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Ministro da Agricultura entregou apoios de 3 milhões de euros nas caldas

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O ministro da Agricultura, António Serrano, entregou nas Caldas da Rainha 21 contratos do PRODER a 18 promotores agrícolas. Um incentivo de cerca de 3 milhões de euros a que corresponde um investimento de mais de 8 milhões de euros, para apoio à produção e à instalação de jovens agricultores, restabelecimento do potencial produtivo, modernização […]
Ministro da Agricultura entregou apoios de 3 milhões de euros nas caldas

O ministro da Agricultura, António Serrano, entregou nas Caldas da Rainha 21 contratos do PRODER a 18 promotores agrícolas. Um incentivo de cerca de 3 milhões de euros a que corresponde um investimento de mais de 8 milhões de euros, para apoio à produção e à instalação de jovens agricultores, restabelecimento do potencial produtivo, modernização de instalações e o projecto fileira Frutalvor.“Foi um longo processo com uma exaustiva análise das candidaturas”, referiu o membro do Governo, que aproveitou para felicitar o sector por “não ficar à espera das verbas para avançar para o terreno”. Na visita à central Frutalvor, na freguesia de Salir de Matos, o membro do Governo elogiou o sector frutícola, considerando-o viável. “Este sector tem uma capacidade empreendedora muito forte. Houve aqui uma liderança pioneira na área da pêra rocha e que rapidamente passou para outras áreas, da maçã, por exemplo, e que tem vindo a conseguir dinamizar a região. Muito orientados para os mercados internacionais, foram à procura dos clientes”, disse. Segundo o membro do Governo, “este sector está fora das ajudas ao rendimento, porque é um sector rentável. Temos muitos sectores que precisarão sempre de ajudas. Este sector o que beneficia é de apoios ao investimento”. António Serrano criticou, contudo, a “excessiva dependência” do sector frutícola em relação “ao sector da distribuição”, cuja política de preços é “prejudicial aos interesses dos agricultores”. O titular da pasta da Agricultura aconselhou os agricultores a pedirem o adiantamento das verbas do contrato junto da banca. “Temos a possibilidade de vos atribuir 50 por cento do valor do contrato, mediante a entrega de uma garantia bancária. Se fizerem o investimento de uma forma célere, poderão apresentar o valor da despesa subsequente, tendo em vista reembolso”, descreveu. Helder Silva, presidente da direcção da Frutalvor, destacou a presença, pela primeira vez, de um membro do Governo na central fruteira, que também assinou um contrato no âmbito do PRODER. “É uma grande honra por irmos também receber o nosso contrato, que esperávamos há bastante tempo, com investimentos à volta de 2,5 milhões, subsídios do PRODER próximos de um milhão de euros. Vai-nos trazer grandes vantagens, seria difícil sem a aprovação deste contrato fazer face aos encargos com as obras de ampliação. Vai-nos facilitar a vida”, relatou. A Frutalvor é uma cooperativa que começou em Alvorninha. Fundada em 1993, por um grupo de cerca de 15 agricultores, começou a funcionar com instalações próprias em 1997, no Casal Santa Cecília, em Salir de Matos. Possui actualmente 22 cooperantes, todos da região Oeste. Iniciou a sua actividade com cerca de 2000 toneladas de fruta e agora possui 7500 toneladas, com uma previsão de crescimento a médio prazo para 10000 toneladas, onde se destaca a pêra rocha e a maçã gala como principais variedades. A capacidade de armazenagem em frio é já escassa. Inicialmente possuía 2000 toneladas de capacidade de frio e desde há duas campanhas que ampliou, no âmbito do PRODER, para 5500 toneladas. Emprega 50 pessoas em armazém e os principais mercados são o nacional – grandes superfícies – 40%, e internacional – 40%. O restante é para o mercado tradicional. “As grandes dificuldades com que nos deparamos ao nível do mercado nacional são a falta de poder negocial e ao nível externo a falta de uma maior visibilidade dos produtos maçã e pêra rocha nacionais de modo a penetrar em novos mercados”, descreve a Frutalvor.   Compensações pela intempérie   Alguns agricultores da região foram contemplados com apoios para minimizar as consequências dos estragos provocados pelo temporal de 23 de Dezembro do ano passado. É o caso de Carlos Ribeiro, de Alvorninha, que recebe 1560 euros num total de 2080 euros de prejuízos relacionados com a destruição de estufas. De acordo com António Serrano, “neste momento, os contratos encontram-se todos feitos. Alguns ainda se encontram em fase de audiência prévia, mas já começaram os pagamentos, mediante um adiantamento ou o reembolso da despesa”. “Este processo está a decorrer dentro da normalidade, mas não com a velocidade que gostaria”, admitiu. De um total de 15 milhões de euros de ajudas, foram processados dois milhões de euros. Eram esperadas cerca de 200 candidaturas mas apareceu o triplo. “Seguiu-se a análise das mesmas com uma decisão final tomada em finais de Fevereiro. Muitas candidaturas não puderam ser aceites porque não cumpriam com os critérios exigidos – algumas diziam respeito a produções fora dos concelhos afectados pela intempérie, ou fora dos sectores prejudicados. Chegámos depois ao processo de contratação que é longo e exige muita discussão com cada promotor – com o apoio dos serviços regionais do nosso ministério –  mas posso dizer que este processo tem corrido muito bem”, sustentou.   Francisco Gomes

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