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O Dia da Mãe da minha avó

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Pelo início do dia, a minha querida avó enfrentou a desistência do meu avô. Poucos minutos passaram quando foi assistido pelo serviço de emergência médica. Chegando ao Hospital mais próximo, Caldas da Rainha, a minha querida avó, sem saber, olhou pela última vez para o seu marido. Aguardou notícias dele até ao final da manhã, […]

Pelo início do dia, a minha querida avó enfrentou a desistência do meu avô. Poucos minutos passaram quando foi assistido pelo serviço de emergência médica. Chegando ao Hospital mais próximo, Caldas da Rainha, a minha querida avó, sem saber, olhou pela última vez para o seu marido. Aguardou notícias dele até ao final da manhã, quando a sua, até então, resistente calma, também a abandonou. Dirigiu-se à recepção do Hospital, onde já tinha efectuado o registo de entrada, para perguntar notícias do seu marido. Foi então que, finalmente, a informaram, com a maior secura, que o seu “companheiro de toda a vida” tinha partido para outro Hospital, para Lisboa. Respondeu revoltada: “Foi para Lisboa, e vocês não me disseram nada, vim com ele na ambulância, e vocês não me dizem nada, foi ele para Lisboa sozinho como um cão, e a família aqui à seca à espera?”. Foi, então, que a minha querida avó partiu para Lisboa, onde lhe comunicaram, no Dia da Mãe, que já não poderia ver o seu marido, porque estava a efectuar um tratamento que ia demorar mais do que o horário para visitas. O próprio médico informou-a que não haveria jamais esperanças de sobrevivência, que a sua “cara-metade” poderia “durar” horas ou até um dia ou dois. Já ao início da tarde regressou para o seu lar, aguardando a hora marcada pelo Hospital para ligar, no âmbito de obter informações do seu marido. Chegando a hora – 18h – ligou e obteve a penosa notícia de que era viúva. Após isso agravaram o momento ao insistirem que já tinham tentado contactar os familiares por diversas vezes, em vão, ou em falso. No dia seguinte ao Dia da Mãe, num dia de luto, pelo meio-dia chegou um telegrama, digamos assim, “confirmando” a morte do meu querido avô. Gostaria que dessem um palpite acerca da hora da morte nele mencionada…14h30… hora em que a minha querida avó ainda estava em Lisboa, ou até, hora em que a minha querida Avó chegou a Lisboa. Esta foi a minha narração, agora transmito-vos as minhas perguntas: O Hospital das Caldas da Rainha agiu bem quando se “esqueceu” de avisar a minha avó quando mandou o seu marido sozinho para o local onde ia morrer? O Hospital de Lisboa agiu bem quando informou a minha querida avó que o meu avô estava em tratamento, quando até já tinha morrido? Vamos supor que esse tipo de informação não chega aos ouvidos do médico que arrancou todas as esperanças de vida do amor da minha querida avó, sendo assim, o Hospital de Lisboa e/ou das Caldas agiram bem quando não contactaram a minha querida avó da morte do seu marido, esperando a sua diligência? Assim vivemos, rodeados de erros, assim a minha querida avó ficou viúva no Dia da Mãe… Sandra Almeida

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