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Não me tirem o útero!…”

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Lançamento nacional de livro sobre medida inovadora na medicina “Não me tirem o útero!…”, é o título do último livro do escritor e jornalista Pedro Laranjeira, que vem de uma frase repetida ao longo de cinco anos por uma doente portadora de fribromiomas, aos médicos que lhe queriam tirar o útero… até ter descoberto que […]
Não me tirem o útero!..."

Lançamento nacional de livro sobre medida inovadora na medicina “Não me tirem o útero!…”, é o título do último livro do escritor e jornalista Pedro Laranjeira, que vem de uma frase repetida ao longo de cinco anos por uma doente portadora de fribromiomas, aos médicos que lhe queriam tirar o útero… até ter descoberto que não precisava. Pedro Laranjeira escreveu um livro sobre uma “nova terapia alternativa por radiologia de intervenção, que consiste em privar os miomas de irrigação sanguínea, levando-os a secar, com um período de internamento de poucas horas e curta convalescença, que preserva os órgãos reprodutores e permite engravidar a partir de seis meses após a intervenção”. “Praticada em Portugal desde 2004, não origina quaisquer dos sintomas derivados da histerectomia, é mais barata e tem uma taxa de êxito superior a 99%”, disse o jornalista, que esteve no passado sábado na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha para o lançamento nacional do livro. Pedro Laranjeira não percebe como é que este tratamento novo não faz parte do Serviço Nacional de Saúde e porque é que em Portugal “são operadas todos os anos mais de 4.000 mulheres que sofrem uma amputação irreversível, quando existe uma técnica que lhes permite curar a doença e continuar a ter filhos, sem operação, sem internamento hospitalar…e mais barata”, declarou. Segundo o autor, só um hospital em Portugal faz a Embolização Arterial Uterina. O marco histórico aconteceu em 24 de Junho de 2004, quando Martins Pisco realizou a primeira embolização das artérias uterinas em Portugal, numa paciente de 32 anos já antes submetida a duas miomectomias e que tomou, ela própria, a iniciativa de o contactar, na sequência de pesquisas na Internet e por conselho de um médico brasileiro. Essa doente engravidou entretanto e teve o primeiro filho em Fevereiro de 2007. Segundo o jornalista, “cinco meses depois da primeira intervenção, a comunicação social portuguesa interessa-se pelo assunto e deslocam uma equipa ao Hospital onde se realizava outra embolização, para trazer à opinião pública o conhecimento desta nova oferta da ciência”. Martins Pisco iniciou a aplicação deste tratamento no Hospital de St. Louis, em Lisboa, onde mantém o seu centro de trabalho e dispõe agora de uma equipa multidisciplinar, cada vez com mais pacientes a procurar os resultados ímpares da embolização das artérias uterinas. Até hoje, João Martins Pisco realizou em Portugal 756 embolizações: 63 foram feitas com anestesia por acupunctura; 78% das pacientes tinham uma prescrição anterior de histerectomia; 26 engravidaram após o tratamento; 16 crianças nasceram já e 10 vão nascer em 2009. Pedro Laranjeira não põe em causa o profissionalismo e qualidade dos ginecologistas portugueses, no entanto, revela que “a maior parte deles neste momento não informa as pacientes desta alternativa e na minha óptica não cumprem a sua obrigação”. Segundo o jornalista, “uma histerectomia tem o valor de 4 700 euros enquanto e a embolização tem o custo de 3500 euros”. Como forma de continuar a divulgar este tratamento, a Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha promoveu o lançamento nacional deste livro que contou com cerca de 70 pessoas na assistência. A apresentação foi feita pelo próprio autor, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha onde esteve presente o radiologista João Martins Pisco que proporciona este tratamento e a anestesia por acupunctura no nosso país. Ali estiveram, também, a prestar testemunho, duas mulheres que se submeteram a esta forma de terapia. Na cerimónia nacional de apresentação da obra, João Martins Pisco deu informações detalhadas sobre a Embolização das Artérias Uterinas, revelando que depois da intervenção continua a acompanhar o paciente durante três anos, estando o seu telemóvel sempre disponível para a qualquer hora ser contactado. Este médico anunciou em primeira mão nas Caldas, que já fez “com pleno êxito, uma nova aplicação do sistema de embolização arterial a tumores na Próstata”. Vai fazer mais intervenções para recolha de números mais significativos, para dentro de alguns meses, fazer uma comunicação, mais detalhada, à Comunidade Científica. Foi passado um vídeo, produzido pela Comunidade de Leitores, com fotografias de oito crianças que já nasceram depois das mães terem sido tratadas pelo médico João Martins Pisco. Esta sessão contou ainda com um momento de poesia, onde o poeta Jorge Castro leu um poema sobre a condição da Mulher. Aproveitou a ocasião para anunciar que no dia 27 de Junho, também na Biblioteca será feito o lançamento nacional do seu último livro, Cânticos de Zomba e Zurzimento, numa organização da Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha. Para enriquecer a cerimónia, Cátia de Sousa apresentou o seu bailado que foi muito aplaudido. Carlos Gaspar, da Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha, elogiou a iniciativa, referindo que “foi um dos maiores acontecimentos a nível nacional, com novidades importantes na evolução da medicina”. Testemunho Uma jovem de 31 anos, das Caldas da Rainha, que prefere não se identificar, deu o seu testemunho. Numa uma clínica privada nas Caldas descobriram-lhe um mioma que nunca se manifestou. “Fui ao Hospital e o ginecologista que me assistiu queria internar-me para ser operada para me retirarem o útero. Recusei, assinei um termo de responsabilidade e fui-me embora sem me terem dado outra alternativa. Fiz a minha pesquisa, descobri o dr. João Martins Pisco e fiz o tratamento. Fiz a anestesia por acupunctura, e na noite do tratamento fui para casa. Passados seis meses fiz uma ressonância magnética e só tinha dez por cento do mioma. Neste momento tenho autorização para engravidar”, contou “Quando me disseram que me iam tirar o útero caiu-me o mundo nos pés, depois vi uma luz ao fim do túnel e não hesitei. Paguei 160 euros pelo tratamento, porque tenho seguro”, relatou. Marlene Sousa

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