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Socialistas caldenses abstêm-se na votação do plano de pormenor do centro histórico

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Os vereadores do Partido Socialista na Câmara das Caldas decidiram abster-se na votação quanto ao plano de pormenor do centro histórico, considerando que “representa uma oportunidade perdida para implementar uma abordagem integrada do planeamento da cidade das Caldas da Rainha”. No entender dos autarcas, “o plano padece de debilidades graves que não podemos, de forma […]

Os vereadores do Partido Socialista na Câmara das Caldas decidiram abster-se na votação quanto ao plano de pormenor do centro histórico, considerando que “representa uma oportunidade perdida para implementar uma abordagem integrada do planeamento da cidade das Caldas da Rainha”. No entender dos autarcas, “o plano padece de debilidades graves que não podemos, de forma alguma, assentir” e apontam “a indiferença quanto às questões de mobilidade, aspecto da maior importância, que é neste plano considerada como uma matéria circunscrita à área de intervenção e completamente desligada de uma perspectiva que integre a restante malha e novas dinâmicas urbanas que possam sustentar uma cidade moderna, vivida de forma multicêntrica”. Delfim Azevedo e Rui Correia fazem também notar a “ausência confrangedora de um programa de participação de privados no processo de reabilitação do centro histórico, aspecto crucial para que não venhamos a ter ruas embelezadas, encostadas a uma multidão imóvel de prédios decrépitos e vazios”. “A improcedência de laços entre entidades institucionais públicas, detentoras de património estratégico, numa ausência confrangedora de articulação que compromete um plano que deveria concorrer para recuperar numerosos edifícios que precisam de ser devolvidos à cidade e à sua população, através de projectos de recuperação, mobilizadores e alavancadores de vida urbana e não para apenas gerar imaginativos embelezamentos de pavimento”, é outro dos aspectos. “Um cronograma, enfim, que não tenta sequer criar uma dinâmica de reabilitação contínua, o processo continuado e sustentável que uma reabilitação urbana, especialmente para um centro histórico, deve ser, mas um plano encerrado em si mesmo e que obedece a um calendário político, partidário e não técnico”, criticam, esclarecendo que, “não estamos, todavia, disponíveis, na actual conjuntura, para assumir a irresponsabilidade de condenar à nascença quaisquer projectos de reabilitação e valorização patrimonial que possam importar para as Caldas da Rainha um advento excepcional de verba que contribui efectivamente para o aprimoramento de aspectos pontuais da sua imagem pública”.

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