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É muito frequente ouvir as pessoas compararem o Papa João Paulo II com o actual Bento XVI e, geralmente, não se coíbem de dizer algo menos simpático em relação ao segundo. Creio que isso se deve sobretudo a dois factores, entre outros. O primeiro é a imagem que os meios de comunicação nos transmitiam, ainda […]

É muito frequente ouvir as pessoas compararem o Papa João Paulo II com o actual Bento XVI e, geralmente, não se coíbem de dizer algo menos simpático em relação ao segundo. Creio que isso se deve sobretudo a dois factores, entre outros. O primeiro é a imagem que os meios de comunicação nos transmitiam, ainda o Santo Padre era cardeal: um homem rígido, pouco acessível, antipático, hermético… um típico alemão nazi. O segundo é a sua discrição, quase timidez, em flagrante contraste com o seu antecessor que era um actor experiente em comunicação. Gostaria de chamar a atenção para alguns factos, poucos devido à falta de espaço, que mostram uma pessoa totalmente diferente. Servimo-nos do título do livro “Bento XVI Visto de Perto” para o nosso artigo, pois o seu autor, o jornalista alemão Peter Seewald, teve essa oportunidade, a de o “ver de perto”. Na verdade, fez duas grandes entrevistas ao Papa. Da primeira surgiu o seu conhecido livro “O Sal da Terra” e da segunda o já mencionado “Bento XVI Visto de Perto”. Da sua leitura algo nos chamou a atenção: o contraste entre as perguntas, por vezes quase agressivas, do entrevistador e a afabilidade das respostas do entrevistado e ainda a diferença de tom de Seewald ao questionar o Papa no segundo. Que se passou entre uma entrevista e a outra? Peter Seewald tinha-se convertido. Esta reacção não é a habitual de quem se sente perante um homem rígido, pouco acessível, antipático, etc. De facto, o próprio Seewald já veio defender a imagem do Papa na praça pública, usando as suas capacidades jornalísticas. Curiosamente, todas as pessoas que ouvi criticar o Santo Padre não tinham lido nenhum dos seus livros nem encíclicas. Um episódio divertido foi narrado pela jornalista português Aura Miguel. Os jornais comentavam que o novo Papa gostava muito de gatos o que, provavelmente, traria problemas à administração da residência papal visto possuir alguns. De facto, assim era, Bento XVI possuía gatos, mas isso não causou qualquer transtorno porque eram de porcelana. Existem grandes diferenças entre estes dois grandes homens, na maneira de ser, nos seus gostos, nos seus dotes artísticos (o primeiro representava e cantava, o segundo toca piano), mas o que têm em comum, o seu grande amor a Deus e a toda a humanidade, à qual serviram e servem de modo exemplar, une-os de forma única e evidente. Bento XVI foi escolhido por João Paulo II e está a revelar-se a melhor herança que nos podia ter deixado. Os cardeais reunidos em Conclave disso se aperceberam ao terem sido tão rápidos na sua escolha. Resta-nos agradecer-lhes. A herança e a escolha.   Isabel Vasco Costa

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