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“Sexualidade” foi debatida no Cadaval

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A Câmara Municipal do Cadaval promoveu, a 15 de Outubro, no auditório municipal, a sessão de esclarecimento “Sexualidade”, inserida no ciclo “Conversas em Família”. A informação e a partilha são as melhores formas de vencer mitos e obstáculos da sexualidade. Enquadradas no projecto social “Cada 1 Val +”, as “Conversas em Família” atingem a quarta […]
Sexualidade foi debatida no Cadaval

A Câmara Municipal do Cadaval promoveu, a 15 de Outubro, no auditório municipal, a sessão de esclarecimento “Sexualidade”, inserida no ciclo “Conversas em Família”. A informação e a partilha são as melhores formas de vencer mitos e obstáculos da sexualidade. Enquadradas no projecto social “Cada 1 Val +”, as “Conversas em Família” atingem a quarta sessão com a conferência “Sexualidades”. A temática foi abordada em duas vertentes – jovem/adulto e idoso, tendo contado com cerca de 80 participantes na assistência, nomeadamente jovens, idosos, bem como técnicos de saúde e de acção social. Na vertente jovem/adulto esteve a Associação para o Planeamento da Família (APF), representada pela psicóloga Ana Denasulin. Depois de uma breve apresentação do trabalho da APF, a psicóloga deteve-se sobre a definição de Sexualidade segundo a Organização Mundial de Saúde, enquanto “energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade”, que influencia pensamentos, sentimentos e acções e que vai para além da genitalidade. Ana Denasulin defendeu que cada pessoa tem o direito à informação e aos serviços necessários para fazer escolhas informadas sobre saúde sexual e reprodutiva, nomeadamente para uma decisão livre e informada sobre constituir ou não uma família. Sendo técnica de atendimento e aconselhamento a jovens na APF, há perto de oito anos, Ana Denasulin apontou algumas das principais dúvidas sobre sexualidade que assolam os jovens do 5.º ao 12.º ano, nomeadamente: o crescimento e as mutações do corpo, o desenvolvimento de infecções sexualmente transmissíveis, contracepção, dificuldades sexuais, gravidez e Interrupção Voluntária da Gravidez, orientação sexual (homossexualidade, bissexualidade), a auto-descoberta (masturbação), as primeiras relações sexuais, afectividade, namoro, amizade, paixão, entre outras. As dificuldades sexuais são naturais nestas faixas etárias, não sendo, portanto, verdadeiras disfunções sexuais, tendo como causa a ansiedade. Disso exemplo são a ejaculação muito rápida, a dor na penetração ou a perda de erecção. Sobre infecções sexualmente transmissíveis, a terapeuta alertou para a necessidade de “haver sempre o cuidado da prevenção pois nem sempre o aspecto mais ou menos convencional de uma pessoa significa correr-se maior ou menor risco com ela”. Ana Denasulin defendeu ainda que os jovens devem sempre “perguntar e partilhar com o próximo as suas questões – com um pai ou uma mãe, um professor ou professora ou um outro qualquer familiar com abertura”. Sobre esta temática, a psicóloga divulgou, aos jovens presentes, duas linhas de informação e apoio: “Sexualidade em Linha” (808 22 2003) e “Linha Opções” (707 2002 49), neste caso para informações mais orientadas para a interrupção da gravidez. Referiu, por último, dois sítios na internet com informação sobre a juventude e sexualidade em geral (www.juventude.gov.pt e www.apf.pt). Por sua vez, na vertente idoso, interveio Fernando Mesquita, psicólogo clínico com especialização em sexologia clínica, que se debruçou sobre diversos aspectos que podem perturbar a sexualidade, em especial na população idosa. Para Fernando Mesquita, “a sexualidade não é só sexo, ela envolve emoções, relações afectivas, auto-estima, desejo, prazer e o cuidar dos outros”, podendo durar toda uma vida. Mesmo que as doenças ou as situações de vida impeçam a expressão sexual, os sentimentos persistem, bem como a necessidade de atenção e de carinho. A ideia de que o idoso é “assexuado” e de que a sua vida sexual se resume a “lembranças do passado” é um mito, de acordo com o psicólogo. Na velhice, “a sexualidade pode ser mais demorada, mas também podem tirar-se muitos outros proveitos que não se tiram quando se é jovem”, explica o terapeuta. Segundo Fernando Mesquita, “os idosos devem aceitar a sua sexualidade sem receio ou vergonha de serem ridicularizados”. Perceber as mudanças do organismo e da mente como algo natural e esperado, não encarando as dificuldades que surjam como o fim da vida sexual torna-se fundamental. Procurar a ajuda do parceiro e/ou terapeuta para o “exercício saudável e prazeroso da sexualidade” na velhice é o conselho deixado pelo psicólogo. E são aqueles casais que, ao longo da sua vida sexual, foram experimentando outras formas de se tirar prazer (que não exclusivamente através da erecção e penetração), que no futuro conseguem ter uma sexualidade mais gratificante. Motivada pelos avanços da medicina, verifica-se, actualmente, uma mudança de mentalidades, dado que as pessoas de 70 anos são sexualmente mais activas do que as de há 30 anos com a mesma idade. O sexólogo defende, todavia, o uso de bom senso, já que actualmente passou-se do antigo “mito da proibição” para o “mito da obrigação”, como se fosse obrigatório ter vida sexual. O psicólogo terminou reforçando a ideia de que “a capacidade de amar não depende da idade da pessoa. O sexo não tem prazo de validade nem termina com a juventude”.

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