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Pluralismo paradoxal

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Que têm Jean-Marie Le Pen, Martine Aubry e os seus respectivos partidos, a Frente Nacional (FN) e o Partido Socialista (PS) em comum? De facto, face a tal questão, é deveras difícil, para não dizer impossível, responder sem entrar nos domínios do contra-senso, do paradoxo e do absurdo, mas sim, com efeito, ambos foram os […]
Pluralismo paradoxal

Que têm Jean-Marie Le Pen, Martine Aubry e os seus respectivos partidos, a Frente Nacional (FN) e o Partido Socialista (PS) em comum? De facto, face a tal questão, é deveras difícil, para não dizer impossível, responder sem entrar nos domínios do contra-senso, do paradoxo e do absurdo, mas sim, com efeito, ambos foram os vencedores das eleições regionais francesas, cujo grande derrotado foi o Presidente francês, Nicolas Sarkozy e a sua “Union Pour un Mouvement Populaire” (UMP), conservadora e de centro-direita, estando assim, simultaneamente, a extrema-direita, nacionalista e eurocéptica e a esquerda, internacionalista e europeísta, unidas numa mesma celebração por, ambas, ainda que tradicionalmente inimigas, terem atingido um dos poucos, provavelmente único objectivo comum: derrotar Sarkozy. Efectivamente, este paradoxal e exagerado pluralismo democrático, que faz vencedores os opostos, os antagónicos, os defensores de posições que são mais que totalmente distintas, são absolutamente incompatíveis, mostra quão confusas estão não apenas os eleitores franceses, mas os cidadãos europeus em geral, incluindo os portugueses. Afinal, também no caso português esta, na melhor das hipóteses, confusão ideológica e política das massas, foi explicitada nas últimas eleições legislativas, em que, curiosamente, os dois partidos que registaram maior crescimento foram, precisamente, o Bloco de Esquerda, trotskista e extremista e o CDS/PP, partido moderado da direita e democrata-cristão. No entanto, os resultados franceses, assustadoramente parecidos com os nossos, que tornam óbvia a dimensão europeia deste fenómeno, não evidenciam apenas o caos ideológico que se abateu sobre os europeus, talvez motivado pela crise económica e pelo fracasso da UE em salvar o continente da recessão e/ou estagnação, mas também o cada vez mais significativo medo da imigração, por vezes causado por estereótipos, preconceitos, ou propaganda oriunda de grupos extremistas, por outras, com argumentos mais sensatos e verosímeis. É, em todo o caso, esta a mais plausível explicação para o facto de os franceses terem dado 8,7% dos votos ao Front National de Le Pen. Tal como em Portugal, a preocupação com a criminalidade cresce, ainda que, no caso gaulês, com consequências deveras distintas do português. Afinal, ainda não foram eleitos deputados pelo PNR (apesar de, por outro lado, um partido como o PCP, defensor de um sistema criminoso e anti-democrata ainda conseguir resultados de cerca de 8% e de o BE ser o partido português com maior crescimento). É pois claro, e cada vez mais perceptível que as sociedades europeias são progressivamente mais antagónicas, mais intolerantes e, acima de tudo, mais distintas nas suas necessidades e preocupações, tendo a questão da segurança vindo a adquirir cada vez mais importância, o que lembra, ainda que em outra escala, a situação vivida nos anos 30. Afinal, não é esta a primeira vez em que os povos europeus, traídos pelos seus governos, se viram mergulhados numa crise que, em última análise, os levou a procurar bodes expiatórios para as adversidades económicas e sociais que viviam. Terá a Europa esquecido os seus erros e mantido, dentro de si, ainda que escondido, o ódio, apenas mudando o grupo a quem atribuir as culpas?   Rafael Borges Aluno do 10ºAno da Escola Secundária Raul Proença

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