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Maldição de Katyn

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Setembro de 1940. A Europa, ainda não recomposta da Primeira Guerra Mundial respira uma derradeira vez, mais profundamente que nunca, antes do grande mergulho que será a Segunda Grande Guerra. Hitler anexa primeiro a Áustria, e, depois, invade a Checoslováquia, reduzindo assim a Boémia ao estatuto de protectorado. Através de um tratado cujo objectivo era, […]
Maldição de Katyn

Setembro de 1940. A Europa, ainda não recomposta da Primeira Guerra Mundial respira uma derradeira vez, mais profundamente que nunca, antes do grande mergulho que será a Segunda Grande Guerra. Hitler anexa primeiro a Áustria, e, depois, invade a Checoslováquia, reduzindo assim a Boémia ao estatuto de protectorado. Através de um tratado cujo objectivo era, supostamente, o de evitar uma guerra em que a emergente Alemanha se visse obrigada a dividir o seu esforço de guerra em duas frentes de batalha dispersas, Hitler e Estaline assinam o Pacto Molotov-Ribbentropp, que prevê a anexação, por cada uma das partes envolvidas, de parte da Polónia. A nação polaca, cuja existência tantas vezes foi ameaçada, era agora barbaramente dividida entre o mundo Comunista e o império nazi. Foi nesse contexto que, nos tumultuosos anos 40, a Polónia viu a sua elite militar, 22,000 oficiais do seu Exército, ser levada para os bosques de Katyn para ser, às ordens de Estaline, eliminada, perdendo assim o país a flor das suas Forças Armadas. Hoje, talvez por especialmente cruel ironia do destino, 70 anos depois daquele fatídico dia 3 de Abril que tantas lágrimas causaram à pátria polaca, 38 milhões de polacos choram a morte não apenas do seu Presidente, Lech Kaczy?ski, um dos políticos contemporâneos europeus que mais admiro, como da flor política, financeira, diplomática e militar do país da águia branca, que, como há sete décadas atrás, foi morrer a Katyn. Kaczy?ski, homem verdadeiramente sui generis e herói da luta contra o comunismo, foi participante activo da transição polaca para a democracia, tendo inclusivamente sido conselheiro de Lech Walesa e um dos principais membros do Solidarnosc, ganhou protagonismo internacional ao opor-se ao Tratado de Lisboa e a revelar-se como uma forte voz crítica do movimento europeísta e como um dos mais reconhecidos eurocépticos, a par de Vaclav Klaus e de Nigel Farage. A Polónia, a Europa e o Mundo perderam pois, não apenas um chefe de estado, um representante nacional ou um qualquer político cujo nome está demasiado ligado a promessas vãs e demagogas para suscitar qualquer sentimento de tristeza. Perdemos, enquanto civilização, um homem cuja vida será sempre inequivocamente ligada à luta pela conquista da liberdade e independência, enquanto anti-comunista, e pela sua manutenção, enquanto eurocéptico. Lech Kaczy?ski, descanse em paz.   Rafael Pinto Borges, aluno do 10ºano da Escola Secundária Raul Proença

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