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“Vida além da morte” na Expoeste

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Em 24, 25 e 26 de Fevereiro debateu-se a imortalidade do Espírito, nas Caldas da Rainha. Iniciativa do Grupo “Mais Oeste”, contou com o apoio das duas associações espíritas locais, englobando uma entrevista, um debate, um seminário e uma sessão de pintura mediúnica. Correspondendo às expectativas dos ouvintes e leitores do grupo “Mais Oeste”, foi […]
Vida além da morte na Expoeste

Em 24, 25 e 26 de Fevereiro debateu-se a imortalidade do Espírito, nas Caldas da Rainha. Iniciativa do Grupo “Mais Oeste”, contou com o apoio das duas associações espíritas locais, englobando uma entrevista, um debate, um seminário e uma sessão de pintura mediúnica. Correspondendo às expectativas dos ouvintes e leitores do grupo “Mais Oeste”, foi organizado um fim-de-semana cultural onde se debateu a imortalidade do ser humano e a possibilidade ou não da vida para além da morte. No dia 24 de Fevereiro, José Lucas, membro do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha e da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), concedeu uma entrevista à Mais Oeste Rádio 94.2 FM, onde se debateram temas fronteiriços com a imortalidade. Questionado acerca da imortalidade, José Lucas apontou experiências científicas que vêm sendo efectuadas desde meados do século XIX que indiciam a imortalidade do ser humano. Foram ainda referidos os médiuns comerciantes, charlatães e outras instituições que comercializam os dons espirituais, tendo sido referido que numa associação espírita nunca se cobra um cêntimo que seja por qualquer actividade, nem tão pouco se aceita dinheiro em troco de alguma actividade, sendo essas associações suportadas pelos seus associados. José Lucas referiu ainda que nas Caldas da Rainha apenas existem 2 associações espíritas, o Centro de Cultura Espírita (Bº Morenas) e a Associação Cultural Espírita (Bº Ponte). No dia seguinte teve lugar um debate no auditório da Expoeste, promovido pelo Grupo Mais Oeste, com o apoio da Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Na abertura do evento, António Marques, da ADIO, entidade gestora do espaço físico onde decorria o evento, realçou perante as cerca de 130 pessoas presentes, a importância de se discutirem ideias, mesmo que não se concordem com elas, e que era importante ouvir a opinião do Espiritismo, como movimento cultural da sociedade. João Carlos Costa moderou o debate, que durou entre as 21h00 e as 23h00, incluindo a participação do público. Presentes na mesa, Amélia Reis e José Lucas, ambos do Centro de Cultura Espírita, responderam às muitas questões colocadas pelo moderador do debate. Amélia Reis referiu como conhecera a Doutrina Espírita, na sequência da morte do seu filho, vítima de acidente de viação, realçando casos concretos em que o seu filho se teria manifestado posteriormente, através de médiuns, no centro espírita onde colaborava. Hoje, feliz, apesar das dificuldades da vida, tem como meta esclarecer e consolar os corações aflitos. Espíritos pintam através de Florêncio Anton No sábado, realizou-se, na parte da tarde, um seminário subordinado ao tema “Saúde e Espiritualidade”, onde Florêncio Anton, médium de efeitos físicos, pedagogo, licenciado em enfermagem e terapeuta, estudante de psicologia, interagiu com as cerca de 130 pessoas presentes, provenientes de várias cidades do país. Uma tarde onde saúde, espiritualidade e ciência estiveram de mãos dadas. Pelas 21h00, Florêncio Anton, em transe, pintou, de olhos fechados, com as mãos borratadas de tinta, quadros a óleo assinados por pintores falecidos, cujos estilos e luminosidades seriam idênticos aos dos referidos pintores aquando na Terra, segundo algumas pessoas interessadas em arte e conhecedoras de pintura. Uma conhecida pintora caldense, que estava presente na sala, afirmou publicamente que aquelas 2 horas foram a mais bela aula de pintura a que jamais tinha assistido. A sala do auditório da Expoeste foi pequena para as cerca de 230 pessoas presentes, que não arredaram pé até cerca das 23h30. Estes eventos tiveram o apoio da Associação Cultural Espírita e do Centro de Cultura Espírita. Haverá vida para além da morte? Para os espíritas, sim, dizem que as evidências e as provas são tantas que não é possível não querer ver. Para os cépticos, há que esperar novas comprovações da ciência terrena. Para os organizadores do evento, mais importante do que chegar a conclusões, foi, isso sim, o debate de ideias. José Carlos

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