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A falência da política portuguesa

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A cada dia que passa é mais visível o desgoverno em que se encontra o país. Neste momento de crise financeira grave, e distante de solução, principalmente porque Portugal está alheado de algumas mais-valias, entre elas a produção agrícola e industrial e o investimento cuidado no sector comercial de cada região, podemos antever um aumento […]

A cada dia que passa é mais visível o desgoverno em que se encontra o país. Neste momento de crise financeira grave, e distante de solução, principalmente porque Portugal está alheado de algumas mais-valias, entre elas a produção agrícola e industrial e o investimento cuidado no sector comercial de cada região, podemos antever um aumento significativo da pobreza em que uma grande parcela da população vai entrar a médio prazo. Infelizmente o sonho do 25 de abril de 1974 durou pouco, porque foi conduzido por interesses escusos, cercados de ganância de poder e desejos de acúmulo de riqueza para “alguns dos líderes da revolução”. Homens que ainda hoje estão com as rédeas do poder em mãos, e que continuam a cavar, cada vez mais fundo, o buraco em que se encontra a nação portuguesa. Vem-me à memória o sofrimento de trezentos mil portugueses, que perderam todos os bens que possuíam, alguns até a vida, na transição do poder em Angola, graças a negociações cheias de erros, conduzidas por aqueles gananciosos falados anteriormente. Uma calamidade. Essa geração incompetente, conseguiu também deixar Portugal, a Metrópole, numa situação social caótica, entregue à sua própria sorte. Actualmente, sem interesse eleitoral, a maioria da população abstêm-se de ir às urnas para tentar mudar o destino da nação, e os que vão, entre eles muitos “carneiros” com interesses muito definidos no jogo do poder instalado, são o suficiente para manter a bandalheira existente. Os partidos políticos actualmente pouco apresentam. Não surgem vozes que, de facto, pensem na mudança necessária, numa nova condução do destino político do país. O que Portugal precisa é, inegavelmente, de cidadãos, e não de partidos. Cidadãos que não usem a política unicamente para satisfazer interesses pessoais, com vontade de entregar a seus descendentes um país próspero, uma pátria rica, sustentada pelo trabalho, pela educação e pela cultura. O povo português ainda olha para o horizonte, na esperança do retorno de D. Sebastião. Enquanto isso, enquanto esse próprio povo, jaz apático a mirar um sonho, os interesseiros, os lobos políticos que conduzem a nação, continuam a dividir, o que ainda resta de riqueza, entre eles e os amigos, e todos, num banquete sumptuoso e desbragado, vão rindo e comendo, refastelando-se. Quando nada mais houver, possuem o suficiente em paraísos fiscais, para viverem o resto de uma vida de luxo. Deixei de acreditar no sonho de um país politicamente digno, porque deixei de acreditar na classe política e na forma como esta conduz os interesses da nação. Deixei de acreditar que o povo português possa erguer-se das cinzas e lutar por causas nobres. Deixei de acreditar que as manifestações populares, dos professores e dos trabalhadores em geral, dessem frutos, porque sei que basta corromper os líderes para que as tais manifestações se transformem apenas em conversas de café e em vivas lembranças na Internet. Portugal segue um caminho de pedras, duro e difícil, que só com muito esforço e sofrimento poderá transpor. E essa abnegação, sem dúvida, será sempre das classes menos favorecidas, daqueles que são obrigados, a todo o instante, a “sacrifícios para salvar o país”. Acabou a Ditadura? Acabou uma a 25 de abril de 1974. No dia seguinte outra começou, feroz, corrupta, vil, cheia de dedos longos a usurpar riquezas nacionais, a chafurdar numa lama disfarçada em mar azul. Deixei, de facto, de acreditar num país politicamente digno! Rui Calisto

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