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Contestação ao novo diploma de financiamento de ensino cooperativo

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Pais e alunos do Colégio Frei São Cristóvão em massa no protesto Os encarregados de Educação dos alunos do Colégio Frei São Cristóvão, em A-dos-Francos, também aderiram ao movimento “SOS Educação”, que contesta os cortes nos financiamentos dos contratos de associação entre o Estado e escolas cooperativas, tendo os pais fechado o portão do estabelecimento de […]
Contestação ao novo diploma de financiamento de ensino cooperativo

Pais e alunos do Colégio Frei São Cristóvão em massa no protesto Os encarregados de Educação dos alunos do Colégio Frei São Cristóvão, em A-dos-Francos, também aderiram ao movimento “SOS Educação”, que contesta os cortes nos financiamentos dos contratos de associação entre o Estado e escolas cooperativas, tendo os pais fechado o portão do estabelecimento de ensino nos passados dias 27 e 28. Na quinta-feira, os alunos não entraram na escola para terem aulas, e mantiveram-se presentes com os pais em frente ao estabelecimento como forma de protesto. Ana Bento, representante dos Encarregados de Educação desta Escola, estava satisfeita com a adesão dos pais, revelando que aderiram ao protesto 80 % dos pais dos alunos. É mais uma medida dos pais, professores e alunos, que têm vindo a protestar contra o que chamam de “injustiça” às escolas. “Estamos todos unidos por esta causa” revelou Ana Bento, afirmando que, quaisquer que sejam as acções a desenvolver, “os pais já manifestaram vontade em aderir”, caso o Governo não esteja aberto a uma nova negociação. “Não pretendemos que a portaria seja totalmente revogada, até porque somos solidários com os problemas financeiros do país, mas que façam cortes de acordo com o bom funcionamento das escolas”, afirmou. Esta encarregada de educação tem a filha no Colégio Frei São Cristóvão e está muito satisfeita com a qualidade do ensino. “A minha filha tem tido problemas e aqui ela tem tido o apoio que precisa. Se temos um ensino tão bom neste Colégio porquê nos retirar isso?”, questionou. Ana Bento explicou que o “colégio fornece um serviço público” e  adiantou que não existem “alternativas a nível estatal”. A encarregada de educação salienta que se os colégios encerrarem portas por falta de verbas, os 1800 alunos que frequentam os dois estabelecimentos (Colégio Rainha D. Leonor e Colégio Frei São Cristóvão) vão sobrelotar as  outras escolas do concelho. Esta mãe acredita também que estes estabelecimentos de ensino saem mais baratos ao Estado. Quanto ao fecho das escola que durou dois dias, o director do colégio Frei Cristóvão, Francisco Dionísio, disse que “é uma luta dos pais”, adiantando que “nós enquanto direcção da escola tentaremos fazer chegar o nosso desagrado de outra forma”. Alega que quando chegou ao estabelecimento de ensino e deparou com o portão fechado fez aquilo que é o seu dever, “telefonei às autoridades, entrei em contacto com a Direcção Regional de Lisboa, e expliquei a situação”. No colégio Frei Cristóvão, que tem agora 37 professores, foram também feitos alguns reajustamentos para fazer face a estes cortes. “Houve alterações dos horários e foram dispensados três professores, um deles do ensino especial, com base na extinção de posto de trabalho”, disse o director do colégio, que lamenta que “as regras tenham sido alteradas a meio do jogo” e teme que a situação possa a vir a piorar ainda mais no futuro. “Com este novo modelo de financiamento as verbas que nos são atribuídas, são insuficientes, então tivemos que reestruturar a escola para fazer face às despesas que vêm até ao final do ano, porque queremos continuar a pagar”, apontou. Este responsável revelou ainda que no próximo ano, “caso termine o estudo acompanhado e área de projecto, vamos ter muito mais despedimentos, como em outras escolas na mesma situação”. O director do Colégio disse que o que é importante “é manter a qualidade que temos vindo a oferecer aos nossos alunos”, alegando que isso não será possível “com a verba que nos querem dar, porque não vamos poder ter tantos professores e funcionários a dar apoio aos alunos”. Relativamente ao futuro próximo, esta escola tem ainda um corpo docente bastante jovem e portanto talvez não esteja tão frágil quanto outras. “Até agora a base para o cálculo do contrato de associação era a massa salarial. Quanto mais antigos fossem os professores, mais atractivo seria o contrato, porque a verba atribuída pelo Estado para a gestão era uma percentagem sobre o valor da massa salarial dos professores. Agora com estes cortes recebemos por turma, portanto, as escolas com professores com muitos anos de serviço têm de pagar mais aos docentes, o que agrava ainda mais a situação”, explicou. O que preocupa este responsável, é o futuro da “instituição e poder dar estabilidade de corpo docente para continuar com um ensino de qualidade”. Com o funcionamento de 17 turmas, este Colégio recebe alunos do quinto ao nono ano das freguesias rurais do Landal, S. Gregório, A-dos-Francos, Vidais, e Alvorninha. Recebe ainda alunos dos concelhos de Cadaval e Rio Maior, cujos pais trabalham nas Caldas da Rainha. Marlene Sousa

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