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Alunos do 1º ciclo vão aprender a construir defesas contra a violência Os alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas D. João II vão aprender a construir defesas contra a violência. “As crianças precisam de ser cuidadosas e não medrosas”, é o objectivo da Associação Portuguesa Para o Estudo e Prevenção dos Abusos Sexuais […]
Agrupamento de Escolas D. João II

Alunos do 1º ciclo vão aprender a construir defesas contra a violência Os alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas D. João II vão aprender a construir defesas contra a violência. “As crianças precisam de ser cuidadosas e não medrosas”, é o objectivo da Associação Portuguesa Para o Estudo e Prevenção dos Abusos Sexuais de Crianças (APPEPASC), que vai trabalhar junto dos professores, pais e crianças do 1º ciclo daquele Agrupamento, na prevenção dos abusos junto dos mais pequenos. Esta associação ensina às crianças estratégias para evitar ao máximo os casos de abuso, rapto e bullying (formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, adoptadas por um ou mais estudantes contra outro). A APPEPASC foi criada em Portugal em 2006 com base no Child Assault Prevention (CAP), um projecto iniciado em 1978 em Ohio, nos Estados Unidos, com a pretensão de levar a cabo trabalhos de investigação, estudo e prevenção na área do abuso sexual de crianças. Com intervenções focalizadas em colégios privados, a Associação quer alargar este programa de prevenção primária às escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico. Com o intuito de fazer um estudo, esta Associação ofereceu o projecto às escolas primárias das Caldas. O programa foi apresentado ao vereador da Educação da Câmara das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, que por sua vez o propôs aos três Agrupamentos de Escolas do Concelho das Caldas da Rainha. O Agrupamento de Escolas D. João II em colaboração com a Associação de Pais foi o único, até ao momento, a aceitar o programa. Quais os sinais de abuso sexual, como preparar uma criança para prevenir raptos sem a limitar e como identificar abusos psicológicos? A APPEPASC recorre a técnicas de workshop e de roleplay para agir junto de três grupos distintos: pais, professores e crianças. As técnicas da APPEPASC já iniciaram o programa CAP no Agrupamento de Escolas D. João II, com a realização do workshop para pessoal docente, técnico e auxiliar, que decorreu na noite da passada quinta-feira, no auditório da Câmara Municipal das Caldas. Este incluiu uma abordagem geral do abuso, a explicação detalhada do workshop de crianças, informação sobre como identificar pessoas vítimas de abuso, estratégias de escuta activa e formas de lidar com a criança em risco. Foram ainda discutidos, assuntos como, a forma de denúncia do abuso, direitos legais e responsabilidades da pessoa que denuncia uma situação de abuso e ainda os vários recursos da comunidade. A segunda fase do projecto com data a definir, será o workshop desenvolvido com os encarregados de educação. Além de conter alguma informação similar ao workshop dos professores, Susana Maria, presidente da APPEPASC diz que o enfoque recai sobre a promoção da comunicação entre pais e filhos acerca da temática, bem como estratégias para lidar de forma eficaz com uma criança em risco. Já para os mais pequenos, as metodologias são aplicadas em contexto de sala de aula (60 minutos) com workshops informativos e acções de roleplay, dinamizados pelos facilitadores da Associação. As crianças também participam na actividade e aprendem a identificar e defender-se contra o abuso. Após a sessão em sala de aula, há um momento em que as crianças podem conversar com as técnicas sobre as temáticas desenvolvidas durante o workshop. A violência sobre as crianças pode tomar forma de abuso físico, psicológico ou sexual ou ser um acto de negligência. É nestas vertentes que a Associação age, ajudando pais e professores a perceber o que as crianças nem sempre conseguem dizer e fornecendo aos mais novos competências que lhes permitam defender-se contra qualquer tipo de abuso. “As estratégias de prevenção eficazes, como aquelas que são transmitidas através deste projecto, não procuram limitar a acção das crianças, mas sim desenvolver nelas capacidades e competências”, disse, Susana Maria. Segundo esta psicóloga, “a chave do sucesso deste projecto é o fortalecimento das crianças para que tenham conhecimento dos riscos sem se tornarem medrosas”. De acordo com esta responsável, estatísticas nomeadamente nos EUA, têm vindo a demonstrar que o abuso sexual, físico e emocional de crianças tem atingido proporções epidémicas: “A cada 47 segundos uma criança é abusada ou negligenciada e mais de 85% das crianças são vítimas são abusadas por alguém que conhecem e em quem confiam”. Segundo a psicóloga, num estudo (não representativo) efectuado no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa, verificou-se que uma em cada três mulheres é abusada até aos 18 anos. “Muitos dos casos de abuso sexual de crianças são levados a cabo por pessoas que são exemplares aos olhos de toda a comunidade envolvente. Esta situação não só torna mais difícil a denúncia de abuso como também a credibilidade da própria criança. O mito do abusador “ser tão boa pessoa” é apenas um dos muitos que envolve esta problemática”, apontou a técnica. Mais do que os sinais, são os comportamentos os principais indicadores de alerta do abuso sexual em crianças. “Muitas vezes as crianças não nos dizem que têm um problema. Em vez disso mostram-no. Grande parte dos sinais do abuso são comuns a outro tipo de indicadores de doença ou mal-estar. Por isso, o mais importante é estar atento às mudanças excessivas de comportamento”, explicou a psicóloga. Marlene Sousa

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