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“Picnicake” nas Gaeiras mostrou criatividade dos cake designers

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O primeiro ‘picnicake’ realizado em Portugal foi um sucesso. A iniciativa pertenceu à Associação Nacional de Cake Designers (ANCD), no jardim do Convento de S. Miguel, nas Gaeiras, no dia 4 de Setembro. “O objectivo era juntar os cake designers e mostrar as empresas que trabalham no sector, para trocar experiências e ideias”, revelou Teresa […]
Picnicake nas Gaeiras mostrou criatividade dos cake designers

O primeiro ‘picnicake’ realizado em Portugal foi um sucesso. A iniciativa pertenceu à Associação Nacional de Cake Designers (ANCD), no jardim do Convento de S. Miguel, nas Gaeiras, no dia 4 de Setembro. “O objectivo era juntar os cake designers e mostrar as empresas que trabalham no sector, para trocar experiências e ideias”, revelou Teresa Henriques, presidente da ANCD e proprietária da pastelaria Eclipse, nas Caldas da Rainha. Mais de uma centena de pessoas participou no evento, que integrou vários workshops e demonstrações com os cake designers Carolina Carriço, Pedro Henriques, Daniela Ramos, Luísa Alves, Catarina Rola e Anabela Diogo, apresentação da revista “Cake Design Portugal” e o primeiro concurso ibérico de bolos de noiva. Pelo jardim do Convento de S. Miguel, local onde se encontra a funcionar a incubadora do Parque Tecnológico de Óbidos e onde se situa a sede da ANCD, estiveram também dispostas algumas bancas de empresas que se dedicam à comercialização de produtos para este sector de actividade. Uma cooperação ibérica juntou dois jovens portugueses (Marcos Félix e Daniel Costa) e duas espanholas (Leandra Barella e Verónica Sanches, representada por Ivan Barella) para confeccionarem um bolo de 47 quilos e cinco andares. “É a demonstração que unidos temos mais força”, comentou Teresa Henriques, que sublinhou que a associação portuguesa está a ajudar a sua congénere espanhola, apesar de estar ainda no seu primeiro ano de existência. A divulgação da ANCD vai ser reforçada com uma revista semestral. Para além disso, a participação em eventos internacionais dará outra projecção aos designers portugueses. É o caso da deslocação até a feira NEC de Birmingham, em Inglaterra, entre 5 e 7 de Novembro, para ver aquela que é a atracção principal do mundo do cake design a nível europeu. Uma comitiva de cerca de 30 pessoas irá participar no certame. “Até agora iam só duas ou três pessoas, vamos dar a cara por Portugal”, indicou Teresa Henriques. E não se pense que os autores dos bolos criativos são apenas mulheres. No concurso promovido pela ANCD participaram dois homens e um deles, foi o vencedor. Homem vence concurso de bolos Cristiano Louro, de 32 anos, de Castelo Branco, foi o vencedor do primeiro concurso ibérico de bolos de noiva, na vertente de cake design. “Dedico-me à pastelaria há 14 anos e já há alguns que desempenho a profissão de cake designer. Existem poucos homens a trabalhar nesta área, mas já começam a aparecer alguns. Sou também formador na área da pastelaria e panificação numa escola de hotelaria”, relatou ao JORNAL DAS CALDAS. No seu entender, “o cake design é o futuro para a pastelaria”. “As pessoas ficam fascinadas e satisfeitas com o trabalho”, observou. Quanto ao concurso, explicou que criou “um bolo Zen”, onde “pensei em fugir um pouco ao bolo tradicional e tentar mostrar alguma paz e calma, apostando na cor verde e na colocação de animais”. “O bolo demorou três dias a fazer, sete horas cada dia. Perde-se muito tempo com a decoração e na secagem. No Verão há algumas pastas de açúcar que derretem, mas tudo se faz”, referiu. Catarina Rola, da Figueira da Foz, que também criou um “casamento zen”, há quatro anos que se dedica ao cake design, mas, segundo contou, “desde os 12 anos que faço bolos de aniversário para a minha família”. “Soube através de uma revista de culinária que ia haver um curso em Lisboa, o primeiro em Portugal, em Setembro de 2006, fui fazer, tive acesso aos produtos, aprendi as técnicas básicas e fui fazendo para a família e amigos”, descreveu. “Não tenho loja aberta mas tenho encomendas. Sou professora do 1º ciclo, faço isto em part-time. Sou uma autodidacta, fui aprendendo através da experiência. Amo esta arte. Até agora só tenho recebido elogios e um feedback muito positivo”, disse. Para Catarina Rola, “o cake design é o futuro, é uma aposta original porque as pessoas querem coisas diferentes”. Paula Marques, de Castelo Branco, desde 2006 que andava interessada no cake design, mas só desde Novembro do ano passado é que teve oportunidade de trabalhar na área. “Fui para o Porto fazer cursos. Nunca mais consegui parar. É aliciante e uma terapia. Sou professora de informática. Faço como passatempo para familiares e amigos. Gosto muito de cozinhar. É juntar o útil ao agradável”, comentou. Torna-se “profissional” é “complicado”. “Em Castelo Branco é difícil. Se fosse em Aveiro, de onde sou, abria já uma loja”, desabafou. De qualquer forma, considera que os bolos criativos “são o futuro”. “Se corre tão bem noutros países, porque não aqui?”, interroga. Francisco Gomes

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