazer um museu é guardar o espólio”. Já sobre a variante, declarou que o presidente da Junta “tem toda a razão, mas ainda faltam três ou quatro proprietários concordarem. Devemos insistir porque Santa Catarina ganha em segurança e circulação”. Sobre a urbanização jovem, referiu que os terrenos inicialmente escolhidos não servem e por isso estão em negociações com outros proprietários para a aquisição de terrenos para esse projecto, que ainda não avançou por ser pedido muito dinheiro pelo terreno. A zona industrial “está definida e é preciso que as pessoas vendam os terrenos. A nova estrada de ligação é das maiores tarefas. Esta obra precisa de verba do Governo e leva dois ou quatro orçamentos da Câmara das Caldas”, comentou Fernando Costa. Carlos Barroso

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