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Antidepressivos…uma realidade ou uma treta? Quando a comunicação social entra no campo da saúde, ou há pânico ou há descrença! Mas se se trata de Saúde Mental, então o problema é mais grave: como de médico e de louco todos temos um pouco, começam a vir à tona os mitos e os palpites, as interpretações […]

Antidepressivos…uma realidade ou uma treta? Quando a comunicação social entra no campo da saúde, ou há pânico ou há descrença! Mas se se trata de Saúde Mental, então o problema é mais grave: como de médico e de louco todos temos um pouco, começam a vir à tona os mitos e os palpites, as interpretações erradas, enfim o Caos. O doente à partida já não acredita nos medicamentos que o médico lhe vai receitar, e então o mais certo é não obter qualquer resultado com a prescrição e parte em busca do remédio que fez bem à vizinha do r/c que ouviu uma pessoa que passava na rua, a dizer a outra que aquele medicamento era o melhor que havia para aquilo… e que ela pensava que o vizinho tinha… Mas agora, falando de antidepressivos, chegou-se realmente a um uso e abuso deste tipo de medicamentos, no entanto não tão escandaloso como o consumo de tranquilizantes. Muitas situações de ansiedade e até de pânico que podem facilmente ser resolvidas com antidepressivos, são tratadas sem sucesso com ansiolíticos. E até algumas perturbações do sono podem ser resolvidas com antidepressivos em vez de tranquilizantes ou indutores do sono, (refiro-me às depressões mascaradas, em que o indivíduo dorme o primeiro sono e acorda a meio da noite sem voltar a conseguir pregar olho).   Em conclusão quero dizer que os antidepressivos têm a sua indicação terapêutica muito específica e até outras indicações, como o controle da dor, pelo que contribuem indiscutivelmente para uma melhor qualidade de vida dos doentes, sobretudo os terminais e os que sofrem de dor crónica, Mas a terapêutica da depressão torna-se ineficaz se o diagnóstico for tardio, na dúvida deve ser ouvida a opinião do especialista. Muitas vezes uma palavra vale mais que o melhor medicamento. Há que saber ouvir o doente, que a maior parte das vezes espera de nós um conselho, um esclarecimento, ou a solução dum problema. Na depressão, o primeiro passo a dar deve ser avaliado pelo médico, sobre se deve começar pelo antidepressivo e aguardar o resultado, ou enviar, o doente ao psiquiatra ou ao neurologista, com uma medicação provisória. O médico de família tem, em teoria, a vantagem de conhecer o doente e o ambiente familiar e os seus problemas. Mas tem a desvantagem da falta de tempo para dedicar ao doente toda a atenção que ele necessita. Aí, tem que ter a inteligência necessária para saber gerir o tempo de que dispõe para obter o melhor diagnóstico e prescrever a terapêutica mais indicada. O doente é alguém que está a sofrer e necessita do nosso afecto e compreensão, de se sentir confortado. No entanto tratá-lo com Amor não é mimá-lo… é, com muita humildade, fazê-lo entender o seu potencial de autocura e acreditar em si próprio, fazendo-o recuperar a autoestima perdida. Muitas vezes temos que parecer duros para que o doente possa reconhecer a sua força interior. Mas para podermos agir com mais rudeza precisamos de conquistar a confiança do doente através da empatia. Considero empatia uma relação pessoa a pessoa em que qualquer um consegue “sentir” dentro de si o sentimento do outro. Neste caso o tratador não deve interiorizar demasiado o sofrimento ou a euforia para não se deixar afectar emocionalmente e ficar tão ou mais bloqueado que o queixoso. Muitas vezes a compaixão pode matar: “… No corredor do banco de S. José, um politraumatizado aguarda tratamento deitado numa maca, tem sede, pede água, o pessoal parece passar indiferente ao pedido, até que uma auxiliar, caridosamente chega com um copo de água, levanta a cabeça do doente e… acaba-lhe definitivamente com a sede, isto é: o doente tinha uma fractura de coluna cervical e ao dobrar o pescoço faz uma lesão da medula que o mata instantaneamente”. Assim como uma mobilização mal conduzida pode ser fatal, uma falta de atenção ou de afecto pode ser causa de suicídio numa depressão. Começou a correr há tempos na comunicação que certos antidepressivos (fluoxetina) aumentavam as tentativas de suicídio nos adolescentes; agora vêm com a novidade de que o Prozac (que é a fluoxetina patenteada) tem apenas efeito placebo… (isto é, actua apenas por sugestão…) então em que ficamos? Primeiro é porque mata, depois é porque não faz nada?  Penso que isto não passa de manobras de market da parte da concorrência entre as multinacionais do ramo. O suicídio nos jovens vem da falta de motivação nesta vida e nem sequer se pode atribuir à pobreza pois que é nos países mais desenvolvidos e de maior poder económico que o suicídio impera na juventude. O que lhes falta se os pais lhes dão tudo? Falta-lhes afecto, falta-lhes amor. Os medicamentos, a psicoterapia, os médicos e os doentes devem trabalhar em conjunto com base na compreensão e no acreditar. Um doente se for com vontade de se curar pode sair da primeira consulta já meio curado “basta uma palavra e o meu servo será curado”…isto é verdade também para nós mortais, se tivermos fé vamos certamente vencer a doença. Ter fé é apenas acreditar. Em Deus, em nós próprios, no Universo de que somos parte, em qualquer energia, naquilo em que queiramos acreditar, desde que seja com sentimento, seremos capazes de ultrapassar as maiores dificuldades. É esta base de confiança na relação médico-doente que tem estado a faltar no Serviço Nacional de Saúde e aponto as culpas á globalização, às lutas das multinacionais pelo comércio dos medicamentos, condicionando a regulamentação da distribuição e até do receituário médico, e ao descrédito criado pela comunicação social em relação à medicina e aos próprios médicos. Há que repor a dignidade do médico e restabelecer a confiança perdida. Médicos, pessoal de saúde, governantes e os próprios utentes, todos somos responsáveis pela saúde em Portugal. João Barros de Bettencourt

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