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Comunistas caldenses relembram conquista da Liberdade

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Como já é habitual, o PCP das Caldas da Rainha voltou a comemorar a Revolução dos Cravos com um almoço que decorreu no Restaurante “O Cortiço”, onde reuniu cerca de 100 militantes que quiseram relembrar a conquista da Liberdade em Portugal, em 25 de Abril de 1974. Comentando a insatisfação dos portugueses com o funcionamento […]
Comunistas caldenses relembram conquista da Liberdade

Como já é habitual, o PCP das Caldas da Rainha voltou a comemorar a Revolução dos Cravos com um almoço que decorreu no Restaurante “O Cortiço”, onde reuniu cerca de 100 militantes que quiseram relembrar a conquista da Liberdade em Portugal, em 25 de Abril de 1974. Comentando a insatisfação dos portugueses com o funcionamento da democracia, Vítor Fernandes, do grupo concelhio do PCP das Caldas da Rainha, disse que “as coisas estão muito negras, com o aumento das taxas de juro e dos preços de artigos de 1ª necessidade, particularmente produtos alimentares, toda uma situação preocupante que as famílias e os trabalhadores vivem, e de facto não se vislumbra a curto prazo uma perspectiva muito positiva”. Acrescentou ainda que em Caldas da Rainha continua-se a “viver grandes problemas no sector da cerâmica, e o comércio tradicional também está a atravessar uma crise”. Vítor Fernandes criticou a forma como o 25 de Abril é assinalado nas Caldas da Rainha. Recordou a sessão solene que se fazia na Assembleia Municipal e que já não se repete há anos. “A Câmara divorciou-se completamente das comemorações e nós achamos que tem objectivos políticos porque sabemos que quem está na autarquia não está muito voltado para o 25 de Abril e também não está interessado em comemorá-lo”, sublinhou. Numa tarde em que se evocaram as memórias de um momento marcante na história portuguesa, o orador convidado, o Militar de Abril e membro da Associação 25 de Abril, Tenente-Coronel Manuel Mata, lembrou os milhares de portugueses que durante 50 anos dedicaram as suas vidas à luta pela liberdade e por uma sociedade mais justa, considerando que “o povo português, com o Movimento das Forças Armadas e com os capitães de Abril, deu um passo determinante no sentido do futuro, do desenvolvimento e do progresso”. Segundo o Tenente-Coronel, com a Revolução de Abril, “o salário mínimo nacional foi implementado pela primeira vez no nosso país com o valor de 3000$00 mensais e ao fim de um ano sofreu actualização de 10%”. Acrescentou ainda que “foram congelados salários a partir de certo montante, o abono de família foi aumentado e passou a abranger mais de meio milhão de crianças e mesmo no desemprego passaram a ficar assegurados os benefícios da Previdência e as pensões sociais foram duplicadas para os inválidos e para os maiores de 65 anos”. De acordo com o orador, foi também “implementada pela primeira vez a licença de parto, alargado o período de férias para 30 dias, as férias passaram a ser pagas e passou a existir o subsídio de Natal, foi reduzido o horário de trabalho e foram tomadas medidas de ajuda aos desempregados e foi ainda criado um Serviço Nacional de Saúde Universal e gratuito”. De acordo com Manuel Mata, a Revolução de Abril “criou condições para profundas transformações sócio-económicas nos campos, com a expropriação dos latifúndios e a realização da reforma agrária, dando origem à constituição de unidades colectivas de produção constituídas por trabalhadores assalariados rurais, pequenos e médios proprietários com a aprovação de uma nova lei de arrendamento rural, com a devolução aos povos de terrenos baldios, com o desenvolvimento do cooperativismo, com a transformação dos antigos organismos corporativos e de coordenação económica em estruturas para o desenvolvimento agrícola ao serviço dos agricultores e dos trabalhadores rurais assalariados”. Quanto ao ensino, o Tenente-Coronel disse que a Revolução de Abril “promoveu transformações progressistas sem paralelo na nossa história (um extraordinário acesso à frequência escolar, a unificação do ensino básico, gestão democrática das escolas, novos programas de estudo)”. No domínio das relações internacionais, Manuel Mata referiu que “Portugal deixou se ser um país isolado e submetido aos interesses do imperialismo passando a praticar uma política de abertura e diversificação das relações internacionais e assumindo uma política de independência nacional”. O Tenente-Coronel acredita que “em Portugal e no resto do mundo se irão operar mudanças e alterações profundas na sociedade em que o domínio do económico deixará de existir a favor de uma sociedade mais humana, mais justa e igualitária”. “Sabemos que o caminho vai ser longo e difícil”, acrescentou, defendendo a luta pela “liberdade, progresso e justiça social”. Marlene Sousa

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