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Vai ser feito plano de intervenção na área da saúde no concelho

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A Comissão da Saúde da Assembleia Municipal das Caldas chegou finalmente à conclusão de que é necessário ser feito um plano de intervenção sobre o funcionamento do Centro de Saúde e Extensões de Saúde do Município das Caldas, face às queixas dos autarcas e populações. Agendado há vários meses, o tema foi debatido em sede […]

A Comissão da Saúde da Assembleia Municipal das Caldas chegou finalmente à conclusão de que é necessário ser feito um plano de intervenção sobre o funcionamento do Centro de Saúde e Extensões de Saúde do Município das Caldas, face às queixas dos autarcas e populações. Agendado há vários meses, o tema foi debatido em sede de comissão especializada, onde os deputados pedem para que seja “elaborado um Plano de Intervenção para o Município onde esteja contemplado um correcto diagnóstico de situação e de necessidades de médicos de família para as populações essencialmente das freguesias rurais”. “Uma abordagem da definição de prioridades para a resposta às necessidades das populações que possa indicar soluções integradas inter-freguesias, utilizando a diferente tipologia organizacional, adequando-a em função das referidas necessidades e uma mobilização dos profissionais de saúde para a construção dessas soluções integradas e a contratualização de objectivos que remetam para respostas a estas necessidades mais locais”, são outras das conclusões dos eleitos locais. O parecer, lido pelo deputado Miguel Goulão, vem ainda sugerir à Câmara Municipal das Caldas da Rainha, ao Conselho de Administração do CHON e à Direcção do ACES Oeste Norte “a efectivação de um fórum de saúde para reforço da articulação das respostas de saúde às necessidades das populações do Município”, exigindo de imediato “a marcação da reunião solicitada há cerca de seis meses ao sr. Presidente da A.R.S.L.V.T”. A comissão considerou que “existem problemas estruturantes no domínio da medicina familiar, nomeadamente um quadro de pessoal médico com muitos anos de serviço e à beira da reforma e insuficiente face às necessidades de saúde da população”. “Existem problemas igualmente novos, em termos de saúde, colocados pelo envelhecimento da população em geral; uma nova organização nos cuidados de saúde primários, com modelos de intervenção – Unidades de Saúde Familiares, Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, Unidades de Cuidados de Saúde Continuados, Unidade de Saúde Partilhada, entre outras, cuja eficácia no terreno se tem ainda revelado insuficiente para abranger toda a população do concelho”, lê-se na acta da reunião. Os deputados consideram que “faz sentido uma racionalização de recursos técnicos, financeiros e humanos na oferta dos cuidados de saúde, a qual deve ter em linha de conta o reforço da “casuística” e logo da experiência dos profissionais e da melhor capacidade de resposta para os utentes; ter em atenção a relação médico-doente nas opções de política de saúde e como base de uma relação de confiança fundamental para o processo profilático e terapêutico”. No seu entender, assiste-se a um “encerramento progressivo das estruturas de saúde locais, nomeadamente extensões de saúde, em diversas freguesias “rurais” do concelho das Caldas da Rainha sem a possibilidade de alternativas para os cidadãos; a uma reconfiguração dos acessos das populações das freguesias “rurais” em função da inexistência de respostas de cuidados de saúde nos seus locais e da necessária procura dessa resposta nas USF´s ou noutras Extensões, sem uma lógica territorial ou de mobilidade facilitadora; a problemas de mobilidade no acesso às USF´s por parte de alguma população, com maiores carências sociais ou menores meios de transporte ou de mobilidade, em situações em que a resposta de cuidados de saúde é manifestamente satisfatória, devido a inexistência de transportes de ligação, conduzindo a um prazo a uma “divisão social”. O médico e deputado do PSD, José Fernando, confessou que foi abordado há cerca de três semanas para coordenar a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, um grupo que diz respeito aos cuidados dos médicos de família, com excepção das USF. “Éramos 32 médicos e a cada um estava adstrito uma média de 2000 a 2100 utentes. Com a criação das USF, para onde passaram 22 médicos, ficaram com uma média de 1500 utentes”, explicou, acrescentando que nas Caldas “saíram com a reforma dois médicos e três estão à espera para sair. Além disso há uma médica com incapacidade neste momento e um outro que não está em pleno rendimento. Quer isto dizer que existem três médicos para os restantes utentes”. José Fernando disse aos deputados que “não vale a pena assumir a coordenação só para ser responsabilizado. Quem quisesse ir para as USF nesta primeira fase devia ter levado todos os utentes do seu ficheiro”, disse, justificando que “a própria gestão dos utentes foi feito de um método aleatório. Os utentes que têm capacidade de mobilização são facilmente atraídos para a cidade, mas os outros não, especialmente os mais idosos”. O médico afirmou que alertou que “temos dificuldade em encontrar médicos de família para trabalhar no ACES Oeste Norte. Propus que houvesse uma divisão equitativa dos utentes. As USF não vão querer aceitar por uma questão de objectivos. Os médicos das Caldas estão a dar formação a novos médicos de família, o que vem demorar mais as consultas”. José Fernando denunciou que neste momento existem “64 ou 65 mil utentes e se a Lei aponta para os 1500 utentes por cada médico então precisamos de 42 médicos. Se temos 32 faltam 10 médicos. Queremos dizer que isto não foi bem feito. Queremos correcções e temos que estar abertos a isso. Sinto que neste momento há uma maior capacidade quer do ACES Oeste Norte quer das Juntas de Freguesia de resolução dos problemas”. Do lado do Bloco, Fernando Rocha considerou melindrosa a questão da saúde, mas apelou a que não se baixe os braços. “O que nos foi transmitido é que a saúde no concelho é um inferno”, disse o deputado. O parecer foi votado por unanimidade pelos deputados presentes na Assembleia Municipal. Carlos Barroso

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