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Câmara não volta atrás no encerramento da sede da Associação Volta a Casa

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A sede disponibilizada para a Associação Volta a Casa fornecer refeições deverá ter encerrado esta terça-feira, dia previsto para a troca de fechaduras. O JORNAL das CALDAS esteve no local nos dias 1 e 3 de Janeiro e o refeitório da Associação ainda servia as refeições à população sem abrigo, mas em menor número, já […]
Câmara não volta atrás no encerramento da sede da Associação Volta a Casa

A sede disponibilizada para a Associação Volta a Casa fornecer refeições deverá ter encerrado esta terça-feira, dia previsto para a troca de fechaduras. O JORNAL das CALDAS esteve no local nos dias 1 e 3 de Janeiro e o refeitório da Associação ainda servia as refeições à população sem abrigo, mas em menor número, já que depois do anúncio da Câmara das Caldas de fechar as portas da instituição, três foram encaminhados e outros, por desconhecerem que as instalações não estavam encerradas, não compareceram. Joaquim Sá, dirigente da colectividade e mentor do projecto de ajuda aos sem abrigo das Caldas, confessou no dia 3 de Janeiro que esteve numa reunião com a vereadora da acção social, onde solicitou que o prazo para o encerramento fosse feito apenas no Verão, altura em que deveria ter um novo local. Tal situação foi rejeitada por Maria da Conceição, que confirmou isso mesmo ao JORNAL das CALDAS, descrevendo que “as decisões tomadas em reunião de Câmara são para cumprir”. Joaquim Sá esclareceu que também foi proposto receber um apoio monetário por parte da autarquia para a Associação Volta a Casa, cuja verba Maria da Conceição disse que poderia servir para a colectividade alugar uma sede. “Atribuímos subsídios ordinários a todas as Associações e a Associação Volta a Casa pode receber se apresentar relatórios de actividades, corpos gerentes e contas aprovadas. Algumas associações aplicam esse dinheiro para pagar o aluguer das suas sedes e a Associação Volta a Casa poderá fazer isso, mas essa é uma matéria que terá de ser resolvida entre os seus corpos sociais e sócios. A Câmara está sempre disponível para ajudar com reforço de alimentos e em colaborar como faz com outras associações”, frisou a vereadora. Segundo apurámos, a Câmara terá conversado com alguns utentes, tendo encaminhado dois para a Santa Casa da Misericórdia, outros terão recebido um cabaz e alguns terão a possibilidade de receber apoio domiciliário. “Temos pessoas a almoçar na Misericórdia, outros vão receber em casa. Temos encaminhamentos para centros. No entanto, a Câmara tem sempre a porta aberta dos serviços sociais”, disse a vereadora. A autarca disse que foi pedida a chave e a mudança de fechadura ia ser feita na terça-feira pelos serviços da autarquia. Recorde-se que a Câmara tomou a deliberação de encerrar o refeitório da associação depois de receber relatórios da PSP e do Governo Civil, e apesar do JORNAL das CALDAS os ter solicitado, até à data nenhuma missiva foi apresentada. A Associação Volta a Casa serve refeições a cerca de 40 pessoas sem abrigo ou carenciadas e recebeu ordem de despejo pela autarquia, mas apesar desta decisão, Joaquim Sá manter-se-á no apoio aos utentes. “A ordem é para deixar as instalações, mas vamos fornecer refeições na rua. A primeira refeição será na obra do Hospital das Caldas do Ferreira da Silva e depois iremos para a Mata”, disse Joaquim Sá. A associação funcionou desde 2003 em instalações cedidas pela autarquia, que diz não ter condições de manter o apoio ao projecto. Segundo a vereadora, “Joaquim Sá recusou as propostas da autarquia para que o projecto fosse gerido por outra associação da rede social e a situação agravou-se com a constatação de que as instalações estavam a ser utilizadas também como dormitório não só de pessoas como de animais e que havia ali situações complicadas de saúde pública”. Depois de vários voluntários abandonarem o projecto e de instituições como o Banco Alimentar do Oeste deixarem de fornecer alimentos, a Câmara deliberou por unanimidade “cessar o contrato de comodato e notificar a associação para deixar as instalações até 31 de Dezembro”. A decisão foi contestada sobretudo pelo Bloco de Esquerda, que até emitiu um comunicado em nome da Associação e tentou mediar as negociações para que o prazo fosse prorrogado até que a Volta a Casa elegesse novos órgãos sociais. De acordo com o levantamento dos serviços sociais da autarquia “das 34 pessoas apoiadas só oito são das Caldas e destas, apenas nove precisam realmente de apoio e vão ser conduzidas para outras instituições de apoio”. A Câmara fez o cruzamento de dados com a Segurança Social para “provir apoio domiciliário ou centros de dia para idosos e criar condições mais dignas de apoio técnico, tratamento de roupas e fornecimento de refeições aqueles que verdadeiramente necessitam”. Carlos Barroso

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