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Decisão em Maio

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Se houver novo hospital será na freguesia de Tornada   A concretizar-se, a localização do novo Hospital Oeste Norte (HON) será nos terrenos a norte da zona conhecida como Lavandeira, em Tornada, perto da carreira de tiro da Escola de Sargentos do Exército. O anúncio foi feito pela própria Ministra da Saúde, Ana Jorge, que […]
Decisão em Maio

Se houver novo hospital será na freguesia de Tornada   A concretizar-se, a localização do novo Hospital Oeste Norte (HON) será nos terrenos a norte da zona conhecida como Lavandeira, em Tornada, perto da carreira de tiro da Escola de Sargentos do Exército. O anúncio foi feito pela própria Ministra da Saúde, Ana Jorge, que reuniu com os autarcas do Oeste e apresentou o novo estudo que dá conta dessa intenção governamental e que está incluída nas compensações da deslocalização do aeroporto da Ota para Alcochete. Quem não gostou desta intenção foi o presidente da Câmara de Alcobaça, que já tinha visto com o anterior Governo a localização escolhida em Alfeizerão, mas devido à argumentação caldense houve novo estudo, que agora vai ser contestado pelos alcobacenses. “O que ficou acordado e assumido é que no segundo semestre deste ano lançaremos o concurso do projecto. É uma primeira fase importante da concretização deste hospital”, anunciou Ana Jorge. “Faltam neste momento pequenos acertos. Trouxemos um estudo recente que será analisado pela comunidade intermunicipal e até ao fim do mês terão a decisão final”, frisou a governante. A mnistra explicou que “os estudos apontam para as Caldas”, mas face à forte contestação do presidente da Câmara de Alcobaça Ana Jorge defende que “ainda faltam pequenos acertos” e que “a Comunidade Intermunicipal vai ainda pronunciar-se sobre o estudo e depois a decisão será do Ministério da Saúde”. “São acertos sobre o que foi analisado no estudo. São vários elementos que são considerados para decidir o futuro de um hospital, como a população, as distâncias, o nível etário da população, as necessidades em saúde, a parte social, a demografia e aquilo que são as doenças das pessoas”, disse. A governante anunciou igualmente que em Torres Vedras irá erguer-se um novo Hospital e não a requalificação do actual. “Estamos neste momento a constituir uma equipa que vai fazer aquilo que é um perfil assistencial, isto é, quais são as necessidades do Hospital Oeste Sul para poder saber depois o que vamos fazer”, apontou. A Ministra da Saúde confessou que apesar de ter percorrido a unidade de saúde de Peniche e das Caldas, “não fez uma visita de pormenor”, refutando qualquer vistoria da capacidade clínica dos hospitais.   Construir ou ampliar   Esclarecedor quanto aos assuntos das compensações da Ota na área da saúde esteve Carlos Lourenço presidente da OesteCIM, que disse que “o lançamento do projecto no Oeste Norte será ainda no segundo semestre de 2010” enquanto, que no Oeste Sul “as suas especificações serão também no mesmo período, sendo que no primeiro semestre de 2011 haverá o lançamento do projecto, porque está mais atrasado”. O também presidente da Arruda dos Vinhos admitiu que a localização do HON será alvo de ajustes, mas “tudo aponta que seja em Caldas. Vai haver ainda algum trabalho da nossa parte e da parte da senhora Ministra”, disse, explicando que os autarcas, face às contestações de Alcobaça, terão de votar entre os doze Municípios se querem novo equipamento ou uma segunda fase da ampliação do Hospital das Caldas. Relativamente aos outros assuntos da área da saúde e concretamente aos centros de saúde, “foram vistos caso a caso e alguns já estão a andar e outros calendarizados”, explicou o presidente da OesteCIM. “O Centro de Saúde da Nazaré é um dos projectos que está atrasado, assim como Sobral de Monte Agraço, onde faltam pequenas burocracias. O serviço básico de urgência de Peniche vai sair imediatamente a concurso e a melhoria dos serviços de cuidados primários, pela falta de médicos, irá ser equacionada e tratada caso a caso”, adiantou o autarca, que considerou o momento mais complicado da reunião com a Ministra da Saúde a contestação de Alcobaça. “O estudo aponta Lavandeira Norte ou a ampliação do actual Hospital das Caldas. Vai haver alguns ajustes de parte a parte, mas daqui a um mês a decisão terá de estar tomada definitivamente para se lançar o concurso”, explicou. Nesta reunião ficou-se a perceber que o HON terá a implementação em Tornada, nas zonas da Lavandeira, Lavandeira Norte e Carreira de Tiro, num total de nove hectares de terrenos, alguns do Ministério da Defesa e uma grande parte de pequenos proprietários e que a Câmara das Caldas terá de negociar como ficou acordado. O HON terá capacidade para 226 camas, três blocos, entre outros detalhes que os autarcas do Oeste irão analisar, mas já há pedidos para aumentar a capacidade do número de camas e a constituição de uma maternidade. Para além do perfil assistencial, haverá uma equipa que “define o perfil de sinergias em relação ao Oeste-Norte”, adiantou o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, Rui Portugal. “A ideia é perceber se há vantagens para as populações do Oeste serem melhor servidas em complementaridade, com eventualmente a inclusão de especialidades que cada um, per si, não teria”, explicou, referindo-se igualmente à construção de uma nova unidade em Torres Vedras.   Contestação de Alcobaça   O presidente da Câmara de Caldas da Rainha não quis falar no final da reunião com a Ministra e por isso coube a Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça explanar toda a sua indignação por esta meia derrota. “Este estudo tem um pressuposto que é inaceitável para Alcobaça, que é tomar em consideração a existência de portagens em Alfeizerão”, afirmou o autarca. O presidente da Câmara considera o critério “inaceitável e imoral” e recusa aceitar o estudo, “que não tem nenhuma base científica relativamente ao anteriormente efectuado por Daniel Bessa”.  “Os alcobacenses e nazarenos têm as portagens mais caras do país, há uma década que têm uma discriminação negativa em relação a todos os oestinos”, declarou. “Faço o apelo ao Governo para que analise as questões do ponto de vista científico, objectivo e não seja considerado este critério altamente ofensivo”, manifestou Paulo Inácio. O autarca não descarta a herança do terreno de Alfeizerão que a Câmara adquiriu no mandato de Gonçalves Sapinho, afirmando que “o caso não está encerrado e vamos lutar até ao último minuto. A injustiça é grande demais, é inaceitável e não nos conformamos”.   Satisfação   Confrontado com este anúncio o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), Manuel Nobre, considera que a concretizar-se uma nova unidade nas Caldas, “vem melhorar os cuidados de saúde dos habitantes do Oeste Norte”. “É importantíssimo”, destaca. A posição deste responsável é uma nova unidade, mas ainda assim refere que “tudo o que vier é um ganho para a saúde dos cidadãos do Oeste Norte. É um benefício grande”. Sobre a possível localização em Tornada, Manuel Nobre reage, referindo que “não se pode ter um Hospital perto de cada cidadão ou de cada utente, mas a localização deve ser a melhor, que num curto espaço de tempo a grande maioria da população do Oeste Norte tenha acesso. Tem de ser uma boa localização na área onde estão os utentes”. Apesar de haver trinta dias para a decisão final as notícias que se afiguram “são óptimas, principalmente porque é necessário que algo aconteça. As estruturas hoje existentes vão respondendo cabalmente às necessidades, o melhor possível, com as condições que temos e com melhorias que vão sendo efectuadas nas diversas unidades”, salientou o presidente do CHON. Satisfeito com o anúncio está também o presidente da Junta de Tornada, Henrique Teresa, que agora acredita que o HON vai trazer mais progresso e algumas obras que defende há bastante tempo para a freguesia. “É com alguma satisfação que soube desta notícia e espero que se concretize. Vai mudar o desenvolvimento da freguesia. Tornada ainda tem muito espaço para a construção”, referiu. O autarca considera que está na altura de “assumir que Tornada faz parte da cidade das Caldas” e apela mais uma vez ao presidente da Câmara para arranjar a Estrada Nacional 8 e transformá-la numa grande avenida, além de querer igualmente limitações na construção. “Acho que o que divide a cidade de Tornada é o Paul. Praticamente já estamos colados às Caldas. Há muito tempo que ando a falar da transformação da EN 8 numa grande Avenida e agora com o novo Hospital terá de se concretizar”, disse, alertando para o facto do tempo estar a passar e as pessoas continuarem a construir “mais à frente e mais atrás”. “Qualquer dia teremos de indemnizar as pessoas por terem construído e não conseguirmos aumentar a estrada. Esta é a altura importante para definir a estrada de Tornada a Caldas. O trânsito deve ser pensado, porque actualmente existem passeios e a estrada era muito mais larga e qualquer dia nem vai haver passeio”, avisou o autarca. Quem também se mostrou confiante em que o HON vingue foi o seu mentor, José Marques Serralheiro, que tem andando sozinho a defender a obra que inicialmente foi rejeitada pelos autarcas e que agora a adoptaram e se esqueceram do seu impulsionador. “Se os critérios técnicos de planeamento e programação hospitalar fossem aplicados como acontece em outros países, este hospital regional que proponho desde 2001, o qual apresentei ao governo de Durão Barroso e a todos os autarcas do Oeste em Norte, em 2002, através de publicação deste projecto no livro de que sou autor, já tinha sido inaugurado em 2006”, começou por dizer o administrador hospitalar. José Marques Serralheiro considera a ampliação “uma ideia com 15 anos que, se não fez sentido e não foi implementada, e hoje face ao estado da arte e tendência actual para a concentração de recursos, devidos a razões técnicas, equipas de profissionais, tecnológicas e de sustentabilidade económica, não corresponde a uma alternativa, nem a uma opção equacionável se queremos uma unidade hospitalar de excelência capacitada para as melhores práticas de cuidados hospitalares, alavanca de atracção do investimento turístico, grande desígnio do oeste 2010/2020”. Deste modo o técnico lembrou que “estamos à beira de ganhar uma unidade hospitalar de excelência, convém que os autarcas o percebam e nos conduzam à construção do caminho do futuro, e de mais qualidade de vida para os oestinos e mais bem-estar colectivo”. “Pode começar a criar-se a perspectiva Caldas, capital da saúde, que defendi para 2010, se o termalismo for finalmente projectado, como merece e for paga a dívida para com a mui nobre Rainha D. Leonor”, sublinhou, reforçando que “é possível, se formos pró-activos, ter a inauguração do HON no primeiro semestre de 2013”. O impulsionador deste projecto sonha agora que o HON “seja concebido pelo arquitecto Álvaro de Siza Vieira, condição que já anunciei junto do próprio, do senhor primeiro-ministro e do Ministério da Saúde”.   Carlos Barroso

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